quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O primeiro texto escrito para a missão à qual o Senhor está me preparando.











Quero partilhar com você, uma oração, que nesta noite o Senhor me inspirou a fazer, já como uma norma para algo novo a que Ele me chama e me prepara.





Deus nos conhece e começou um processo de visita ao meu interior e assim, pude num ano participar de inúmeros retiros e a maior descoberta que tive foi, que só não realizei e nem cumpri, a vontade do pai na minha vida, porque fugi anos e anos do meu interior.





O nosso inconsciente é muito esperto. O nosso cérebro cápta coisas que jamais imaginamos e assim, fugimos mais do que o diabo da cruz em nos conhecermos.





Porque ao me conhecer vou saber verdadeiramente quem sou e não somos quem imaginamos que somos.


O Senhor nos convida a viver a verdade. Conhecereis a verdade e ela vos libertará.(João 8,32)



Precisamos conhecer o nosso interior, pois ao retirar o lixo que há nele, poderemos escutar o pai, saber os  os seus propósitos para a nossa vida e chegaremos ao estágio de como realmente deve ser um filho de Deus, ele deve ser livre.





Ainda estou em fase de cura. Muitas coisas ainda precisam ser trabalhadas no meu interior e saiba que quero viver essa verdade em mim. Sei que o pai celestial está comigo, cuidando de mim.





As vezes somos incompreendidos. Mas descobri que quando ocorre algo me assusto. A hora que vou refletir me acalmo e pronto. Porque agora, o Senhor tá me curando. Não posso focar no problema e sim no Senhor, é le que soluciona.





Entendi também, que Deus quer renovar a face da terra e, exatamente por isso, Ele quer atingir são os líderes. Sim, os pastores. Porque um pastor doente não tem como cuidar direito das suas ovelhas. As vezes de umas eles até cuidam, mas outras não.





Apascentai as minhas ovelhas. Para apascentar essas ovelhas, eu como pastor, tenho que estar bem preparado, para não cometer injustiças.





Como vou conhecer minhas ovelhas, se nem a mim conheço? Eu preciso conhecer a mim mesma. E se ainda não consigo, preciso ir ao encontro de quem me ajude, pois o que eu não posso é enganar a mim, achando que já não mais preciso de cura, pois todos nós temos a nossa natureza pecadora. Fomos manchados pelo pecado através de Adão e Eva.





Necessário é nos voltarmos para o Senhor. O pai quer tocar, em primeiro lugar os Servos, aqueles que estão na linha de frente. Porque se houver o auto-conhecimento deles, e tomarem o remédio certo. Ficarão revigorados e atraírão o seu rebanho.





Cuidará de uma forma tão linda desse rebanho, que a graça se multiplicará e em muito pouco tempo essas ovelhas estarão preparadas para enfrentar o sofrimento com alegria.





A graça, meus irmãos, consiste nisso, em enfrentar seja o que for com determinação, com a coragem que vem do Senhor e aquilo que nos fazia sofrer no passado, torna-se algo tão simples e daí entendemos que Deus quer ordenar tudo para o amor.





Há servos que ficam até ridículos e que está estampado na cara deles, o de se "achar", de querer ser notado. Mas aqui não estou culpando os servos que assim agem, pois o fazem inconscientemente, porque não conhecem o seu interior e a tentação do orgulho toma conta.




A receita do sucesso na comshalom, por exemplo, é a oração. Mas não basta ter a receita. É preciso também, saber usar a receita, pois conheço muitas pessoas que rezam muito, mas que não escutam. Então não basta só falar e não querer escutar. É preciso silenciar e adorar o nosso Senhor.





A Comshalom, prega muito sobre obediência. E lá há uma obediência mesmo, porque todos estão sendo formados para a santidade.





Na referida comunidade, cada decisão tomada é pela oração. Então lá, eles ficam tranquilos neste sentido, pois rezam muito, escutam o Senhor e aí repassam as orientações aos demais. Decisões tomadas na oração e não no impulso humano, que realmente é enganador.





Fiquei encantada ao ouvir palestras sobre o auto-conhecimento e  percebi o quanto nós ainda estamos atrasados, pois como servos nós, na maioria, não todos é claro, pois há muita gente que acerta, mas nós insistimos em tomar decisões por nós mesmos e queremos que a nossa vontade prevaleça. E nos iludimos que estamos fazendo a vontade de Deus, ao passo que não estamos.





Então, pensando nisso, pedi a Deus a graça de me inspirar numa oração, e olha que até fiz essa oração, baseada num texto que li na própria comshalom.





Ao ler, percebi que é por aí. Temos que parar de fazer orações pobres, orações interesseiras. Na palavra de Deus diz que não sabemos orar como convém e quando o fazemos, ainda assim, oramos mal.





Tudo pertence ao pai e precisamos ser livres, para dar a liberdade àqueles que nós amarramos mesmo sem perceber.





Bem, depois de tanto falar, finalmente vou repassar para vocês a oração que fiz.





Quero deixar registrado o primeiro artigo que escrevi na minha vida, que é esse, depois de descobrir o projeto que Deus tem para mim e deixar registrado a Primeira Oração que no futuro, vocês entenderão.





Que Deus nos conceda a graça, de ter a coragem do auto-conhecimento e também, de descobrir, conhecer e cumprir a missão que Deus tem para cada um de nós.





Vamos à oração, que está sendo publicada, neste blog , dia 15.02.2012 e que foi escrita no dia 14. Esse artigo que agora publico, o fiz agora, para honra e glória do Senhor e, espero que ele possa ter alguma serventia na sua vida. Amém?





Oração diária ao nosso pai Celestial.





Senhor nosso Deus, graças vos damos, pela vida das pessoas e dos animais. Glorificado sejas Senhor, pela natureza, pela chuva, pelo sol e pela lua, pelo dia e pela noite.





Pai amado, pela vossa misericórdia, tenhamos horror em lhe causar ofensas, afastando tudo o que te desagrada e que sejamos pessoas verdadeiras diante de ti e da humanidade.





Conceda-nos, ò Senhor, o amor filial a ti, adorando-o com amor sobrenatural e com santo fervor, dando-nos também, o amor verdadeiro para com os irmãos, seja quem for e para tudo o que é divino.






Tende Piedade de nós, para que possamos olhar a todos, como irmãos e produza em nós o desejo de servi-los sempre que necessitarem, dando-nos generosamente a eles. Que a nossa confiança seja ilimitada por ti e que nos abandonemos totalmente a vós.





Pai Santo, que pela vossa graça, consigamos suportar, por amor a ti, com paciência e alegria, sem murmuração, as maiores dificuldades, crucifixões e tribulações se vierem e que quando vierem e se necessário empreender ações extraordinárias ou atos sobrenaturais heróicos que assim o façamos, iluminados por vós.





Pai, que tu sejas sempre amado, adorado e glorificado e que sejamos sempre conduzidos, a viver sob a orientação do Espírito Santo.





Dai-nos o dom das luzes, para que sejamos sempre orientados em todas as situações, falando no momento certo, perguntando no momento correto, agindo na hora ideal e calando ou falando no momento devido.





Que possamos plantar na vida das pessoas no tempo certo, a espiritualidade divina e arrancar da vida delas o que causa cegueira, surdez e doença do corpo, da alma e do espírito.





Que o pai seja nosso, que sejamos prudentes e que preocupemos antes de tudo, com a vossa glória, e com o bem espiritual das pessoas. Abra o nosso entendimento para a tua santa palavra e que ela seja vida nas nossas vidas.





Que tenhamos uma docilidade vigilante em nos submetermos a todos os planos teus, manifestados por nossos representantes legítimos.





