sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lágrimas no Silêncio








O drama das crianças seduzidas e abusadas.


Julio Severo


Recentemente, um jornal da Inglaterra noticiou: “Médico de família enfrenta sentença à prisão por ataques sexuais a pacientes menores e adultos. Timothy Healy, de 56 anos, drogava alguns de seus pacientes e então se filmava abusando deles enquanto estavam inconscientes. As vítimas, todas do sexo masculino, não sabiam que haviam sido abusadas até a policia procurá-las no ano passado. Alguns agora estão passando por aconselhamento”.


Casos assim revoltam. Tal revolta é justificável, pois abusar sexualmente de um adulto já é um crime horrível, mas praticar a pedofilia é um comportamento que chega aos limites do anormal. Pedofilia significa gostar de crianças, num sentido sexual. Já que um menino ou menina não está física, espiritual e emocionalmente preparado para se relacionar sexualmente, qualquer ato que conduza a criança ao sexo ou ao despertamento sexual constitui agressão ao desenvolvimento infantil. No caso do médico inglês, ele sentia atração homossexual pelos pacientes.


Em algumas situações, os pedófilos nem precisam drogar suas vítimas. As crianças de hoje estão tão expostas e acostumadas à nudez e cenas de sexo na TV que o terreno já está preparado para a aproximação de sedutores. Conversei recentemente com uma menina de 4 anos de idade e perguntei sobre as pessoas de quem ela gostava mais. 


Além do pai e da mãe, a resposta trouxe uma marca inconfundível do papel da mídia na vida das famílias: a menina me apontou uma artista de novela como seu alvo de admiração. A novela em questão é, em termos bíblicos e seculares, imprópria até para adultos, por seu desrespeito não só aos valores cristãos, mas também por sua agressão aos valores morais mais básicos. 


Outras meninas que conheço, da mesma idade, assistem à mesma novela e são expostas à sexualidade desenfreada de adultos que ainda não tiveram a oportunidade de ser salvos e transformados. Expor crianças a cenas de sexo também pode ser considerado abuso, num nível psicológico. Tal abuso prejudica o desenvolvimento normal da criança.


Há dois tipos principais de indivíduos que cometem atos sexuais contra crianças. Há os criminosos, que podem pegar qualquer criança desconhecida e violentá-la. E há os casos menos visíveis, onde o crime não é cometido por estranhos, mas por gente da própria família ou amigos íntimos da família.


Se uma menina de 10 anos fosse estuprada ao vir da escola, ela não teria o menor receio de revelar aos pais o que lhe aconteceu. A violência do ato não daria espaço para timidez. Mas as situações em que o estupro ocorre na família deixam a criança confusa e despreparada emocionalmente. 


Diferente do criminoso desconhecido que usa a força e a violência, o indivíduo que deseja sexualmente uma criança da família recorre a seduções e enganos. A sedução também inclui outros atos sexuais, tais como carícias, assédio sexual e exibicionismo, em que o indivíduo tira toda a roupa na frente da criança ou lhe mostra os órgãos sexuais. Todas essas experiências deixam cicatrizes emocionais que acompanharão a criança pelo resto da vida.


Embora o indivíduo que se aproveita de uma criança da família utilize truques de carinho e afeto para conduzir a criança a uma experiência sexual, é preciso esclarecer que a afeição física normal entre os pais e seus filhos não é errado. Segurar a mão, abraçar e beijar no rosto são gestos de amor normais e indispensáveis numa família saudável. Com tal demonstração de afeto, as crianças conseguem aprender a experimentar o acolhimento e segurança que Deus projetou para a família.


Raramente alguém precisa utilizar a força ou ameaças violentas para se aproveitar de um menino ou menina ou para impedi-los de contar “o segredo”. Embora seja inocente, depois de uma experiência de sedução a criança se sente suja, envergonhada e “estranha”. Ela não entende o que aconteceu, mas sente que há algo muito errado na situação.


Dor e Segredo dentro da Família

Conheci uma jovem que por muitos anos viveu uma vida de confusão e tragédia em seus relacionamentos pessoais. Ela tinha dificuldade de fazer amizades saudáveis, mas não porque tenha nascido desajustada. Todo problema tem uma causa. Quando tinha 11 anos, seus pais, que eram evangélicos, visitaram parentes e, num dia em que foram passear, deixaram a menina com os primos. 


Os pais da menina relutaram, mas acabaram permitindo que sua filha ficasse na casa, com a convicção certa de que entre parentes nada de mal poderia ocorrer. Lamentavelmente, ocorreu. Os dois primos, mais velhos que ela, colocaram em prática sua curiosidade sexual e envolveram a menina em experiências que desviaram completamente sua rota de uma sexualidade saudável. Os rapazes não eram tarados, mas como diz o ditado: “A ocasião faz o ladrão”. A menina não conseguiu reagir com força aos avanços sexuais porque já estava acostumada à nudez. Seus pais, seguindo conselhos de psicólogos, costumavam expor a própria nudez aos filhos.


Sua “iniciação sexual” aos 11 anos a deixou vulnerável e aberta a outros sedutores. Já com 13, ela começou a ser usada sexualmente por homens adultos. Embora tais experiências tenham alterado sua vida para pior, ela nunca revelou aos pais o que aconteceu. O caso dessa jovem representa, de forma real, o drama em que vivem as crianças que são seduzidas por gente da família e depois passam o resto da vida caladas, com seu segredo e dor.


Em geral, as vítimas de abuso sexual dentro da família são meninas de 8 a 12 anos. Nessa idade, a experiência sexual tem conseqüências que duram muitos anos. Em recentes estudos, 70% dos presidiários e 90% das prostitutas afirmaram, em entrevistas numa pesquisa, que haviam sofrido abuso sexual quando eram crianças.


Ainda que as meninas costumem ser o alvo mais comum dos sedutores, os meninos também podem ser vítimas. Uma mãe evangélica foi fazer compras no centro da cidade e deixou seu filho de 8 anos com uma amiga evangélica. Não poderia nem deveria ter ocorrido nada de anormal, pois havia ali uma amizade de confiança. Mas essa amiga tinha um filho maior de 18 anos que levou o menino para passear, seduziu-o e o usou sexualmente. 


Depois de tal experiência, o menino passou a sentir confusão sexual e vergonha e jamais contou aos pais sobre o abuso sofrido. Uma opressão espiritual começou a pressioná-lo em direção ao homossexualismo. Assim como no caso da menina abusada aos 11 anos, o menino também viveu com seu segredo e dor. Ele só não foi arrastado para um estilo de vida homossexual porque teve um encontro forte com Jesus. Mas a menina passou a viver uma vida de desilusões com o sexo masculino.


A maioria esmagadora dos homens e mulheres que carregam na alma as feridas do abuso sexual cometido por amigos ou familiares são vítimas silenciosas. A vergonha e humilhação são tão grandes que muitas vítimas não conseguem procurar socorro. 


É importante compreender que a sedução pode ocorrer de diversas maneiras. Mas em geral a criança ou adolescente é seduzido de algum modo para estimular sexualmente outro indivíduo que é adulto ou consideravelmente mais velho do que a vitima ou alguém que tem algum tipo de controle ou autoridade sobre a vítima. O contato sexual envolve toques físicos que estimulam sexualmente o sedutor ou a vítima. Alguns tipos de abuso:


· Contato sexual direto com a vítima, com ou sem força.

· Atos de carícia, toque e manipulação na área sexual ou nos seios.

· Beijar ou tocar partes do corpo da vítima, com ou sem roupa, para criar estímulo sexual.


Outros tipos de abuso não envolvem toques, mas deixam marcas psicológicas na vitima:


· O sedutor fica deliberadamente observando uma criança ou adolescente sem roupa.

· O sedutor expõe a vítima a imagens sexuais — fotos de pessoas nuas, literatura ou vídeos pornográficos ou a exibição de seu próprio corpo — para quebrar a resistência da criança e provocar estímulo sexual.


As conseqüências atingem as emoções e o corpo, que pode experimentar dor e ferimentos no ato do abuso (sem mencionar doenças venéreas), e podem deixar a vítima seriamente vulnerável a vários tipos de opressão espiritual.


Riscos & Conseqüências

Os fatores de risco para a criança envolvem a ausência de um pai natural em casa, um pai que foi violentado na infância e falta de supervisão dos pais. No entanto, até mesmo crianças criadas por pais atentos num lar saudável podem se tornar vítimas de um parente, vizinho ou outro adulto em quem a família confia.


Uma das tarefas mais delicadas e desagradáveis dos pais é prevenir os filhos a tomarem muito cuidado com os perigos aí fora na rua. Mas como prevenir a criança de que alguns desses mesmos perigos também ocorrem fora das ruas? Para sua própria proteção, a criança precisa ser ensinada que ela não pode confiar em ninguém, mesmo em adultos conhecidos da família e mesmo em homens de quem ela goste. Alguns pedófilos têm um jeito especial com crianças — eles sabem agradar e brincar com elas e sabem como demonstrar afeição e atenção. [3]


O abuso sexual ocorre em famílias de todos os níveis sociais — não só entre as pessoas pobres que não vão à igreja. Não é fácil identificar uma criança abusada, pois a maioria tem medo e vergonha de revelar o que aconteceu, principalmente quando o pedófilo é alguém de confiança da família. Não é fácil também identificar um pedófilo, pois muitos podem parecer gente importante nos meios sociais e na igreja. Em geral, seus atos de sedução ficam escondidos e nunca chegam ao conhecimento das autoridades e dos pais da vítima.


Pessoas que sofreram sedução na infância carregam em segredo feridas na alma. Elas não têm coragem de revelar seus sofrimentos e lutam contra os traumas secretos que interferem com seu crescimento espiritual e relacionamento com outras pessoas. Muitas vítimas, como conseqüência direta de uma experiência de abuso sexual, passam a experimentar:


· Baixa auto-estima e sentimento de vergonha. O sentimento de que elas também são culpadas do que aconteceu. O sentimento de que há sempre algo errado com suas vidas e de que elas são “menos importantes” do que as outras pessoas.


· Vício de drogas e álcool.

· Problemas sexuais, tais como aversão ao sexo ou desejos incontroláveis de ter sexo.

· Problemas para estabelecer relacionamentos saudáveis com outras pessoas e com o cônjuge.

· Depressão.

· Desordens obsessivas/compulsivas, como comer demais, bulimia ou anorexia.

· Facilidade para fazer amizade e ter relacionamento com indivíduos que tiram proveito sexual.


Muitos acham estranho o fato de uma jovem seduzida na infância ter inclinação para se envolver justamente com “amizades” que se aproveitarão dela sexualmente. Como explicar tal inclinação? John Wimber, ex-professor do Seminário Fuller, comenta: “Os demônios ganham um ponto de entrada na vida das pessoas através de várias maneiras. 


Ódio de si mesmo e de outros, vingança, falta de perdão, desejos sexuais descontrolados, pornografia, comportamentos sexuais errados, várias perversões sexuais e abuso de álcool e drogas geralmente abrem a porta para influências demoníacas”. [4] Infelizmente, as conseqüências podem não atingir só os sedutores. Wimber diz: “Provavelmente, [os demônios] ganham acesso a meninos e meninas que são vítimas de abuso”. 


[5] Muito embora não tenham culpa alguma da crueldade que sofreram, as vítimas de abuso passam a viver uma vida de mágoa, revolta e desprezo por si mesmas. Demônios podem se aproveitar dessa situação de trauma e começar a exercer influência de opressão e desestruturação. Isso explicaria o motivo por que muitos jovens violentados na infância acabam se envolvendo em prostituição, vários tipos de comportamentos sexuais errados, bruxaria e relacionamentos prejudiciais. Alguns até passam a cometer os próprios abusos que sofreram.


Sinais de Abuso


É fácil ignorar os sinais de que algo pode não estar bem numa criança ou adolescente, mas ignorar a realidade não vai ajudar quem foi prejudicado. Não há a necessidade de suspeitar de tudo e de todos, mas é preciso que sejamos sensíveis e alerta com relação a uma criança ou adolescente em necessidade, pois o problema é tão silencioso que nossa ação pode representar o único modo de a vítima ser liberta e escapar da ameaça de continuar sendo abusada. Cada situação é diferente, mas há indícios que revelam que uma criança pode estar passando por um problema.


· A criança fala ou mostra conhecer coisas de sexo que não é natural para sua idade ou então expressa afeição de um modo que não é normal para uma criança. Se uma criança é pega ensinando outras crianças brincadeiras relacionadas a sexo, ela pode estar apenas repetindo o que ela mesma viveu em alguma situação.


· Depressão, inclusive idéias de suicídio.

· Extrema timidez.

· Problemas para dormir, inclusive pesadelos, que ocorrem com mais freqüência do que seria normal.

· Mudanças repentinas e extremas de comportamento, tais como perda de apetite, isolamento social, problemas nos estudos na escola e medo de adultos, principalmente quando a criança não gosta de ir a determinado lugar ou passar tempo com determinada pessoa.