Senhor que o nosso interior seja convencido de que nada somos sem a sua presença, sem a sua intimidade. Que sejamos conformados em ti.





Permita-nos entender e reconhecer que nada somos sem a sua presença e que a honra, a glória, o Poder e a majestade, devem ser dadas a vós, somente a vós. Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos de todos os males.





Dá-nos na oração o diálogo aberto, sincero e confiante, ligando-nos a ti, afastando-nos de todo comércio interesseiro, faz-nos olhar para ti, que é o autor da graça e que façamos orações totalmente inspiradas pelo vosso Santo Espírito. Que a vossa vontade ò pai, se faça em todos nós.Amém.





Augusta Moreira dos Santos










Santa Terezinha do menino Jesus - Filme Completo de sua vida.

No dia 6 de abril de 2011 o Papa Bento XVI aconselhou os fiéis a "redescobrir esse pequeno-grande tesouro" da autobiografia de Santa Teresa de Lisieux, "História de uma alma".


O segredo da santidade de Teresa do Menino Jesus está na perfeita harmonia das virtudes que lhe adornam a alma e a tornaram tão agradável aos olhos de Deus.


São: a humildade e a simplicidade, abnegação de si própria, levada até o heroísmo, o espírito de sacrifício, um amor sem limites a Nosso Senhor e uma confiança sem reserva em Deus.




Como não há nada de extraordinário na vida desta santa carmelita, seu exemplo é perfeitamente imitável por todos que seriamente querem a salvação de sua alma. Basta imitar-lhe as virtudes, invocar-lhe a poderosa intercessão.

Fonte:
Enviado por em 09/09/2011 no Youtube

Madre Teresa de Calcutá - ( Filme COMPLETO )

Uma vida devotada aos pobres, aos doentes e aos esquecidos Conhecida como "a santa dos pobres mais pobres", Inês Gonxha Bojaxhiu nasceu em Skopja, capital da atual república da Macedônia. Aos 21 anos, mudando seu nome para Teresa, ingressou em um Convento de Calcutá.


Onze anos mais tarde deixaria o mesmo e começaria a trabalhar nos bairros mais pobres da cidade, vindo a fundar em 1946, a Congregação das Missionárias da Caridade. Seu papel em favor dos mais necessitados rendeu a Madre Tereza o Prêmio Nobel da Paz e o reconhecimento de seu trabalho no mundo.






Na Voz de Roberto Carlos

Nossa Senhora me dê a mão cuida do meu coração,da minha vida, do meu destino.



FILME: O MILAGRE DE FÁTIMA (HISTÓRIA DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS LÚCIA, FRANCISCO E JACINTA.

MAIS DO QUE PALAVRAS ESCRITAS É MELHOR QUE VEJAMOS O FILME COMPLETO SOBRE NOSSA SENHORA.


FILME: O MILAGRE DE FÁTIMA (HISTÓRIA DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA AOS PASTORINHOS LÚCIA, FRANCISCO E JACINTA.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dons de santificação e Dons Carismáticos.

(...) Toda pessoa humana ao ser batizada recebe além da habitação de Deus na sua alma, virtudes, dons infusos ou de santificação e dons efusos ou carismáticos. Com o batismo, o cristão nasce para a vida em Cristo, que pela intervenção do Espírito Santo o justifica e o renova em todo o seu ser, formando nele um filho de Deus.


Os dons infusos ou de santificação são instrumentos poderosos de Deus para a construção da santidade em nossas vidas, enquanto que os dons efusos ou carismáticos são instrumentos também poderosos que nos capacitam a sermos servos competentes e eficientes. Mas, para que isso aconteça, precisamos nos abrir à sua atividade, e à sua ação, tanto num caso como no outro.


Os dons infusos estão profundamente ligados às mais elevadas operações da vida espiritual, isto é, eles realizam no homem uma atividade deiforme que consiste em revestir as almas dos “hábitos da Trindade”, com o desaparecimento do “eu” para que só Deus tome as iniciativas.



O objetivo verdadeiro da atividade dos dons do Espírito Santo portanto, é proporcionar a transformação do modo humano de agir para a união transformante. A pessoa batizada inicia sua vida, essencialmente deiforme, imperfeitamente, pois não sabe ainda como agir para viver “à maneira de Deus” até que seja estabelecida, de modo permanente, na intimidade das Pessoas divinas.



A medida que o cristão avança na vida divina e nele desabrocha a graça do batismo que o faz participante da natureza divina, que foi comunicada ao Filho pelo Pai e por ambos ao Espírito Santo e finalmente pela graça recebida no batismo, foi comunicada a todos nós. É desta graça recebida no batismo que deriva o sentido sobrenatural das virtudes e dos dons do Espírito santo.


Os dons infusos ou de santificação são: Temor de Deus, Piedade, Fortaleza ou espírito de Fortaleza ou ainda coragem, Prudência ou espírito de Conselho, Ciência ou espírito de ciência, Entendimento ou espírito de Inteligência e Sabedoria ou espírito de Sabedoria.


DOM DO TEMOR DO SENHOR
Este dom consiste em um temor filial da alma que receia, rejeita, tem horror de causar uma ofensa ao Pai infinitamente bom, digno de toda fidelidade, quer dizer, consiste num horror ao pecado, que modera os ímpetos desordenados da nossa concupiscência e, nos impede de desgostar a Deus.


A alma afasta, com todas as forças, tudo quanto poderia desagradar a Deus. Portanto, esse dom difere totalmente do temor mundano, que é o medo de desgostar os homens; do temor de pena, que é o medo de um mal terreno; do temor servil, que é o medo do castigo (este, muito embora impeça de pecar, não provém do amor).


DOM DA PIEDADE
Este dom produz em nós um amor filial para com Deus, adorando-O com amor sobrenatural e santo fervor, e um amor verdadeiro para com os irmãos, seja quem for, e para com as coisas divinas.



Este dom faz com que a nossa oração seja um diálogo aberto, sincero, confiante de um filho para seu pai, longe de todo comércio interesseiro que embaraça tantas vidas de oração, cujo primeiro objetivo, ao se dirigirem a Deus, parece ser exclusivamente para mendigar socorros, graças.


Conduz a nossa oração, em primeiro lugar, para o silêncio e a adoração, e faz-nos pairar acima de toda consideração interesseira, acima de toda necessidade e benefícios, faz-nos olhar, para o autor das graças. Isto não quer dizer que não façamos orações de súplica, de perdão, de intercessão, mas em nossa oração está em primeiro lugar o louvor e a adoração.


Este dom também nos leva a olhar os outros como irmãos e produz em nós um desejo profundo de servi-los, de nos dar generosamente a eles.

Frutos alcançados por esse dom: confiança ilimitada em Deus e abandono em suas mãos; fraternidade; capacidade de nos santificar alegremente dando-nos a nós mesmos sem limites.


DOM DA FORTALEZA
Este dom imprime na alma um impulso, uma força que lhe permite suportar com paciência e alegria, sem murmuração, por amor a Deus, as maiores dificuldades e tribulações, todas as crucifixões da vida e se necessário empreender ações extraordinárias ou atos sobrenaturais heróicos: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fil 4,13); “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força” (II Cor 12,9).


Frutos alcançados: uma superação constante de nós mesmos em meio aos desafios, às tentações, às provações e os acontecimentos difíceis; uma paz inalterável, sobrenatutal; a disposição firme para colaborar com o que é necessário para a salvação de nossa alma.


DOM DA PRUDÊNCIA OU ESPÍRITO DE CONSELHO
Este dom nos conduz a viver sob a orientação do Espírito Santo. O que falar? O que fazer? É tempo de calar ou de falar? É tempo de plantar ou arrancar? A resposta certa para essas perguntas nos é dada por este dom. É o dom das luzes que nos orienta acertadamente.