· Medo de ficar só.


Nossa responsabilidade


Se você sabe ou suspeita de um caso de abuso sexual na sua família ou outro lugar, você precisa agir! Você tem a responsabilidade de levar o caso às autoridades: “Não participem das coisas sem valor que os outros fazem, coisas que pertencem à escuridão. Pelo contrário, tragam todas essas coisas para a luz”. (Efésios 5:11 BLH) Se uma criança lhe contou que foi abusada, é muito importante que você ofereça apoio, amor e segurança. Em primeiro lugar, acredite no que a criança disse. 


As crianças quase nunca mentem sobre essas coisas. Mas tome cuidado com sua reação, pois a criança poderá pensar que sua revolta e choque são contra ela. Diga a ela que ela não fez nada de errado e que você está contente que ela lhe tenha revelado o segredo. Depois de tudo, procure assistência imediatamente. Se o caso não for denunciado, há o sério perigo de que o sedutor venha a fazer outras vítimas. Se você não sabe o que fazer, procure alguém da justiça e peça orientação.


É melhor prevenir do que remediar


O Dr. James Dobson aconselha: “Não acho que seja uma boa idéia deixar seus filhos de ambos os sexos aos cuidados de rapazes adolescentes. Eu também não permitiria que meu filho adolescente cuidasse de alguma criança. Por que não? Porque há tanta coisa ocorrendo sexualmente dentro dos adolescentes do sexo masculino. O impulso sexual nos meninos está no auge da vida entre a idade de 16 e 18. Sob essa influência, crianças já foram gravemente prejudicadas por ‘bons meninos’ que não tinham intenção alguma de fazer mal, mas que foram levados pela curiosidade a experimentar e explorar”.


A chave para proteger seus filhos é se comunicar com eles de modo aberto e sincero em todas as áreas — não só na área sexual. É importante que seus filhos saibam que eles podem vir conversar com você sobre qualquer coisa. Passe tempo diariamente com eles para descobrir como eles estão indo e como estão se sentindo — e deixe-os falar enquanto você presta atenção.


Ensine seus filhos que se alguém lhes disser “Não diga para ninguém”, “A mamãe via ficar furiosa se souber” ou “É um segredo”, eles devem procurar você imediatamente. Ensine que você vai ficar contente quando eles lhe revelarem situações desse tipo e não se esqueça de realmente demonstrar sua alegria quando eles lhe procurarem.


Uma idéia muito boa é você conversar com seus filhos sobre “toques bons”, “toques maus” e “toques que confundem”. Você pode simplesmente explicar: “Toques bons fazem você se sentir bem, como um abraço da mamãe ou segurar a mão do papai. Os toques maus fazem você se sentir mal. Toques que confundem podem parecer bons no começo, mas depois fazem você se sentir mal ou estranho por dentro, como se você estivesse sentado no colo de um homem e ele começasse a tocar em você em lugares de que você não gosta. Ou então no caso de alguém que pede que você lhe toque numa parte do corpo que assusta você”.


Converse com seus filhos calmamente sobre essas coisas. Ensine-lhes que eles sempre devem dizer NÃO e procurar você imediatamente. Uma criança precisa aprender dos pais que Deus criou o corpo dela e que o corpo dela é belo. Mas Deus deu o corpo dela para ela, e ela deve ser ensinada a não deixar ninguém tocar em seu corpo de um modo que a faça se sentir estranha ou com medo ou a faça sentir algo ruim.

Palavras de João Paulo II aos Jovens














“Na realidade, é Jesus quem buscais quando sonhais com a felicidade; é Ele quem vos espera, quando nada do que encontrais vos satisfaz; 


Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; 


é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. 


É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo de grande, a vontade de seguir um ideal, a recusa de vos deixardes submergir pela mediocridade, a coragem de vos empenhardes, em humildade e perseverança, no aperfeiçoamento de vós próprios e da sociedade, tornando-a mais humana e fraterna” (João Paulo II).


Fonte: gente de fé

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Será que estamos preparados para Servir?









Vi uma explicação sobre pregadores que muito
me chamou a atenção, através de uma historinha que mostra muito bem o contexto
em que vivemos nas diversas igrejas, sendo uma realidade, que tem ocasionado
tantos conflitos, Eu particularmente, estou a 22 anos tentando prosseguir na
caminhada e sempre o que vi, foi isso.  Analise:





“Imagine
o seguinte cenário. Você está esperando uma cirurgia muito delicada no seu
cérebro. Já procurou um hospital bem conceituado nesse ramo, e consultou um dos
melhores cirurgiões do mundo, quem marcou a cirurgia tão crítica para a sua
vida.





No dia marcado, você já
está na sala de cirurgia, esperando a chegada do cirurgião. De repente, uma
enfermeira entra e explica que o cirurgião passou mal e não poderá realizar a
sua cirurgia. Mas, para não perder a oportunidade, procurariam outro cirurgião
para substituí-lo. Ela pede a sua compreensão, enquanto outra enfermeira
procura alguém para fazer a cirurgia.





Ao
mesmo tempo, a segunda enfermeira interrompe a apresentação de um colega a um
grupo escolar fazendo excursão no hospital. Ela explica aos alunos:
"Olhem, o problema é que Dr. Experiente passou mal, e precisamos de alguém
para fazer a cirurgia no lugar dele. Alguns de vocês certamente já sonharam em
ser grandes médicos.





Alguém quer substituir
o cirurgião hoje?”Um dos alunos levanta a mão e se encaminha para a sala de
cirurgia, disposto a abrir a sua cabeça e começar a cortar o seu cérebro. O que
você faria?





Agora
pode acordar do pesadelo! Nem conseguimos imaginar uma coisa tão absurda. Uma
pessoa totalmente despreparada fazendo cirurgia no cérebro de outra pessoa? Que
idéia ridícula!





O
que parece absolutamente ridículo no contexto de um hospital acontece com
bastante freqüência em muitas igrejas hoje. Pessoas despreparadas são
convidadas a pregar ou ensinar, e acabam assumindo responsabilidades sem ter
condições de cumpri-las. O resultado pode ser pior do que uma cirurgia cerebral
feita por um aluno do ensino médio.





Ensinamento errado, sem base adequada nas
Escrituras, pode ser eternamente fatal. Qualquer pessoa que abre a Bíblia e a
sua própria boca tem a obrigação de se preparar para falar a verdade em amor
(Efésios 4:15-16).


- por Dennis Allan D119”





Essa história meus irmãos,
por mais absurda que seja, é o que ocorre nas nossas


comunidades.