Desta forma, é por excelência, o dom de governar, pois é muito importante para aqueles que são constituidos em autoridade, concedendo-lhes um governo prudente e sobrenatural, que se preocupa, antes de tudo, com o bem espiritual das almas e da glória de Deus.


No entanto, não deixa de ser necessário a todas as almas para a perfeita orientação da vida de acordo com os planos de Deus. A esses concede uma docilidade vigilante em se submeterem a todos os planos de Deus manifestados por seus representantes legítimos.


Frutos alcançados por esse dom: Conhecer com segurança a vontade de Deus para si e para a vida dos seus irmãos; Conhecer os meios de agradar a Deus ultrapassando o que é obrigatório; deixar-se guiar pela mão de Deus, sem resistência, para o caminho de perfeição que Deus chamou.


DOM DE CIÊNCIA OU ESPÍRITO DE CIÊNCIA
Os dons de Ciência, Inteligência e Sabedoria nos fornecem a chave da vida espiritual, da vida de intimidade com Deus, de união com Deus.


O dom de ciência não é um conhecimento intelectual, mas nos fornece o conhecimento das coisas criadas nas suas relações com o Criador. Explicando melhor, o dom de ciência nos faz reconhecer que as coisas criadas são vãs em si mesmas. Descobrimos o “nada” que é a criatura e o “tudo” que é Deus. Experimenta-se o vazio da criatura em relação a Deus.


Conseguimos perceber a grandiosidade, a majestade de Deus e isso nos conduz a colocar todas as coisas e pessoas no seu devido lugar e importância, porque Deus é a primazia sobre tudo. Isto nos leva a dar glória ao que verdadeiramente é glória, honra o que verdadeiramente é honra, descanso ao que verdadeiramente é descanso, como nos diz Santa Teresa D’Ávila.






É preferível à dor da purificação do que a dor da condenação.Sede perseverante nas tribulações!




O sofrimento é condição necessária para o conhecimento. Que pode dizer de si ou dos outros quem nunca conheceu a dor? Como diz o Salmista: Responde-me, Senhor, porque tua misericórdia é benevolente! (Sl 69(68),17). Jesus é puro amor e misericórdia, porque, não se prevalecendo da sua natureza divina, deixou-se passar pela cruz, sofrendo dores, difamações, humilhações na sua própria carne.




Mas nem mesmo a sepultura conseguiu reter Jesus em seus braços. Abriu-se para deixá-lo sair e caminhar pelos corações dos homens. Jesus não veio para suprimir o sofrimento, mas enchê-lo de sua presença. Vinde a mim todos vós fatigados e sobrecarregados e eu vos aliviarei (Mt 11,28). Através da dor e do sofrimento, Ele deseja nos purificar e nos esvaziar de nós mesmos, para que possamos nos encher com seu amor e sua misericórdia.



É preferível à dor da purificação do que a dor da condenação. O Senhor querendo purificar uma alma, utiliza vários instrumentos. As provações mesmo sendo amargas e, às vezes, dolorosas, Deus as permite, sendo importante aceitá-las porque nos levam a maturação e crescimento espiritual. Através do sofrimento nos tornamos mais semelhantes ao Salvador, que passou primeiro pela cruz para, em seguida, ressuscitar. Através da cruz, ressuscitamos para uma vida nova. De algumas almas, Ele exige uma grande pureza, sobretudo quando tem grandes projetos para ela. No Sermão da Montanha Jesus diz: “Bem aventurados os puros de coração porque verão a Deus (Mt 5,8)”. Também nos ensina que a purificação deve começar pelo coração do homem (Mc 7,1-23).



Após uma “noite escura” virá a luz do dia com a aurora da alegria. Essa verdade foi revelada várias vezes por Jesus: Eu vim como a luz do mundo para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas (Jo 12,46). Ficareis tristes, mas vossa tristeza se converterá em alegria (Jo 16,20). Vós estais tristes agora, mas eu vos verei outra vez e vosso coração se alegrará e ninguém poderá tirar-vos a alegria (Jo 16,22). No mundo tereis aflições, mas coragem eu venci o mundo (Jo 16,33).



Diante da cruz sempre se descobre que Deus está presente dando tudo: no Corpo e no Sangue, na vida de seu Filho, despojado, sem nada. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele (Jo 6,56). Como o Pai me ama assim também eu vos amo. Permanecei no meu amor (Jo 15,9). O Evangelho é a luz que aponta o caminho que devemos seguir e a Eucaristia é a força que nos permite seguir este caminho. O Evangelho abrasa o nosso coração de fé e a Eucaristia abrasa o nosso coração de amor. O Evangelho transforma o nosso coração, para que Jesus Eucarístico possa habitar neste coração transformado pela Palavra.



Quão estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos são os que o encontram (Mt 7,14). A porta de entrada para o Reino do Senhor é a misericórdia, quem não entra por ela não entende nada. Misericórdia é ligar-se com o coração à miséria do próximo: do pecador, do pobre e do excluído. O “próximo” é essa porta pela qual precisamos passar para encontrar e amar a Deus. A mais profunda realização humana brota da alegria de servir. E o primeiro serviço que se deve prestar ao próximo é escutá-lo. Quem não tem condições de ouvir o irmão, acaba não podendo mais ouvir o próprio Deus. A compreensão traz a fortaleza, que alimenta o espírito. Que as nossas mãos que se estendem tantas vezes para receber a Eucaristia estejam sempre estendidas para socorrer os necessitados tanto de bens materiais quanto de apoio espiritual.



Deus não é um ópio que nos atordoa, que nos perturba, que causa desordens em nosso ser. Mas, às vezes, permite que nossa vida seja desordenada para que, após a tempestade, nos dê o seu descanso, a vida plena. A vida torna-se um céu, quando se consegue alegrar-se com as coisas simples de cada dia. E essas verdadeiras alegrias da vida têm raízes profundas em um coração amoroso. Deus não é causa de angústia, mas fonte de eterna paz.



As causas de muitos sofrimentos corporais encontram-se nas profundezas da alma, sem que a pessoa tenha clara consciência disso. Por isso no período de provas, pode haver contínuas recaídas, enquanto a causa de todo o mal não tiver sido removida. Devemos assumir as nossas fraquezas e expô-las ao Senhor para que possa nos curar. Não devemos ter medo ou vergonha de apresentá-las. Quando nos conscientizamos de nossas fragilidades, a força de Cristo habita em nós. Viver a verdade é viver em harmonia consigo mesmo, em harmonia com os outros, com Deus. É viver a unidade do corpo, do pensamento e dos sentimentos. Devemos ser como crianças, que é, por excelência, um espelho de si mesma. Não tem o que ocultar, não tem o que dissimular, não tem porque amenizar as coisas.



A pior prisão é a do coração. As feridas, os traumas do passado e os apegos constituem a algema que prende os seres humanos e não os deixa seguir o caminho da perfeição. Carregamos em nosso coração o peso das situações mal resolvidas; das mágoas, dos rancores que não foram perdoados e isto constitui uma brecha para as trevas penetrarem em áreas do nosso ser e tentarem nos dominar, aproveitando-se da fraqueza humana, procuram escravizar e deprimir progressivamente a pessoa. Contudo, os altos e baixos constantes que nos atormentam, nos levam ao equilíbrio interior e ao auto-domínio. Só o perdão pode encerrar uma determinada situação, tirar dos nossos ombros um grande peso e nos tornar livres. A liberdade é uma riqueza que só valorizamos quando a perdemos. Não há mal que Deus não cure através da oração, e nem mágoa que perdure com um gesto de perdão. Através da fé, esperança, confiança e perseverança se abrem todas as janelas e portas de um coração. Deus é fiel, Ele nunca abandona e jamais trai aqueles que nele esperam e confiam. A esperança não engana, pois o amor de Deus se derramou em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado (Rm 5,5). Quanto mais cresce o sofrimento, mais aumenta a esperança de dias melhores.



Por momentos, sente-se vontade de chorar copiosamente, como se as lágrimas lavassem a alma para a libertação e purificação. Quem confia em Deus pela fé em Jesus Cristo, acredita no amor e acredita no poder das lágrimas. Onde há fé existe amor, onde há amor existe paz, onde há paz ali está Deus e onde Deus está nada falta. Os sofrimentos da vida presente não têm comparação alguma com a glória futura que se manifestará em nós (Rm 8,18).



Nessas circunstâncias, a pessoa fica presa a si mesma sem saber como sair dessa situação. Só quem já passou por grandes tribulações sabe como é pesado e difícil cumprir com nossas obrigações quando a alma se encontra nesse estado de tormentos interiores. Desânimo, estresse e cansaço nos sufocam. As forças físicas diminuem, a mente se obscurece e a pessoa simplesmente passa a descuidar-se de si mesma, de seu físico, de sua aparência, de suas obrigações, de suas atividades, muitos não compreendem essa situação e fazem todo tipo de julgamento, achando que a pessoa é descuidada ou relaxada.



As provas interiores, exteriores tentam nos dominar. Tudo ao nosso redor parece estar de mal a pior e, acabamos nos envolvendo bastante com os problemas que surgem. Situações desagradáveis, sentimentos de perseguições, de desprezo nos circundam, e acabamos ficando presos dando voltas como em círculos em torno de nós mesmos ou de nossos problemas. Não permitamos que as dificuldades ou as “fofoquinhas” arruínem a nossa vida, nos levando ao fundo do poço. Sejamos fortes e saibamos superar os problemas ou os boatos com dignidade.



A vida é curta demais, por isso não devemos fazer dela um campo de batalha contra os nossos irmãos. Com o juízo com que julgardes, sereis também julgados; e com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos (Mt 7,2). A essência do verdadeiro amor está em aceitar os lapsos do outro. A essência de Deus é o Amor e a Vida. Quando falamos mal dos outros estamos alimentando sentimentos de inveja ou ciúmes, que se manifestam em nosso ser de forma consciente ou inconsciente. O ciúme é a arma dos inseguros, dos que ainda não aprenderam verdadeiramente a amar.



A palavra falada é como uma abelha: tem mel e tem ferrão. Que nossas palavras sejam doces como o mel e não ardentes e dolorosas como um ferrão. Que as palavras que saem da nossa boca sejam sempre construtivas. Torna-te modelo para os fiéis no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade (1Tm 4,12). Falar bem dos outros é uma virtude, uma nobreza de caráter. Deve-se elogiar uma pessoa na sua presença apenas parcialmente, mas na sua ausência se deve fazê-lo plenamente.



No mundo de hoje, precisamos mais do que nunca reavaliar a nossa capacidade de amar. Nunca o mundo comportou tanta depressão, tanta angústia, como nos dias atuais. Quando amamos nos encontramos. Tudo é feito para se completar, para estar junto, para conviver. Nada é feito para estar só. Quem pensa somente em si, acaba ficando sozinho, sem amizades. No egoísmo, nos distanciamos do ideal para o qual fomos criados. No coração do homem existe uma profunda sede de amar e ser amado.



Nas turbulências da vida, não se deve caminhar sozinho, pois há muitos outros peregrinos em busca da mesma meta. Caminhar sozinho não é caminhar é desandar. Não se vive bem, não se vive feliz quando nos isolamos e evitamos os relacionamentos. Somos feitos para o encontro. A amizade é uma necessidade do coração humano. O amigo verdadeiro é aquele que ama e compreende o outro, sobretudo, nos momentos de dificuldade. Para vivermos essa experiência, precisamos nos deixar amadurecer mais pelo amor doado do que pelo recebido. Deus, modelo perfeito de amizade, diz em sua Palavra que há mais felicidade em dar do que em receber (At 20,35).



O Senhor repreende e educa aqueles que ama. Está sempre a bater a porta de nosso coração (Ap 3,19-20) e adiamos as coisas de Deus para amanhã, privando-as assim de toda eficácia, porque queremos fazer em primeiro lugar a nossa vontade. Ele na sua infinita misericórdia faz tudo ao seu tempo. Quando essa força superior interfere em nossa vida, quer nos mostrar que esse é o tempo favorável, não dá mais para adiar a nossa conversão, quer o nosso “sim” para que sendo fiel no mínimo possa nos confiar o máximo. Deseja um maior compromisso de nossa parte, talvez querendo curar de infidelidades, tibieza na caminhada espiritual e/ou nos elevar para um plano espiritual superior.



O ser humano não nasce pronto, nasce inacabado. Se investirmos em nosso eu interior, em nossa alma, poderemos ser seres humanos plenos. O sinal de que a nossa experiência de Luz é verdadeira, é quando ela nos permite descobrir nossa sombra. Cada situação de sombra em nosso ser, esconde uma chama divina. Através do sofrimento, Deus quer sempre nos mostrar algo, que ainda precisamos enxergar e, assim, vamos amadurecendo, nos conhecendo melhor e trilhando o caminho da perfeição, da santidade. É sinal de maturidade humana aceitar o desafio do sofrimento.



Quando se sente que o sofrimento ultrapassa as nossas forças humanas, só Deus poderá verdadeiramente nos conformar e nos aquietar. Devemos recorrer a Ele através da oração pessoal ou recebendo orações de outros irmãos, sobretudo, de ministros de cura. Se possível, procuremos permanecer em adoração ao Santíssimo Sacramento durante o tempo que for necessário para que o nosso ser seja pacificado e para nos enchermos com o seu amor.



A oração é a melhor auto-medicação para as nossas angústias e sofrimentos. Sem oração, é fácil escorregar e cair. A oração é a quietude, onde se encontra a luz, o amor e a realização maior. Aprender a orar ou orar melhor, consiste, fundamentalmente, em redescobrir o caminho que leva ao coração. A oração nos eleva a grande dignidade de conversar com o nosso Rei. Cristo é nosso Rei e nós seus súditos. Como súditos lutamos em favor do Rei. A vida de um cristão é uma luta contínua em favor do amor e do bem, a fim de combater as forças do mal e do ódio.



Devemos orar sobretudo por aqueles que nos incomodam ou que não conseguimos perdoá-los verdadeiramente. Também pedir a cura de traumas ou feridas profundas que estão enterrados no nosso coração e que passam a nos atormentar no período de tribulações. Segundo Frei Patrício Sciadini: “Através da oração, Deus vem à nossa procura no nosso esconderijo de pecado e de dor, para reiniciar conosco um diálogo que nós mesmos interrompemos”.



Oração e tribulação são ações quase antagônicas e, portanto, se manifestam de formas diferentes, enquanto a primeira nos conduz a paz, fraternidade e serenidade, a última, nos leva a inquietação, irritação, por vezes, egocentrismo, murmuração e dureza de coração, pois a palavra tribulação vem de tribologia que significa o estudo dos atritos. No entanto, como diz o Santo Padre, o sofrimento adquire um sentido misteriosamente positivo quando é vivido à luz dos planos de Deus.




Nessa perspectiva, no livro de Tobias, essa mensagem é clara: “Todo aquele que vos honra tem a certeza de que sua vida, se for provada, será coroada; que depois da tribulação haverá a libertação... Após a tempestade, mandais a bonança; depois das lágrimas, derramais a alegria” (Tb 3,21-22).