O que fazer diante de
um quadro crítico como esse? O que fazer diante de um erro que tem se
perpetuado? Porque há tanta cegueira espiritual e surdez espiritual? Podemos
atribuir a culpa só ao maligno como muitos preferem dizer? 





Não. Não é isso. Se
analisarmos a história dos apóstolos veremos que eles passaram pelos mesmos
problemas que nós. Com uma única diferença, eles aceitaram a correção do Senhor
e passaram a viver baseados na palavra e não baseados nas suas próprias convicções,
nos seus próprios desejos. Eles deixaram se moldar por Cristo.





É bem verdade, que
temos que verificar o contexto histórico e tantas outras coisas, mas no geral,
eles se renderam ao mestre, tanto que Pedro chegou a dizer que não era digno de
morrer como o mestre. E morreu crucificado de cabeça para baixo.





Achei interessante além
dessa historinha que o mesmo autor escreveu e acho vale para todos nós é sobre
a preparação que devemos ter para servir. Observemos:


“Jesus
Enfatizou a Preparação





Várias
parábolas de Jesus ensinam a importância da preparação. Talvez a mais conhecida
seja a das dez moças que esperavam o noivo chegarem à festa de casamento
(Mateus 25:1-13). As moças insensatas, que não se prepararam adequadamente, não
entraram na festa. As prudentes se equiparam para esperar o tempo necessário, e
tiveram a alegria de participar da festa.





As
ilustrações de construir uma torre ou enfrentar um inimigo em guerra também
mostram a necessidade de se preparar bem para sermos discípulos de Jesus. O
despreparado, muitas vezes, desiste no meio do caminho, e não chega ao seu
destino. Pode até sofrer uma terrível derrota. Leia Lucas 14:25-33.





Além
de suas parábolas, Jesus ensinou sobre a preparação na prática. Alguns dos seus
discípulos o acompanharam constantemente, aprendendo com o Mestre. Desses, ele
escolheu os doze apóstolos que tiveram um treinamento mais intensivo ainda.
Quando procuraram alguém para tomar o lugar de Judas Iscariotes, escolheram
entre os homens que acompanharam a Jesus durante todo o seu ministério (Atos
1:21-22). Os apóstolos foram especialmente qualificados para falarem de Jesus
(Hebreus 2:3-4).





Os
seguidores de Cristo devem se preparar para lhe servir, especialmente para
ensinar o evangelho aos outros. Os que não crescem espiritualmente são
criticados por sua negligência e imaturidade espiritual (Hebreus 5:12 - 6:3).
Ao mesmo tempo, devemos lembrar que Deus não quer servos despreparados
ensinando além do seu conhecimento: 





"Meus
irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber
maior juízo"
 (Tiago 3:1).
Tomando esses versículos juntos, percebemos que Tiago não está dissuadindo
discípulos do trabalho importante de ensinar a palavra. “Ele destaca a
importância de preparação e controle da língua, sempre tendo cuidado de não
ultrapassar a palavra do Senhor (veja 2 João 9).”





Portanto, há uma
necessidade de conscientizarmos que precisamos nos render à misericórdia do pai
e aceitar a correção do Senhor, lembrando que essa correção na maioria das
vezes, vem através do nosso irmão.





Que na maioria das
vezes expulsamos Jesus, na pessoa do irmão, quando essa correção chega, sem
tomar consciência de que aquele mesmo irmão conviveu comigo, ceou comigo e que
de repente inconscientemente e de uma forma “aparentemente” boazinha, expulso
aquele que também é filho de Deus da minha vida, porque Deus o utilizou para me
mostrar quem eu sou. E para isso uso outros recursos que não são os que
normalmente todos fazem, porque afinal sou da Igreja, então uso de uma falsa
humildade interior transparecendo a sabedoria, o amor, a fraternidade, mas
dando tiros com o olhar, dando tiros com a forma de expressar.





Fiquemos atentos para não
cairmos nas tentações dos líderes, fiquemos mais atentos ainda, para perceber
que quando assim agimos estamos ferindo não é o irmão, é o próprio Jesus, que
morreu numa cruz por todos nós e que ele próprio disse a Pedro que se Pedro (o
servo) não deixasse ele (o mestre), lavar os seus pés, não teria parte com ele.





Que quis Jesus dizer
com isso? Sempre olhamos esse texto bíblico do lava pés como um sinal de
humildade. Que há duas parte uma que obedece e outra que manda.





Mas não é só isso, meus
amados, o Senhor com essa passagem nos leva muito mais além, ele aqui nos dá
também uma visão de acolhimento, pois quis também mostrar que quando alguém não
está bem, está nervoso, triste, decepcionado, seja o que for e que por circunstâncias
forem que desviou o seu foco, cabe a outra parte ter compreensão, relevar,
lavar os pés, lavar aquela lama que rodeou o irmão, lavar aquela sujeita, lavar
aquele ferimento e nesta circunstância de desespero do outro não há alternativa
a não ser lavar os pés, é ter uma atitude de servo, mesmo você sendo mestre ou
vice e versa.





Só quem conhece a
palavra pode fazer isso, só quem está no caminho da maturidade pode fazer isso.


Daí a importância de um
coordenador, pois o outro por mais importante que seja numa pastoral, ele
quando perceber o outro o rejeitando, quando perceber o outro lhe dando coices,
quando perceber que não está sendo mais bem vindo pode ter a certeza que ele
vai embora.





Uma forma de um pastor
saber se está conseguindo pastorear da forma correta, é ele saber se as suas
ovelhas o estão seguindo com amor. Se no seu rebanho muitas ovelhas estão
saindo feridas ou não feridas, mas saindo. Analise dentro de você e não se
desespere porque há uma solução.


Jesus é a solução.
Passe a rezar mais, a perguntar ao Senhor qual é a vontade dele e o que ele
faria se estivesse no seu lugar.





O que Jesus faria se
estivesse no meu lugar nessa situação? Não coloque a palavra acho, ou penso.  Seja honesto com você mesmo. Há pessoas que até
nisso tentam tapear.


Vivereis a verdade e
ela vos libertará. Você tem mentido muito? Lembre-se, no céu não entra nenhum
mentiroso.





O Servo
que ama realmente (coração + mente + vontade) ama para sempre e continuará fiel
(não há contradições).









O amor
verdadeiro está sempre crescendo, quanto mais amo o Pai Celestial, mais sinto
necessidade de amar o meu próximo e de forma natural, não forçada.





Precisamos dar um jeito, a coisa é séria! 