O sofrimento prolongado nos causa mais angústia, pelo fato de acharmos que nossas orações não são agradáveis a Deus. Quando recebemos orações e libertações até parece que tudo volta ao normal, contudo, de repente os bombardeios interiores recidivam, às vezes, com maior intensidade. Como diz São Paulo: faz-se não o bem que quer, mas o mal que não quer. Nas tréguas, procura-se reconciliar com Deus e com os irmãos para reparar os estragos causados em nossa alma. Essas recaídas tendem a ocorrer, enquanto a raiz de todo o mal não tiver sido removida.



Em alguns momentos, o desespero quer tomar conta de nosso ser, porque mesmo procurando permanecer com Deus, parece que estamos provocando uma ira ainda maior dEle contra nós. Achamos que Deus não escuta as nossas orações, que estamos sendo rejeitados ou abandonados por Ele. Contudo é exatamente nos momentos mais difíceis, que o Senhor está mais presente em nossa vida, vem nos confortar, pedindo paciência, humildade e mansidão, visto que irá atender as nossas súplicas no tempo certo. Na maioria das vezes, não sabemos esperar as demoras do Senhor.



O Senhor nos pede paciência e perseverança nos períodos turbulentos. Através de Sua Palavra, nos exorta: Endireita o coração e sê constante; não tenhas pressa no momento da adversidade (Eclo 2,2). E Deus não fará justiça aos eleitos que clamam por Ele dia e noite, mesmo quando os fizer esperar? (Lc 18,7). Pela paciência salvareis vossas vidas (Lc 21,19). Não vamos nos intimidar com as adversidades da vida, mas nos comprometer com a transformação do mundo, ser vigilantes na oração, enquanto aguardamos uma vida nova e diferente.



Assim como as provações tendem a surgir gradativamente, as graças também tendem a acontecer paulatinamente nos anos subseqüentes às provações. As pessoas não suportariam muitas tribulações ou muitas graças de uma só vez. Após um período de provações, podemos renascer, sarar de todas as feridas, mesmo as mais profundas. Tomemos consciência de que a paz interior se consegue com o cultivo do amor e da paz nas relações humanas. O pecado já não vos dominará porque agora não estais sob a Lei e sim sob a graça (Rm 6,14). Dessa forma, o céu poderá começar aqui na terra.



Seria inútil ganharmos o mundo com nossas próprias forças se viermos perder a Deus. No entanto, somos privilegiados porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido (Lc 19,10). Ele nos ama e é capaz de nos fazer santos. A santidade não é um alvo impossível. Precisamos continuamente suplicar a Luz de Deus: “Espírito Santo, tu és meu consolo, arranca-me das trevas, as trevas que são o pecado, que é o olhar tanto para mim e tão pouco para ti e para meus irmãos. Que eu possa contemplar a tua beleza, a tua pureza, a tua santidade naqueles que são criados à tua imagem e semelhança”.



Renovemos a nossa fé, ergamos nossos braços e agradeçamos ao Criador o Dom da nossa existência, porque nada foi criado em vão, muito menos a nossa vida. Às vezes, Ele nos fere com seu amor, porque caminha conosco em cada degrau de nossa vida e não somente no alto da escada.




Fonte: Comunidade Shalom




Sede perseverante nas tribulações!

2003-10-25 15:13:00




- Regina Fátima Gonçalves Feitosa







domingo, 12 de fevereiro de 2012

Homilia do Cardeal Stanislaw Rylko no Congresso das Novas Comunidades

O Cardeal, enfatisa bastante sobre São Francisco de Assis. Um revolucionário da sua época, até nossos dias.



shalom
- No trecho do Evangelho (Lucas 6,12-19), São Lucas nos lembra o momento exato do chamado dos apóstolos. Foi um dos momentos decisivos da Igreja nascente. Jesus foi ao monte rezar; quando amanheceu, chamou seus discípulos e escolheu doze daqueles, aos quais deu o nome de apóstolos.





Em (Efésios 2,19-22), São Paulo nos introduz no coração do mistério da Igreja, que é mistério de comunhão missionária. Ele escreve: "Irmãos, vocês não são mais estrangeiros nem hóspedes, mas são concidadão dos santos, família de Deus, edificados sobre os fundamentos dos apóstolos e dos profetas, tendo como pedra angular, o próprio Jesus Cristo.



Querido irmãos e irmãs, essa é a nossa mais profunda identidade. Somos concidadãos dos santos, somos familiares de Deus, fomos edificados sobre o fundamento dos apóstolos, a fé deles e o testemunhos deles até a efusão do sangue. Cristo é a pedra angular deste fundamento. Cristo, pedra angular, portanto, o cento da vida da Igreja e da sua missão. Cristo é o centro da vida do cristão.



Paulo nos explica este mistério quando, dirigindo-se aos Efésios, escreve: "Em Cristo, toda construção, ou seja, Igreja, cresce bem ordenada para ser templo santo no Senhor. Em Cristo, também vós sois edificados juntos para se tornar habitação de Deus por meio do espírito. Se acrescenta, assim, outro elemento da nossa identidade mais profunda: templo santo do Senhor, habitação de Deus por meio do Espírito Santo. É por isso que, como nos recorda o Santo Padre Bento XVI, o início do ser cristão não é uma decisão ou uma grande ideia, mas um encontro, um acontecimento com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte, e com isso a direção decisiva.



Vocês que estão aqui presentes, que são membros das várias comunidades e movimentos carismáticos católicos espalhados pelo mundo, entendem muito bem o que quer dizer encontrar Cristo verdadeiramente, abrir diante dEle todas as portas, até mesmo as mais profundas, que normalmente, diante dos outros, não se abrem. Mas para Ele sim.



No relato do Evangelho de Lucas, a eleição dos apóstolos segue ao encontro de Jesus como uma multidão de gente que O procura. Escreve o evangelista que havia uma grande multidão que veio para escutá-lo e para ser curada de suas doenças. Toda multidão queria tocá-Lo, porque dEle saia uma força que curava a todos. Isso quer dizer encontrar Cristo, tocá-Lo. Quantas maneiras existem em nossa vida de tocar Cristo, tocar em sua Palavra, tocar no tempo passado diante do Santíssimo Sacramento, do silêncio, e deixar-se tocar por Ele; isso é ainda mais fundamental. E quando Ele nos toca, nos muda profundamente. Aqui está o mistério da conversão.



Hoje de manhã, nós dissemos que na vida, cada pessoa que pertence a uma comunidade, pertence a uma nova comunidade, sempre tem um antes e um depois. "Antes eu era assim, mas o Senhor me tocou e me mudou; abriu o mundo diante dos meus olhos." Toda multidão buscava tocá-lo.



Cristo coloca os apóstolos diante de uma multidão necessitada; eles tinham fome da Palavra, queriam escutá-Lo. As pessoas necessitadas de serem curadas do corpo, mas, ainda mais, tocadas no espírito. A esta gente os apóstolos foram enviados. A missão deles é anunciar uma palavra que cura e salva. Como naquela época, também hoje permanece mais do que antes, que espera, aguarda pela salvação. Por causa de uma secularização galopante, até mesmo os países de antiga tradição cristã hoje estão se tornando verdadeiros países de missão, ou seja, países de primeiro anúncio.



Nos estamos falando da nova evangelização, mas, hoje, na nossa velha Europa, há tantos ambientes nos quais Cristo precisa ser anunciado pela primeira vez. Isso pode parecer inacreditável, mas nenhum cristão pode negar essa tarefa, esse dever. Deve exclamar junto com Paulo: "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho". O próprio neste contexto se insere de maneira organizada o discurso desses movimentos eclesiais e das novas comunidades.
O servo de Deus, João Paulo II, via nelas um novo espírito, um sinal de esperança para a Igreja e para a humanidade inteira. O sinal de uma nova primavera cristã, de uma nova época missionária da Igreja. Em continuidade, o seu sucessor, Bento XVI, explica que os movimentos constituem uma constante na vida da Igreja, e são uma resposta tempestiva que o Espírito Santo diante das atuais desafios da missão evangelizadora da Igreja. Não são frutos de projetos humanos. Com certeza não são! Mas um dom que vem do alto. Assim como diz o Santo Padre, as permanentes irrupções na vida da Igreja.



O que são mais precisamente os movimentos eclesiais? Gerados pelos respectivos carismas, são, antes de tudo, lugares de encontro pessoal com Cristo, que muda a vida das pessoas. Lugar onde não só se fala de Cristo, mas onde se pode ver e tocá-Lo, experimentar a força que sai dEle e cura a todos. Os movimentos eclesiais e as novas comunidades são verdadeiros laboratórios da fé; espaços onde as pessoas são preparadas para uma fé adulta, uma fé viva, uma fé plena de alegria, como vocês estão demostrando, nessa Eucaristia, mediante o canto de vocês.
Quantas mudanças de vida, quantas conversões de homens, mulheres, adultos, jovens! Quantas descobertas essenciais e decisivas para a vida! A descoberta da beleza de ser discípulo de Cristo, a descoberta da fé cristã como projeto positivo e fascinante. Por isso vale a pena entregarmos a nossa vida à descoberta de que vale a pena ser cristão.



Em nossa época, onde somos expectadores de um Cristianismo cansado e desanimado, o Espírito Santo nos surpreende novamente nesses focos de fé e alegria, cheio de entusiasmo. Os movimentos eclesiais e as novas comunidades também são lugares de liderar tantos leigos, homens e mulheres de nosso tempo, com extraordinário deslanche missionário de um Cristianismo fechado em si mesmo, medroso diante do mundo.
Esses respondem com maravilhosa coragem, com uma grande criatividade missionária, sem medo de anunciar Cristo e aqueles que buscam caminhos novos para levar o Evangelho aos meios de comunicação, da cultura, da economia, da política. Estamos vendo aqui essas câmeras que estão transmitindo, ao vivo, o nosso encontro, a nossa Eucaristia, para um outro continente, para o Brasil, através da internet em todo o mundo. Esse é o exemplo da criatividade missionária das novas comunidades, que tornam a Palavra de Deus presente na mídia, que hoje é poderosa. Portanto, como não agradecer o Espírito Santo por esses dons preciosos. Cada dom para nós pastores se traduz também numa tarefa de grande responsabilidade; é preciso acolhê-lo, acompanhá-lo pastoralmente, respeitando cada carisma específico.



O Papa Bento XVI, por várias vezes, solicitou aos pastores que sigam ao encontro dos movimentos com muito amor. E último pensamento, ligado ao lugar onde estamos - Assis -, o discurso sobre esses movimentos adquire um significado especial na cidade de São Francisco. Por isso somos muito gratos ao arcebispo de Assis pela sua presença, porque vemos o papel do caminho de São Francisco, que realizou naquele tempo.
Ele poderia ter fechado tudo, mas soube ler este sinal, esta linguagem do Espírito Santo que falava através de Francisco. Assim, na Igreja entrou uma nova primavera, uma nova força do Espírito Santo. Por que em Assim? O discurso sobre os movimentos se tona mais significativo em outro lugar? Segundo o Santo Padre, Bento XVI, o franciscanismo e sua primeira fase representa um paradigma perfeito naquilo que quer dizer o movimento eclesial. Olhando para o franciscanismo em sua primeira fase, podemos entender melhor o que quer dizer também hoje o movimento eclesial, uma nova comunidade.



Nos tempos de São Francisco, a Igreja atravessava uma crise profunda, e precisava renovar-se carismaticamente por dentro, como escreve o Papa. Precisava reavivar a chama da fé, não somente as capacidades e estratégias administrativas e políticas. O Papa Inocêncio III entendeu rapidamente esse importante sinal de Francisco, intuiu que se tratava de uma força carismática inovação. A história do franciscanismo se manisfesta de maneira quase palpável entre carisma e instituição na Igreja.
O Papa Bento XVI escreve a propósito: Francisco poderia até mesmo ir até o Papa, muitos grupos e movimentos religiosos estavam se formando naquela época, e muitos deles se colocavam contra a Igreja enquanto instituição. Mas São Francisco pensou rapidamente em colocar o seu caminho e de seus companheiros nas mãos do bispo de Roma, o sucessor de Pedro. E disse o Papa: este fato revela o seu autêntico espírito eclesial. O Papa reconheceu isso e apreciou.



É preciso pensar que Francisco não pensava em fundar uma ordem, para ele bastava o monarquismo que já existia. Nessa situação em que o cristão se encontrava pesado, fraco, completamente sufocado, Francisco queria simplesmente anunciar o Evangelho e reunir o povo. De tudo isso, surgiu, quase contra sua vontade, esse movimento, que, enfim, assumiu. Também neste caso, contra sua vontade, a confirmação jurídica da ordem.



Queridos amigos, Francisco queria simplesmente escolheu o Evangelho como uma regra de vida. Ele não queria fazer mais do que anunciar o Evangelho. Quando vocês se lembram da origem da comunidade de vocês, não foi também deste jeito? Quando se pergunta ao fundadores dos vários movimentos e das várias comunidades, se desde o início queriam criar um movimento, todos negam. Eles simplesmente queriam viver e anunciar o Evangelho, nada mais do que isso.



Escreve o Papa: "Hoje, a Igreja continua a esperar que lá, onde tende a afogar-se, a cair na rotina, onde possa naufragar, ali, o Espírito Santo faça germinar de dentro um novo início que ninguém tenha planejado, mas favorecido por homens que iluminados pela graça, façam frutificar o Evangelho. Francisco foi um destes.



Deixemos-nos todos entrar profundamente neste espírito de Assis. Nesta cidade, onde cada pedra recorda o pobrezinho, é com certeza mais fácil sintonizarmos com aquilo que o Espírito Santo diz à Igreja dos nosso tempos: diante desses novos dons carismáticos, somente o Espírito Santo nos permite entender plenamente a vocação e a missão dos movimentos eclesiais e das novas comunidades hoje. Nesta Eucaristia, rezemos, portanto, para que São Francisco nos ensine a amar e servir a Igreja como ele sempre a amou e serviu. Amém.


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por

http://www.cleofas.com.br

Se o amor de Deus é um fogo, o zelo é a sua chama. Se Deus é sol, o zelo é o raio. Zelo é capacidade de dedicação total à causa do Evangelho de Jesus Cristo”.

(...)

São as principais armas de um Carisma:



• Um caminho de santidade, ao afastar-nos das coisas da terra e nos encher o amor de Deus.


• “Consiste em fazer todas as coisas por amor a Deus e Ter por fim único, em todas as coisas, a sua glória”. é evitar qualquer rodeio, hipocrisia, aparência, ostentação e artifício que visa desviar-nos de Deus e do amor ao próximo. No modo de ser, no modo de falar e pregar, a simplicidade nos aproxima dos pobres e nos coloca dentro do verdadeiro espírito evangélico.


Hoje, a simplicidade é sobretudo a autenticidade no ser e agir, buscando a verdade, evitando máscaras, artifícios e ostentações que nos afastam do serviço gratuito aos pobres.


• é a aniquilação pessoal a fim de que apenas Deus reine no coração humano, é renúncia à honra, à glória, é evitar toda vaidade. é esvaziar-se de si mesmo, eliminando o orgulho e a falsidade.