Portanto, concluímos que mesmo não estando ainda preparados para servir, é nosso dever buscar a verdade dentre de nós, não desanimarmos e pedir ajuda aos mais experientes, ler mais, rezar mais, para que assim possamos cumprir com êxito a nossa função ou missão comunitária. Que Deus nos conceda a graça de não só
falar sobre o mestre, mas de ter forças para viver e passar pelo mesmo caminho
que Jesus passou. Viver como ele viveu.








Augusta Moreira dos
Santos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"O Homem a Procura de Seu Deus "




A Resposta do Homem


1. O homem é um ser religioso (um ser que transcende)


O homem, esse ser limitado por aspirações ilimitadas, é uma
pessoa em contínua busca .


Busca de si mesmo -
Se tem a coragem de descobrir a própria identidade, percebe imediatamente a
necessidade de estender para bem mais alto a sua busca. (O homem tem
necessidade de saber que é. Não pode viver, descobre que sentido tem sua vida)


Busca de Deus - O
homem não poderá furtar-se a essa busca constante de Deus. Aliás, foi o próprio
Criador quem depositou no coração do homem esse desejo e essa constância.


Se realmente buscar Deus, não há dúvida de que o homem o
encontrará, porque o próprio Deus irá ao encontro dele...


Dividiremos esse caminho de busca, em três
fases
:(do homem velho p/ o homem novo)


1a. fase - Desestruturante


2a. fase - Subliminal


3a. fase - Reestruturante


Para se estabelecer um relacionamento com Deus é preciso,
antes, estar dispostos a uma ação de desestruturação.


2.1 - Desestruturação:


para depois iniciar de verdade um processo de conversão.
(Morte do homem velho).


O que é:


* Quer dizer tirar os fundamentos, fazer uma derrubada
radical. ( Mt 9,16-17; Mt 16,24-26; Mt 19,16-22 ).


* Não colocar vinho novo em odre velhos.


* Não teimar em remendas, durante toda a vida, roupa velha
e esfarrapada.


* Ter coragem de despojar-se das idéias erradas que temos
sobre Deus e sobre o relacionamento com Ele ( tirar todas as ilusões ), para
depois iniciar de verdade um processo de conversão.


2.1.1 - As
ilusões na Vida Espiritual
: despojar-se das idéias erradas que temos sobre
Deus e sobre o relacionamento que temos com Ele.


Nesta busca de Deus o homem poderá chamar "deus"
o que é ídolo ou poderá iludir-se de estar buscando Deus.





Cada um de nós imagina Deus de uma forma. Todavia, temos
certeza de que essa imagem é a verdadeira? Podemos nos enganar também quanto à
experiência que desejamos fazer de Deus? É possível enganar-se. Todavia, a
Palavra de Deus nos oferece também o modo de sair desse engano.





Jesus respondeu ao escriba que o interrogava acerca do 1o.
Mandamento.


Mc 12,30-31 - "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu
coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças e
amarás o teu próximo como a ti mesmo".


Para fazer uma experiência autêntica de Deus requer-se o
homem total:





A harmonia interior com:


- seu coração


- sua mente unificação do homem todo


- sua vontade


Todas as faculdades humanas devem ser mobilizadas, e no
grau máximo.


2.2 - A profundidade da própria experiência: é preciso amar Deus com a "totalidade" do
nosso ser, comprometendo nossa mesma vida por Ele.


Estas duas condições estão intimamente interligadas (uma é
a causa da outra). Só é possível amar Deus com todo o coração, se também as
demais faculdades se dispõem, juntas, a abrir-se para o amor.





Quando há bloqueio em um dos dois movimentos, o outro
também fica bloqueado e surgem, então, os enganos" acerca de Deus.
(Procura-se aquele Deus que satisfaz o coração ou recompensa a vontade, ou
ainda, convence a mente)


Ilusões que podemos ter:


1. A ilusão sentimental


2. A ilusão moral


3. A ilusão intelectual





Ilusão sentimental - (todo coração)


- É típica de quem acredita ser suficiente ou sobremaneira
importante para conhecer a Deus, senti-lo interiormente.


- Absolutiza-se o dado sentimental


- Reduz-se o amor a uma emoção agradável.





Conseqüências:


1a. - A experiência com Deus será instável:


- Momentos de grandes entusiasmos com outros de frieza e de
descompromisso, com pouca capacidade de reação desta forma.





- A pessoa acredita que reza bem apenas quando experimenta
certo gosto, quando experimenta a presença de Deus, por isto será levada a
rezar somente quando "tem vontade".





- Poderá até chegar a confundir as suas sensações com
experiências místicas ou quase místicas, e, as vezes, até pretendê-las.





Devemos procurar o Autor das Consolações e não as
consolações simplesmente.


Mt 26,41 - Orai e vigiai ( não só quando se gosta )


I Tess 5, 16-17 - Orai sem cessar


- Não suporta os silêncios e as ausências de Deus. Não
entende que é bom para ela Deus se ocultar, de vez em quando (Jo 16,7), ou
finja que se vai (Lc 24,28), ou ainda, não se deixe encontrar onde ele teima ou
sonha querer encontrá-lo (Mt 16,21-23). Não consegue viver tais momentos como
tempo favorável de purificação de seu desejo de Deus.





2a. Será uma experiência ilusória:


Mt 7,21 - "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor,
entrará no Reino dos céus".


A vontade e a mente não tomam parte, praticamente, desse
monólogo sentimental.





3a. Será uma experiência contraditória:


Porque não só não provoca a conversão da vontade e
da mente, como nem mesmo conduz a umverdadeiro e apaixonado amor a
Deus (significa envolvimento total).


Amor verdadeiro é infinitamente muito mais
de uma simples emoção fugaz e superficial.


Quem ama realmente (coração + mente + vontade) ama para
sempre e permanece fiel ( não existem contradições).





Esse amor verdadeiro é sempre crescente, quanto mais se ama
a Deus, mas se sente como um dever, como uma coisa natural amar o próximo. (
amor platônico )


Quem ama dependente só dos sentimentos ama pouco a Deus
porque este amor é platônico e inconsistente e consequentemente nem terá um
grande amor ao próximo. Pouco ama porque se refugia noespiritualismo
desencarnado.





Ilude-se que ama a todos mas na realidade não ama a ninguém
ou se ama é com interesse por alguma coisa ( ama de forma insistiva, esperando
obter afeto ).


Mt 19,20 ( jovem rico ) - O que mais me falta?


Ilusão moral


A vontade é absolutizada. Para se ter uma experiência com
Deus basta realizar determinadas coisas, observar um determinado código de
comportamento moral, celebrar certos atos de culto, impor-se uma ascese...