Hoje, entendemos a humildade não como ingenuidade, deixar-se passivamente ser maltratado, mas abertura de coração a Deus, reconhecendo nele o Senhor de nossa vida e superando todo sentimento e atitude de auto-suficiência e prepotência.


Controlar todo sentimento de cólera, ter grande afabilidade, cordialidade e serenidade no tratamento com os outros, sobretudo com os pobres. Na missão, a mansidão é indispensável para enfrentar as dificuldades e tratar bem os pobres.


Hoje, podemos entender a mansidão a capacidade de manter a ternura na luta, canalizar todos os sentimentos de ira e cólera no serviço e amor ao outro. é ter o coração humano, capaz de ser solidário e amável com os outros, sobretudo os sofredores.


“A simplicidade concerne a Deus. A Segunda é a humildade que se refere à nossa submissão... A terceira é a doçura para suportar nosso próximo em seus defeitos. Mas o meio de se possuir essas virtudes é a mortificação, que corta tudo quanto pode impedir-nos de adquiri-las”. é a capacidade de tomar a cruz e seguir a Cristo, é o senso de sacrifício, de privação e de renúncia por causa do Reino de Deus e do Evangelho. é a capacidade de ser generoso a ponto de aceitar o sofrimento e perseguição por Cristo.


Hoje, a  mortificação é a capacidade de concentrar-se para optar em radicalidade por Cristo e seu Reino de Justiça. é a capacidade de determinação, resistência e de disciplina para bem seguir e servir a Cristo e à sua obra de evangelização.


• Zelo ( Como Saulo de Tarso nós diz em Fil 3,6 : “Um puro desejo de tornar-se agradável a Deus e útil ao próximo. Zelo para estender o império de Deus, zelo para trabalhar na salvação do próximo... Se o amor de Deus é um fogo, o zelo é a sua chama. Se Deus é sol, o zelo é o raio. Zelo é capacidade de dedicação total à causa do Evangelho de Jesus Cristo”.


Hoje, entendemos o zelo como a capacidade de “ter garra” para anunciar o evangelho e servir os pobres. é a dedicação generosa, atuante, criativa e responsável para ir ao encontro das necessidades do próximo, ultrapassando fronteiras elevar o Evangelho. é a alegria irradiante e corajosa de servir e trabalhar firmemente pela causa do Reino.


Tudo fazer para não macular o Carisma , para não ferir o Carisma. Pois este é Sagrado .


Junto a essas virtudes, somos estimulados a práticas de exercícios de piedade.


Nada de especial, propõe as práticas comuns da Igreja: oração intensa, meditação da Palavra de Deus, vivência sacramental (ênfase no compromisso batismal, no amor à Eucaristia), devoção à Maria, retiro espiritual anual...


Em tudo isso, uma grande novidade: a prática destes meios espirituais devem estar vinculados, comprometidos e articulados com a Espiritualidade do Carisma e com o seu cunho profético no seguimento a Cristo evangelizador dos pobres.


Fonte: http://www.alphaeomega.org.br/

sábado, 11 de fevereiro de 2012

/ Moções Proféticas / Sobre o silêncio/“Grupo de Oração, Tesouro de Deus”





O Senhor nos suscitou as seguintes palavras de exortação e sabedoria: “Prudência. Cautela. Não joeires aos quatro ventos, não te apresses em dar tua opinião sobre tudo. Verás o peso que sairá de tuas costas se não ficares preocupado em fazer os outros saberem de tua opinião.


Guarda-a para ti e só fala quando te perguntarem. Assim agirás como um ato de obediência a Mim, porque estou te pedindo. No teu silêncio Eu estarei agindo, iluminando teu entendimento. Te surpreenderás,  também, de como teu entendimento será depurado, refinado através da escuta dos outros.


Quanto mais te exercitares na escuta e no silêncio, mais percepção terás das nuances de intenção dos outros e, sobretudo, uma maior clareza do certo e do errado. Não quero, absolutamente, que te afastes da verdade.  Considera que os outros  também podem ter algo importante para dizer e que talvez o que eles dirão está mais próximo da verdade do que pensas.


Honra os outros no teu coração e nos teus pensamentos. Eu honro todos os meus filhos e dou  importância  a cada um, de modo pessoal. Te alerto para algo importante: Ao falar quererás agradar a mim ou aos outros?


Concordarás com os outros só para conquistar sua estima ou é o meu apreço que procuras? Não te apresses em aderir ao pensamento dos outros e às suas opiniões. Submete a mim o julgamento e Eu te darei o discernimento. O teu  silêncio será uma espera na Minha presença até que Eu me manifeste. Então poderás falar.”.


Certa vez, num Encontro Nacional de Pregadores, em Aparecida/SP, Dom Alberto Taveira, que era o pregador oficial, nos ensinou como agir quando estamos conversando com os outros. Dizia ele, mais ou menos nessas palavras: “Quando o outro fala, aja como se ele fosse o pai e você o filho.


Escute com respeito até que ele diga o que tem a dizer. Então, você poderá falar e falará como um pai e ele será o filho. Quando o pai e o filho estão presentes, temos aí a presença do Espírito Santo e o amor da Santíssima Trindade”.


O que Dom Alberto queria ilustrar é mais ou menos o teor da palavra de sabedoria acima, que devemos acolher o que os outros têm para nos dizer com respeito, sabendo calar até chegar o momento certo de nos manifestar e que se assim fizermos teremos uma graça especial de Deus a nos ajudar.
Que o Senhor nos dê essa graça!


Maria Beatriz S. Vargas

Secretária Geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL


 


“Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.” Fl 2,3


HONRAR AOS OUTROS COM A NOSSA ESCUTA


Gostaria de partilhar com vocês algo que aprendi em oração, numa ocasião em que pedi ao Senhor para ser uma pessoa menos impulsiva ao falar, pois sempre me apressava a dar a minha opinião sobre tudo.


Aprendi a dar à minha escuta um novo sentido, “emprestando”, por assim dizer, meus ouvidos ao Senhor para se tornarem ouvidos de discípulo, esforçando-me para escutar mais, ser mais atenta, não me apressando em falar, fazendo do ato de ouvir um ato sagrado. Passei a exercitar a cautela, a prudência, não me apressando a dar a minha opinião sobre tudo.


Percebi que saiu um grande peso de minhas costas quando passei a dar menos importância ao fato de os outros saberem ou não o que penso sobre tudo. Passei a fazer uma espécie de silêncio em oração, orando no meu coração ao Senhor enquanto ouvia os outros falarem.


Surpreendi-me de como o meu entendimento ficou apurado, refinado através da escuta dos outros, percebia melhor as nuances das verdadeiras intenções dos outros ao falarem e, sobretudo, uma maior clareza do certo e do errado. Na minha impulsividade eu era também rápida em aderir à opinião dos outros, mas passei a submeter minha opinião ao Senhorio de Jesus.


Ao consagrar ao Senhor meus ouvidos e o meu julgamento das coisas, eu sentia como se o meu silêncio fosse uma espécie de espera na presença de Deus, até que Ele se manifestasse, dando-me clareza sobre o que falar e quando falar. Sentia que Deus agia enquanto eu orava em silêncio, iluminando meu entendimento.


Outra coisa, ainda, foi que passei a ter uma atitude mais humilde, não mais supervalorizando a minha opinião e passando a considerar que os outros também poderiam ter algo importante para dizer e que talvez o que eles tivessem a dizer se aproximasse mais da verdade do que eu poderia supor.


Passei a honrar os outros no meu coração e nos meus pensamentos e isso melhorou muito o meu relacionamento com as pessoas.