Este é um relacionamento invertido homem __________ Deus. O
verdadeiro relacionamento é


Deus ___________ homem, o Criador voltado para sua
criatura. (É apenas um dom de Deus )





Ninguém alcança Deus pelas suas próprias forças. O homem
não pode fazer tudo sozinho. O homem só pode dispor-se a receber Deus com
gratidão, com plena consciência dos seus limites e com alegria pelo perdão
recebido.


Conseqüências:


1a. Não sabe agradecer,
porque acredita que tudo o que possui é fruto de seus esforços e de suas
renúncias.


Deseja ser santo para espelhar-se numa imagem positiva de
si mesmo e obter salvação.


Faz de sua virtude (verdadeira ou presumida ):


- um ídolo do qual se vangloria (Lc 18,9-17);





- um título merecido para se sentir bem com Deus e superior
aos irmãos (auto-justificação e não auto-transcedência);


- observa só a regra (legalista-perfeccionista);


- não se gasta, e mesmo que o faça é apenas para sentir-se
um herói ou uma vítima;


- Deus é aquele que premia ou castiga de acordo com rígidos
critérios de justiça (humana), bem (Lc 15,11-22; Mt 20,1-16) diferente do Pai
amoroso do Filho Pródigo.





2a. É incapaz de reconhecer as próprias limitações (porque se acha muito capaz).


- tenta negá-las, minimizá-las, projetá-las sobre outra
pessoa ou até de eliminá-las;


- não sabe descobrir:


- nem seu pecado


- nem a misericórdia gratuita de Deus





- não consegue experimentar a graça de Deus, a paternidade
de Deus


- acha absurdo viver a pobreza como ocasião de graça, em
que poderia sentir-se amado, remido, perdoado pela ternura infinita do Pai (em
1, 99 justos)


3a. Insiste continuamente e com força cada vez maior, sobre
o fato de observar a lei à risca, tornando-se legalista-perfeccionista, o que
acarreta:


- ser rígido consigo mesmo e com os outros (externamente),
porém não sente nem amor, nem entusiasmo (internamente);





- a sua frieza o torna incapaz de usufruir da vida;


- sua opção vocacional é uma triste rotina, porque não
consegue apaixonar-se nem viver uma intimidade profunda com o que tem valor
verdadeiro;


- prefere esquivar-se do sentimento e não deixa sua mente
se envolver ( julga-se um tipo realista, com os pés no chão);





- celebra os atos de culto sem penetrar no mistério que
celebra;


- não permite que sua mente e seu coração se envolvam muito
(Mt 15,8);


- seu contato com Deus é superficial, porque honra-o com os
lábios, mas seu coração continua "distante" (Mt 15,8);


- não há má vontade, mas só excesso de vontade
(voluntarismo);





- só a boa vontade não basta: é muito difícil que alguém
possa prosseguir no trabalho espiritual, fazendo apenas porque deve ou quer
fazer. Desistirá mais cedo ou mais tarde.


- precisamos dar espaço também para os outros componentes
da alma humana.





Ilusão intelectual (Racionalista - todo mente)


Para este tipo de pessoa conhecer a Deus é uma questão da
lógica, da razão. Se torna inume da contaminação do sentimento e das imposições
da vontade (Deus é reduzido a puro objeto de conhecimento, contido dentro de
pobres e humanos esquemas de conhecimento).





Conseqüências negativas:


1a. Não tem sentido da transcendência, e muito menos do
mistério (Lc 1,34-38), porque ele reduz tudo ao próprio pensamento e aos
próprios projetos. É muito humilhante para ele duvidar e admitir que não
entende uma coisa. Por isso, para ele tudo é evidente. No entanto o mistério de
Deus supera de muito nossas capacidades de entendimento, com um significado que
transcende a mera existência (Lc 1,38). O homem realmente religioso descobre em
sua vida uma presença divina, evidente e oculta, envolvida num mistério que
supera de muito suas capacidades de conhecimento.


- sabe tudo sobre Deus;


- nunca teve dúvidas de fé;





- está sempre pronto para achar explicações ( ainda que não
consiga convencer ninguém, porque tem horror que ficamos diante do
inexplicável, de coisas e situações que fogem a nossa lógica. O homem começa a
relacionar-se com Deus quando reconhece a própria incapacidade de entender,
conserva no coração o que entende e aceita o mistério como Maria (Lc 2,19-51).





2a. Tem dificuldade de adorar e se entregar a Deus, não
consegue descobrir Deus no coração e a Ele se entregar.


- quem não adora, não pode conhecer a Deus, nem se deixar
amar por Ele;


- não aceita o passado, procura controlar o futuro (Mt
6,25);


- tudo o que tem sabor de incerteza é para ele um problema:
gostaria de saber e de entender para poder programar e prever (corre e fica
ansioso);





- não tem o sentido do abandono;


- controla muito bem a própria vida e a cerca de uma
espessa rede de segurança. Deus é uma certeza teórica que satisfaz a mente, mas
que deixa vazio o coração e que pouco exige da vontade.


- a fé desse tipo de pessoa é sincera, forte, mas
igualmente mesquinha."





Fonte: http://www.comshalom.org/formacao/

Quando Cristo ficar maior do que nós.
























Qual é o maior prêmio do Cristão?
Ter a si mesmo. Ter a liberdade. É não ser escravo de nada, dentro de si.





E isso só vai acontecer conosco,
quando Cristo ficar maior do que nós.





Quem não se tem não se possui.





Sabem por que precisamos de
formação?Porque não mergulhamos na palavra do Senhor.


Conheço Deus é pela bíblia.
Quando a gente recebe o Dom de Deus os olhos se abrem.


Aquele que não viver a palavra e
encarná-la vai voltar ao homem velho.





O cristão consciente ele não
importa se está sentindo ou não Deus. No momento ele faz é o que Deus manda. Não para mim, para o que "eu" quero e sim o que Deus quer.





Por isso a responsabilidade é
maior daqueles que estão à frente, coordenando os trabalhos, representando os
interesses de Deus.





Quando assumo uma pastoral, um
grupo, para fazer a vontade de Deus, é como se pegasse uma procuração do próprio
pai celestial, onde ele nos dá poderes para que uma obra aconteça.





Quando essa obra não ocorre, você
pode ter a certeza, que ele cobrará mais é daquele que assumiu aquela
responsabilidade. Porque ele não foi obrigado, ninguém espetou um revólver
nele, para assinar aquela procuração.





Ele aceitou aquela função porque
achou que poderia fazer a vontade de Deus. Se assim não o fosse não teria
pegado tal incumbência.





E nós, meus irmãos, nunca paramos
para imaginar isso, que quando assumimos uma responsabilidade comunitária temos
que ter o zelo, de não mais pensar nos meus projetos, naquilo que “eu” quero,
naquilo que “eu” desejo, mas sim, aquilo que o pai quer que façamos.





Quando tomamos nossas atitudes
com clareza, o nosso rosto brilha mesmo no sofrimento ele é capaz de brilhar,
de transfigurar, como ocorreu com Cristo.





Quando tomamos atitudes de forma
humana ou diabólica o nosso rosto se transfigura em trevas, ele fica feio, ele
se decompõe. Porque ainda não estamos livres e ainda não sabemos lidar com
determinadas situações.





É assim, meus irmãos que ocorre
conosco. Ainda não conseguimos a liberdade interior, a liberdade de filhos de
Deus, que toma decisões sem escravizar.





Um dia ouvi alguém dizendo assim:
“Posso não estar num momento bom, mas tenho paz.”





Quando você vai ajudar alguém e
ela se afasta pode ter certeza que isso não vem de Deus.





Somos um povo doente porque não
guardamos o silêncio. O silêncio é a unidade da nossa vida com a de Jesus.





O silêncio acalma, cura, repousa,
esclarece e revitaliza.





A maioria dos cristãos não se
conhecem porque não fazem silêncio.





Em Isaías diz que toda manhã o
Senhor desperta os meus ouvidos para que como bom discípulo eu preste atenção.





É necessário o silêncio, pois
como Deus me despertará se não me silencio para escutar?





O SILÊNCIO É TÃO IMPORTANTE
QUANTO COMER E RESPIRAR.





Quando penso que está tudo bem e
depois vem um maremoto, é porque Deus quer derrubar aquilo que você imagina
construído.





Paulo Caiu por terra e ficou
cego, ao acontecer isso veio à luz interior. E ele decidiu se abrir ao Senhor
mesmo na fraqueza.





Se há uma desestrutura em várias áreas
é porque ele quer tudo novo. Na desestruturação precisa de ajuda, pois a pessoa tende a cair por
mentiras, pecados, erros. Tem que cair tudo por terra para vestir roupa nova. E
o que está afligido, errado, o Senhor o transforma.





Aquilo que está certo pode vir um
vendaval que há tranquilidade.





Quando alguém começa a se elogiar
não está fazendo por Deus. O elogio é bom para afirmação, mas não podemos
depender dele.





Tudo é transitório o amor não. Conversão
é mudança de direção temos que escolher um caminho.





Fase subliminal: é a superação de
certos entraves que colocamos na nossa vida espiritual. A fase subliminal nos
leva ao encontro com a verdade para não refazer o edifício que foi destruído na
mentira. Deus nos põe a prova  para me
falar ao coração.





O amor lança fora o temor. (São
João da Cruz)





Quem teme não é perfeito no amor.





Um dia escrevi assim: Sou o
reflexo da falta de base da minha família.





Precisamos desvencilhar daquilo que nos entrava, nos atrapalha e só Deus, pela sua graça pode fazer isso em nós. Sozinhos não conseguimos.





Deus nos esvazia tirando nossas
potencialidades para sair da auto-suficiência. Temos que tentar fazer o melhor.





O Espírito Santo não prende você,
ele abre. Como pode ser conduzido pelo espírito se não abre? E quando ele
começa a abrir a tendência é querer calar o outro, porque?



Temos que tomar cuidado. Há dois tipos de pregadores na Igreja aquele que fala com unção e aquele que fala humanamente.





Se você quer saber se você está
agradando é se tiver unção. Quando a pessoa está ungida ela faz  a vontade de Deus. Quando ela não está ungida ela faz é a sua própria vontade.





Onde há pessoas ungidas o povo
está. A unção vem da oração, vem da misericórdia de Deus, vem da abertura de
coração, vem do desejo de querer fazer para Deus e não para si, vem do Espírito
Santo.





Deus quer dar o Espírito Santo a
todos. E ele o dá. Para você sentir um pouquinho da beleza do Céu. Mas chega um
momento que ele vai cobrar nas nossas atitudes, porque no
céu não vai entrar ninguém com defeito.


.


Deus quer derrubar aquilo que
imaginamos construído na nossa vida, para sermos verdadeiros.





Já repararam o quanto mentimos? Temos
que ficar espertos. Aprendemos a mentir com a maior “cara de pau”. Por várias
vezes conversei com pessoas, que diziam que tinham a maior facilidade para
perdoar. Elas falavam uma coisa e o rosto refletia outro.





Por isso, que aquele que não
consegue olhar nos seus olhos com ternura, ele não perdoou.





Portanto, quando cristo fica maior do que nós, podemos ajudar a transformar o mundo.








É pela graça dele que estou escrevendo aqui. Amém.



Augusta Moreira dos Santos
















terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A palavra de Deus contém o tesouro que o mundo não percebeu.















“Quem diz que permanece em Deus,
deve caminhar pessoalmente como Jesus caminhou”. Essas palavras não são minhas são
escritos bíblicos contidos em São João no capítulo 2.





Fiquei então a pensar sobre essas
palavras e parei numa delas, em especial, a palavra “pessoalmente.”





Como posso entender que para
permanecer em Deus devo caminhar pessoalmente como Jesus?





Quando digo: Falo pessoalmente
para você.  É a mesma coisa que dizer:
Falo particularmente para você.





Para que eu permaneça em Deus,
devo andar de forma particular, como Jesus. Assim, devo andar particularmente
como Jesus, ou seja, devo caminhar como Jesus, significando ainda mais, que
devo viver como Jesus.





Portanto, quem diz que permanece
que continua que está em Deus, que é de Deus, que faz a vontade de Deus, deve
viver como Jesus viveu.





Quando lemos por ler, as palavras
não passam de palavras bonitas, mas quando você decide encarnar a palavra,
colocá-la na sua vida, viver essa palavra, você vai meditando, saboreando cada
palavra e deixando-a germinar dentro de você.





Se permanecer em Deus, devo viver
como Jesus viveu. Ao final cheguei através do Santo Espírito a esse
entendimento.





E como Jesus viveu?





(a) Jesus teve compaixão, de Marta
e Maria e se emocionou por Lázaro e, o ressuscitou, dando graças ao Pai
celestial.


b) Jesus expulsou demônios.


c) Jesus curou os doentes


d)Jesus fez a vontade de Deus


e) Jesus foi obediente ao pai
celestial e os seus pais terrenos


f) Jesus orou em todas as
situações, ficou de joelhos, passou pela agonia, pelo sofrimento, etc.


g) Jesus chamou os pecadores,
entre eles, Maria Madalena, quem não tem pecado que atire a primeira pedra.


h) Jesus acolheu Zaqueu, desce
daí, porque hoje quero estar contigo na tua casa.


i) Jesus nos ensinou a orar,


j) Jesus preparou os discípulos
para a missão


l) Jesus perdoou até os que lhe crucificaram,
Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem.


m) Jesus falou a verdade e ainda
disse, que porque falava a verdade o mundo o odiava, mas que nós o mundo não
odeia, pois falamos a linguagem do mundo e a dele é uma linguagem espiritual e
que por isso o odiavam e queriam matá-lo.


n) Jesus disse que não veio para
os sadios e sim para os doentes.


o) Jesus fez cura, milagres e
prodígios.


p) Jesus foi perseguido,
humilhado e maltratado


q) Jesus foi tido como mentiroso,
como falso profeta, como aquele que era do maligno.


r) Jesus foi crucificado


s) Jesus sequer foi reconhecido
como aquele que tinha uma missão especial, nem mesmo pelos seus familiares.





Então, quem permanece em Deus,
deve viver como Jesus viveu, isso significa que farei as mesmas coisas que ele,
caminharei no mesmo caminho, nas mesmas situações.





Tem tudo haver com o artigo que
escrevi anteriormente, pois foi dito em Isaías, que o Senhor me ungiu para
levar a boa nova aos pobres, para curar os de coração aflito, anunciar aos
cativos a libertação, aos prisioneiros o alvará de soltura.





Sempre senti que o Senhor me chamou
para isso, Exatamente isso. E você?





Agora ele nos confirma através
desse raciocínio e, mais, ele não chamou só a mim, para fazer isso, ele chama
você. Ele chama todos nós, pois quem permanece em Deus, deve viver como Jesus
viveu.





Como podemos fazer isso?





Se não sabemos é por que o nosso
coração está fechado. Lembra do que eu disse? Senti o amor de Deus, tive um
encontro pessoal com ele, senti o derramamento do Espírito Santo na minha vida,
o meu coração ardia de amor, mas faltava algo.





Faltava, porque eu acreditava em
Jesus, escutava a sua palavra, mas estava com o coração fechado e fingia não
querer ouvir.





Quando decidi confiar em Jesus,
escutar a palavra (com atenção), não basta só escutar, é preciso escutar com
atenção e querer que ele faça uma obra nova, daí, nesse seu querer, ele vai
abrir o seu coração e fazer com que você aceite a palavra e ao aceitar a
palavra, você estará aceitando tudo até mesmo o que ele te propõe.





Você vai se configurar ao Cristo
Jesus.





Como podemos mudar?





Tava imaginando aquela passagem
que fincaram a lança em Jesus, quando ele já estava morto na cruz e o fez por
amor a nós e obediência ao pai e, que saiu sangue e água.





Penso que devemos pegar a lança
da oração, principalmente a adoração ao santíssimo, a palavra de Deus e a
eucaristia e fincar no nosso coração, para que ele se abra, e nos arrependamos
e nos convertamos e nos unamos ao coração de Jesus, que foi transpassado pela
lança da maldade.





Fazendo assim, creio que
poderemos chegar àquilo que a Comunidade Shalom prega constantemente  que é ordenar o passado para o amor.  No livro tecendo fio de ouro, diz que devemos
pegar a lança do rio congelado que é o nosso passado e fincar para que o gelo
derreta e revivendo esse passado vou assim ordenar todas as situações para o
amor.





Quando morre alguém, as partes
interessadas entram na justiça, com um processo, para a divisão certa dos bens,
para a partilha. Quando não têm interesse em dar continuidade ao feito,
preferem deixar as coisas como estão, o Juiz mandar arquivar o processo e só
então, quando tiverem interesse mandam desarquivar para dar andamento.





Não tenho dúvidas  de que no nosso passado morto, aquele processo
que não demos andamento, que preferimos arquivar e não falar mais nada a
respeito, ele traz conseqüências desastrosas no nosso interior. Esse é um
passado congelado,  cujo processo precisa
ser reaberto para que possamos dar uma sentença. Para assim, ele não ficar sem
fim.





Dou um exemplo para vocês de que
a minha vida inteira briguei com o meu pai e já tive ódio dele de tremer, de
chorar, de sofrer e pessoas presenciavam essas situações. Na verdade condenei o
meu pai, sem direito a defesa.





Com o passar dos anos e já
sentindo o amor de Deus, dando testemunhos em encontros de casais, na própria
renovação, o Senhor foi me curando, como a mágoa era muito grande demorou anos
para isso ocorrer, pois realmente queria perdoar, mas o meu coração não se
abria ao perdão.





Então, aos poucos fui perdoando,
não tanto pelo coração, mas pelo ato de vontade, que era imenso.





Já no final de vida do meu pai já
o tinha perdoado por completo. Como sei que o perdoei? Porque não sinto dor.





Quando você é capaz de olhar para
o seu passado sem dor é porque ele não te afeta mais.





Então, depois de alguns anos, fui
fazer Retiros de Cura Interior e vim a entender a história do meu pai, visto
que o havia perdoado, mas ficava imaginando porque ele agia daquela forma
comigo e com os meus familiares.





Quando vi a história de vida
dele, que sua mãe tinha quase cinqüenta anos de idade, quando o teve, que o
rejeitou, que escondia a barriga de vergonha e tantas outras coisas, então pude
perceber certas atitudes de meu pai que não aceitava.





Ao verificar a história de vida
do meu pai, tudo o que aconteceu com ele, digo que aquele homem que condenei,
passou a ser vítima. E pude anular aquela sentença dada a ele de réu, passando
agora para a qualidade de vítima.





Que isso fique de exemplo, para
não condenarmos as pessoas.





Vi que o que descongelou o meu
passado foi o Coração de Jesus, no santíssimo sacramento. Não tenho dúvidas
disso, que aquela lança que perfurou Jesus, saindo do seu lado água e sangue,
foi lavando a minha mentalidade, o meu jeito de ser, o meu jeito de agir.











Portanto, a lança da oração, da
palavra de Deus, da eucaristia, deve ser arremessada dentro de nós e através da
água e do sangue de Jesus, lavar a nossa mente do homem velho e da mentalidade
arcaica e nos purificar de toda imundície, fazendo-nos entender que precisamos
de autoconhecimento, pois a cura interior acontece só quando Cristo fica maior
do que nós, esse é o verdadeiro tesouro.





Augusta Moreira dos Santos








Amém.