Senti a moção de partilhar isso com vocês porque provavelmente eu própria esteja precisando colocar essa prática do silêncio orante de volta na minha vida.


Que o Senhor nos ajude e continue a nos ensinar para que possamos ser cada vez mais mansos e humildes e termos assim o nosso coração em paz. 
Publicado no dia 04/01/2012 | 14:27:19
Grupo de Oração, Tesouro de Deus
“Grupo de Oração, Tesouro de Deus”
Por que temos tanta certeza de que os nossos Grupos de Oração são tão valiosos? O que nos fez chegar a essa conclusão? O próprio Senhor! E é Ele que pede que não nos afastemos de “Seu Coração”, ou seja, de nosso Grupo.


Temos usado a expressão “Grupo de Oração, Tesouro de Deus” e, provavelmente, muitos pensam que este termo partiu de nós. A verdade, porém, é que foi um termo inspirado por Deus. Estávamos, a então constituída equipe da Comissão de Formação, reunidos na casa de Marta e Maria, no Rio de Janeiro, para pensar e discernir a formação de coordenadores.


Já tínhamos a primeira parte pronta, aquela que fala da Renovação como uma graça para a Igreja, mas precisávamos dar continuidade. Durante um momento de oração e escuta diante do Santíssimo, o Senhor começou a nos falar em profecias e visualizações sobre a sua obra de amor no meio de nós através dos nossos Grupos de Oração e apareceu, como palavra inspirada, confirmada por visualização, a expressão “Grupo de Oração, Tesouro de Deus”.


Podemos dizer que a raiz da Renovação está no Grupo de Oração. Aqueles professores da Universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, que começaram a ler o livro dos Atos dos Apóstolos e desejaram a experiência dos primeiros cristãos, ficaram sabendo que um grupo de pessoas se reunia para rezar na casa de uma senhora chamada Flo Dodge. 


Ouviram dizer que lá o Espírito Santo se manifestava com sinais e prodígios como nos primeiros tempos da Igreja cristã. Foram conferir e receberam o batismo no Espírito Santo. Esses mesmos professores organizaram, em fevereiro de 1967, o retiro de final de semana em Duquesne, onde o Espírito Santo se derramou com poder, como em Pentecostes, sobre os participantes que estavam reunidos na capela, no andar superior da casa.


Foi aí que começou a Renovação Carismática Católica. Quando saíram de lá, cheios do Espírito, eles sentiram necessidade de estarem juntos para louvar ao Senhor, ler a Palavra, partilhar suas novas e maravilhosas experiências. Passaram a se reunir semanalmente e logo as reuniões de oração multiplicaram-se, alastraram-se como fogo por outras universidades e, dentro de pouco tempo, no mundo todo.


O Grupo de Oração nos descortina a beleza das pessoas que são acolhidas por Deus, a beleza da misericórdia de Deus que se derrama sobre todos os que acreditam e se convertem. O que nos faz chegar à grandeza da misericórdia de Deus é reconhecer “Jesus Cristo é o Senhor”. O Grupo de Oração é o lugar de encontro com Jesus. O nome de Jesus abre portas.


A Renovação Carismática Católica, através dos seus Grupos, é uma porta aberta da Igreja, é a porta do acolhimento.  No Encontro Nacional de Formação para Coordenadores e Ministérios (ENF) de 2007, ocasião dos 40 anos da Renovação, recebemos uma palavra que nos fala exatamente isso:


“Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi – que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir. Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque, apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome” (Ap 3,7-8).  

                                                                                           

A interpretação da palavra foi a de que os Grupos de Oração são esta porta permanentemente aberta e que nós, os participantes e servos dos Grupos, somos colunas de Deus para sustentar os fracos e abatidos. No Grupo de Oração o Senhor nos fortalece, nos restaura e nos torna imbatíveis na luta contra o mal para que possamos ser  verdadeiramente esse sustentáculo para os outros.


Em julho do mesmo ano, depois de um momento de intercessão pelos grupos, Deus nos falou em profecia confirmando a palavra que nos havia sido dada anteriormente: “Escutai povo meu, escutai meus filhos e filhas, se vocês se deixassem conduzir pela sabedoria do meu Espírito jamais se afastariam de seus Grupos de Oração.


Pois Eu quero vos revelar, com toda a minha autoridade, com toda a minha misericórdia, que o Grupo de Oração, o qual muitos de vocês têm abandonado ou desvalorizado, é nada mais que o meu coração e é no meu coração que cada um de vocês está gravado eternamente.


Por isso, Eu mesmo, o Senhor, vos declaro e vos peço: retornem depressa ao meu coração, as portas se abrem. Entrem, entrem e sejam profetas no meu coração. O meu coração se abre para vocês, e o meu coração é cada Grupo de Oração espalhado nesta nação.”


Naquele mesmo Congresso, durante um momento de oração, recebemos a seguinte visualização: havia um mapa do Brasil todo preto, mas durante a oração luzes foram se acendendo como velas. De repente, clarearam o mapa inteiro e transformaram as trevas em luz. A interpretação veio logo em seguida: essas luzes acesas são os Grupos de Oração que se multiplicavam de norte a sul para iluminar o Brasil, levar o evangelho ao nosso povo e incendiar a nossa nação com o fogo de Pentecostes.


Se analisarmos a nossa própria história, veremos que um dia alguém nos convidou para um Grupo de Oração e lá o nosso cansaço, a nossa acomodação, a nossa desilusão transformaram-se em esperança, fé expectante, alegria interior.


Nossa vida foi tocada pela bondade, pelo amor, pela misericórdia de Deus. Nós tivemos um encontro pessoal com Jesus Cristo. Depois desse dia, a nossa vida nunca mais foi a mesma, porque, ao encontrar Jesus “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”( cfRm 5, 5).


Que o sentimento de nossa alma seja o mesmo dos primeiros apóstolos: “Não podemos deixar de falar das coisa que vimos e ouvimos” (At 4,20). Que o nosso desejo seja trazer homens, mulheres, jovens e crianças para os nossos Grupos de Oração a fim de que eles sejam batizados no Espírito Santo como nós fomos e possam fazer parte dessa imensa fileira de pessoas que desejam implantar a Cultura de Pentecostes na cultura da morte que predomina no nosso mundo.


Outro termo que temos usado é ”Grupo de Oração, Estratégia de Deus”, estratégia para atrair-nos ao seu coração misericordioso no qual nós somos curados, restaurados e então transformados em discípulos e missionários seus para testemunhar ao mundo que sofre.


No ENF do ano de 2011, foi lançado um desafio aos Grupos de Oração do Brasil: que os Grupos de Oração se tornem missionários, que saiam para as praças e visitem as casas falando do amor de Deus, da salvação em Jesus Cristo e da santificação no Espírito Santo, a fim de que todos se conscientizem da sua dignidade de filhos e filhas de Deus, e passem a viver à altura de sua condição.


Este apelo encontra eco numa outra profecia sobre Grupo de Oração que vem com promessas de grande poder do Espírito para todos nós: “Eu derramo sobre vós uma nova unção do meu Espírito. Eu vos liberto do desânimo, da frieza espiritual e lhes dou uma nova unção do meu Espírito.


Eu faço arder em vossos corações o espírito missionário. Eu renovo a alegria e o amor em vossos Grupos de Oração e vos chamo para um tempo novo. Portas de missão se abrirão para vós, desde que sejais dóceis ao meu Espírito. Eu inauguro no meio de vós, a partir deste momento, um tempo novo, um tempo de bênçãos, um tempo de graça, onde o meu Espírito se moverá com poder para renovar a face da terra.”


Assim seja!


Maria Beatriz Spier VargasSecretária-Geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL