terça-feira, 24 de julho de 2012

Fui curada da culpa do pecado










A cura interior é a cura da alma. Todos nós, necessitamos dela. Um grande obstáculo na nossa vida é o sentimento de culpa e, por vezes não perdoamos a nós mesmos, pelos erros cometidos. 





Em mim, a maior dificuldade de obter a cura foi nesta área, pelo falta de não aceitar ter errado.





Sinto, que depois de vários retiros de cura interior, fui curada da culpa do pecado. Hoje, posso dizer que me sinto livre para prosseguir e ajudar aqueles que padecem dos mesmos males sofridos por mim.





Tg. 1:21  “Pelo que, despojando-nos de toda sorte de imundícias e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada,a qual é poderosa para salvar as vossas almas”.





Não tenho dúvidas, de que a palavra de Deus nos molda. Ela realmente penetra na nossa vida, como uma espada de dois gumes. É ela fonte de vida e direcionamento em todas as circunstâncias. 





Faça a experiência de ler a palavra de Deus e começar a escrever o que o Senhor vai te revelando. Todas as vezes que assim faço, fico impressionada com o que Deus me revela.





Quero me disciplinar para fazê-lo diariamente, pois é magnífico aquilo que Deus nos mostra.





Tudo o que Deus foi revelando durante o processo de cura, como falhas de caráter, pessoas que magoei, pecados encobertos, fui desejando ardentemente ser liberta e posso até dizer que a maioria deles, o Senhor me libertou diante do Santíssimo sacramento. 





Estar diante de Jesus e vivenciar tudo isso foi ordenando os meus sentimentos e pensamentos para o amor.





No processo de cura o desejo de ser curado interiormente é muito importante e a sinceridade tanto com Deus quanto àquele que nos acompanha é fundamental. Pois, a cura não ocorre como uma mágica na nossa vida. É necessário o esforço pessoal e a graça de Deus.





Na verdade, é necessário confiar naquele que se propôs a nos ajudar, conheça a verdade e a verdade te libertará.Jo 8:32.





Quando ainda criança, nos ensinam a controlar os sentimentos e a mantê-los sufocados. Se falamos a verdade ou revelamos nossos desejos, somos rejeitados ou punidos. 





E assim, aprendemos a mascarar a nossa realidade por medo e acostumamos a viver de uma incoerente e infeliz.





Sem perdoar não há como ser curado interiormente.





Quando o homem caiu (escolheu fazer a própria vontade ao invés da vontade de Deus), houve a morte espiritual. Ele ficou então incapaz de ter comunhão com Deus por causa da culpa do pecado. Gn 3:7-10





Escondemos as feridas e as coisas negativas do passado, pois não admitimos as mesmas  por medo da repressão e discriminação.





Precisamos nos convencer de que a sinceridade e a verdade precisam fazer parte do nosso cotidiano. Isso é vital e urgente.





I Te.5:23  “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”





Um coração machucado, ferido pelo ódio, pelas marcas da rejeição, da incompreensão, tem medo de se expor diante dos outros. Vive no isolamento, tentando esconder-se. O isolamento gera a baixa auto-estima, a dureza de coração, o controle dos que estão ao redor. Leva também a criticar, fofocar e exigir mais e mais de todos.





Um coração ferido e machucado,  precisa ser admirado, busca a aprovação dos outros, pois tem necessidade de que todos gostem dele e na maioria das vezes desconfia de tudo e de todos, além de sempre querer estar no controle.





Exercitar o perdão é o meio para a obtenção da cura interior, pois quando temos uma ferida no corpo,  passamos  o mertiolate para curar e de tal forma temos que proceder com o nosso interior, passando o curativo do perdão.





O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Assim, é necessário que a compreensão do perdão seja desviada da área das emoções, sobre as quais não temos como controlar, e assim chegar ao campo da vontade, que é dominada pela razão e não pela emoção.





"Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos


que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis os filhos do vosso Pai do céu,


pois Ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre


os justos e sobre os injustos" (Mt 5,44-45).





Meus irmãos, não é fácil, cumprir o que a escritura nos diz acima, foi uma luta terrível, durante anos para obedecer a Deus, perdoando aos que me fizeram mal.





E, depois de anos de exercício, posso dizer que finalmente hoje consigo rezar por aqueles que me fazem o mal e ao fazê-lo, vai cicatrizando, vai melhorando e as amarras vão se soltando, vou ficando livre.





A cura interior é para a vida toda. Sempre haverá em nós algo para ser curado por causa da nossa natureza pecadora.





Que Deus nos conceda a graça de crescermos na vida espiritual e de fazermos a vontade Dele. Que a cura interior se concretize na vida de cada um de nós, pela sua misericórdia.





Augusta Moreira dos Santos


Grupo de Oração São Francisco de Assis.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Não façamos torres sem fundamentos







Estava na capela, em oração, com inúmeras dúvidas, sobre o meu chamado. Havia algo dentro de mim, que me inquietava. 





Tenho atualmente 47 anos e desde quando tive a minha experiência com Jesus, no ano de 1989, sentia um desejo imenso de servir ao Senhor.





Por anos até servi. E de uma forma imensa e intensa. Fui pega inclusive pelo ativismo e exatamente por isso senti o sabor amargo na caminhada, tanto que depois até abandonei tudo.





Santa Tereza nos ensina:"Não façamos torres sem fundamentos,porque o Senhor não olha tanto à grandeza das obras como ao amor com que se fazem; e, desde que façamos o que pudermos, Sua Majestade fará com que vamos podendo cada dia mais e mais, conquanto não nos cansemos logo, mas;no pouco que dura esta vida,e porventura será ainda menos do que cada uma pensa, ofereçamos interior e exteriormente ao Senhor o sacrifício que pudermos pois que Sua Majestade o juntará com o sacrifício que Ele ofereceu por nós na Cruz a Seu Pai, para que tenha o valor que o nosso amor tiver merecido, embora sejam pequenas as obras."





Quando servia o Senhor, sempre sentia que algo me faltava. Hoje, entendo, que era incompleta, porque não estava servindo o Senhor, embora achasse que o fizesse. Na verdade, estava servindo a mim mesma. Estava deslumbrada com os dons e o "Poder" que eles me davam, inclusive de ser notada pelas pessoas.





Nestes 23 anos após o maior acontecimento da minha vida, que foi a "experiência de Jesus" digo sempre, que não trocaria pelo prêmio da loto o que senti, decidi passar por um processo de discernimento. Algo mexia e remexia dentro de mim, com um desejo imenso de voltar para o Senhor. Só que não queria servir, da forma como antes.





Sentia no meu interior o desejo de ser curada para servir. Queria ser uma pessoa diferente.


Via ao meu redor, as pessoas na Igreja ajudando uns e destruindo outros. Percebia que não era por vontade própria, mas porque não se conheciam e não passaram por um processo de cura e libertação.





Também, fiz isso com muita gente. Tanto, que tinha ressentimento de muitas pessoas e vice versa.





Deus foi colocando no meu interior o desejo de viajar por todo o país, participando de encontros e não foi proposital mas Ele sempre me levava para retiros de cura interior.





Ao fazer alguns retiros, parece que foi sendo retirada a trave dos meus olhos e podia ver de forma diferente. E também escutar de forma diferente.





Passei a saborear a palavra de Deus. E finalmente compreendi que tinha um chamado especial e era para ser missionária.





Pude ver de forma nítida, que Deus tinha algo mais na minha vida e que por cegueira e surdez espiritual não conseguia compreender.





Afinal, Deus é espírito e sendo ele espírito é preciso que o amemos em verdade e em espírito. É o que a palavra diz.





Então, fui compreendendo a dimensão daquilo que Deus estava propondo para a minha vida e que durante anos tentei fugir.





Vivi na mais completa ignorância. O Senhor tirou do meu peito o coração de carne e me deu um coração com bons sentimentos, no entanto, a minha mente continuava a mesma. Os traumas, continuavam em mim.





Quis servir o Senhor, porque Ele me deu um novo coração. Mas não entendia que não bastava só esse novo coração, era preciso renovar, transformar o meu jeito de pensar e agir.





O Espírito Santo habitava no meu espírito e queria levar a minha mente a render-se a  Cristo, a submeter-se a Deus. Ele não me obrigava, era necessário eu querer. Só que não enxergava devido ao orgulho, à ignorãncia e os traumas e ao próprio satanás que não quer ninguém fazendo a vontade de Deus.





É na mente que estão arquivadas todas as nossas lembranças, boas e ruins. É na mente que estão alojados os complexos. É na mente que atuam vários tipos de espíritos.





Queria servir  a Deus do meu jeito e não do Dele.





Como dizia Santa Tereza, que firmeza pode levar o nosso edifício, querendo que o Senhor faça a nossa vontade e que vá nos direcionando da forma como queremos?





Como vivia na ignorância não deixei Deus me moldar. Quando as provações vieram de forma intensa caí. E caí feio. Não conseguia reerguer por mais que quizesse.





Realmente não tinha como o meu edifício permanecer. Só muitos anos depois do meu pentecostes, vim a compreender que era uma cega que queria guiar outros cegos.





Entendi também que olhava o cisco no olho do meu irmão e não via a trave que tava no meu.





Depois de Fazer o Retiro Curados para Amar da Comunidade Shalom por duas vezes e o Tecendo Fio de Ouro e participar de tantos outros retiros, como Santo Inácio de Loyola e muitos de Cura e Libertação, fui vendo a minha realidade.





Quantos sofrimentos tive e quantos causei às pessoas, porque queria viver e fazer a minha vontade.





As maiores curas que tive foi diante de Jesus Sacramentado. Pude sentir que eu já não era mais eu.





Já estava começando a deixar Jesus fazer a sua vontade em mim.





Santa Tereza dizia que é preciso conformar a nossa vontade com a vontade de Deus.





Finalmente hoje, ao ler um pouco os escritos de Santa Tereza,pude compreender outro texto bíblico onde Jesus queria me falar, aliás Ele falava mas não compreendia o que Ele queria para a minha vida com esse texto. Veja: Lucas 14, 27: "E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.





Nos vv. 28-30 Ele prossegue: "Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.





Na verdade, Deus queria me dizer que teria que conformar a minha vontade com a vontade Dele. Senão, não teria como realizar o projeto que Ele tem para a minha vida.





Queria servir nosso Senhor Jesus,  mas não queria a cruz, não queria a humilhação, não queria deixar o orgulho, não queria deixar a minha forma de agir e ser. Na verdade, queria servir ao Senhor para ser feliz e não para receber a salvação. Queria servir o senhor, mas no fundo tava servindo a mim mesma.





E Ele quis dizer através desta palavra que se fosse ser missionária, como de fato é o meu chamado, não aceitando as cruzes, as dificuldades, as humilhações, não teria como, que haveria um momento que teria que abandonar a missão e seria motivo de derrota na minha vida, de perdição. 





"O sal é uma coisa boa, mas se ele perder o seu sabor, com que o recuperará? Não servirá nem para a terra nem para adubo, mas lançar-se-á fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça!"





Pois bem, é isso que temos que parar para pensar. O Senhor nos convoca para construir uma nova geração de pessoas cheias de fé, prontas para a batalha. O Senhor nos convoca a pregar o evangelho, a curar os enfermos, a ajudar o nosso irmão que sofre e principalmente curar o interior das pessoas, dando-lhes a liberdade interior.





Portanto, somos do entendimento, de que todo cristão  tem que conformar a sua vontade à de Cristo, para que assim possa dar bons frutos.





Augusta Moreira dos Santos


Grupo de Oração São Francisco de Assis.

Tratado da Conformidade com Vontade de Deus Santo Afonso Maria de Ligório







“Toda a nossa perfeição consiste em amar ao nosso amabilíssimo Deus [...] e toda a perfeição do amor de Deus consiste em unir a nossa vontade com a Sua Santíssima  Vontade [...] quanto mais uma pessoa está unida com a Vontade Divina maior será o seu amor. Penitências, meditações, comunhões e obras de caridade, praticadas para com o nosso próximo, são de certo agradáveis a Deus, mas quando? 





Quando estas obras são feitas em conformidade com a Sua Vontade mas, quando elas não se praticam pela vontade de Deus, não só lhe são desagradáveis, mas odiosas e merecedoras unicamente de castigo .





[...]. Aquele que trabalha segundo a sua própria vontade, e não conforme a vontade de Deus, comete uma espécie de idolatria, porque em lugar de adorar a vontade divina, adora de alguma maneira a sua própria



[...]. A maior glória pois, que nós podemos dar a Deus, é cumprir Sua Bendita Vontade em tudo.”

“Ó meu Deus, eu aqui estou; faça-se em mim e em tudo quanto me pertence o que for mais do Vosso agrado”.

ATO DE CONFORMIDADE COM A VONTADE DIVINA

Retirado do livro: As Mais Belas Orações de Santo Afonso





Meu Jesus, cada vez que eu disser: Louvado seja Deus! ou: Seja feita a Vontade de Deus!, tenho intenção de aceitar todas as disposições da Vossa Providência a meu respeito, no tempo e na eternidade.

Só quero o estado de vida, a habitação, os vestuários, o nutrimento, a saúde que fordes servido conceder-me.


Não quero outro emprego, outro talento, outra fortuna, que os que me tendes destinado.





Se quereis que os meus negócios não surtam feliz êxito, os meus projetos se esvaeçam, os meus processos se percam, tudo quanto possuo seja roubado, eu também o quero.





Se quereis que eu seja desprezado, odiado, desamparado, difamado, maltratado, até por aqueles a quem mais amo, eu também o quero.





Se quereis que eu seja privado de tudo, banido da minha pátria, encerrado numa prisão e viva em penas e angústias constantes, eu também o quero.


Se quereis que esteja sempre enfermo, coberto de chagas, inválido, estendido sobre um leito, abandonado de todos, eu também o quero.





Tudo seja como Vos agradar e por quanto tempo quiserdes.


A minha vida mesma ponho nas Vossas mãos, e aceito a morte que me destinais: resigno-me igualmente à morte dos meus pais e amigos, e a tudo que quiserdes.





Quero também o que quereis no que diz respeito ao meu bem espiritual. Desejo Vos amar com todas as minhas forças nesta vida e ir Vos amar no Paraíso como Vos amam os Serafins; mas contente fico com o que bem quiserdes conceder-me. Se não quereis dar-me senão um só grau de amor, graça e glória, não quero mais do que isto, porque isto é o que Vós quereis. Prefiro o cumprimento da Vossa Vontade a todos os bens.





Numa palavra, ó meu Deus, de mim e de tudo o que me pertence, disponde como for a Vossa Vontade; com a minha não tenhais consideração alguma, pois só quero o que Vós quereis. Qualquer que seja o tratamento que me deis, amargo ou doce, agradável ou penoso, com alegria o aceito, porque me virá sempre da Vossa mão.





Aceito, meu Jesus, de maneira especial a morte que me espera e todas as penas que devem acompanhá-la, no lugar e momento que for a Vossa Vontade. Unindo-as à Vossa santa Morte, ó meu Salvador, Vo-las ofereço em testemunho do meu amor a Vós. Quero morrer para Vos agradar e cumprir a Vossa divina Vontade.  Amém.



Fonte:http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2011/11/tratado-da-conformidade-com-vontade-de.html





domingo, 22 de julho de 2012

Quando Deus quer uma alma só para Ele, começa por espremê-la como as uvas no lagar para extrair o suco









Ouvi dizer que quando Deus quer uma alma só para Ele, começa por espremê-la como as uvas no lagar para extrair o suco. Depois, quando esta alma assim esprimida venceu as suas paixões, os defeitos, à procura de si, então dispõe dela como bem quer, e se ela é fiel logo ficará toda transformada, e então Jesus a cumula de graças escolhidas e a inunda do amor.



Quanto mais a alma ama Jesus, tanto mais as suas orações e ações terão êxito diante Dele.

Devemos amar a Jesus como Ele quer e resumir nossa vida no amor e no sacrifício.



Jesus é bom e justo. Então deixemos de olhar para o pecado do outro e olhemos para a nossa vida e o que Deus quer que façamos, pra recebermos as graças vindas Dele, que surgem como uma onda que nos causam surpresas, como uma chuva em pleno dia claro, que se despeja sobre a alma.



Poucas pessoas amam a Deus como Ele o quer. Elas procuram a si mesmas, julgando procurar a Deus, e sonham com uma santidade que não é verdadeira.



A verdadeira santidade consiste na renúncia de nós mesmos de manhã à noite, e vivermos de sacrifício. Saber deixar de lado o nosso "eu" humano, deixando que Deus trabalhe como queira em nós.



A santidade é receber as graças que Ele nos dá com profunda humildade, reconhecendo-se indignos delas. É estar sempre quando possível na presença de Deus. Fazer todas as ações sob o olhar divino e não procurar outra testemunha para os próprios esforços.



Ter a Deus como única recompensa eis a santidade que Jesus exige e quer das almas que querem viver só para Ele. O resto não é mais que ilusão.



A cruz, as grandes cruzes, as que trituram o coração, são a herança dos amigos de Deus. Não há santidade sem sofrimento.



O coração há de ser triturado a fim de sair dele todo o amor humano.



Sinto que o sofrimento e as penas que ocorrem na caminhada, é uma forma de desapego, para que Jesus possa falar ao nosso coração, afinal quanto mais íntima é a união de uma alma com Deus mais esta alma é ouvida.



Se queremos agradar a Deus o único meio  é aproximar-mos sempre mais do seu coração por uma grande atenção aos menores desejos de vossa santíssima vontade. É preciso que Ele mexa e remexa em nós e que nós não resistamos á sua vontade.



Diz São João da Cruz: "Para  se  enamorar  duma  alma não põe Deus os olhos na grandeza dela, mas na grandeza da sua humildade".



Devemos proceder com Jesus como uma criancinha com sua mãe, confiando na sua bondade , entregando-lhe nas mãos divinas todos os nossos interesses espirituais e corporais e depois procurar sempre em tudo o agradar, sem nenhuma outra preocupação.



Na verdade, deveríamos amar Jesus com amor de Criança e no entanto somos frios.



Quantas vezes um pequeno sacrifício conhecido só de Deus e de quem o praticou, não se torna mais meritório que um outro maior que  foi aplaudido! É importante a interiorização  para não tomarmos para nós os elogios que nos fazem.



São João da Cruz falava: "Deus humilha muito para depois elevar também muito; quando ficar reduzido a nada, que será a suma humildade, ficará feita a união entre a alma e Deus".



Meus irmãos, Deus procura almas vazias de si mesmas, para enchê-las de seu divino amor. O amor de si não deixa lugar para Jesus.



Poucas pessoas sabem rezar como Jesus quer. Ele só nos ouve depois do ardor dos nossos desejos e na medida do nosso amor. Por isso não recebemos.



É preciso ver tudo como provindo da bondade de Jesus, o que o aflige e o que o consola.



O amor unido ao sofrimento chega mais perto de Jesus. E enquanto não fizermos todas as ações sob o olhar do pai celestial, não teremos nem paz, nem a tranquilidade interior.



Jesus nos chama a santidade e ao puro amor, e depois, caminhar sempre sem olhar para trás, seguindo o seu caminhar, sem vacilar.



Portanto, concluimos que não devemos ter medo do sofrimento pois ele nos aproxima de Deus.



Augusta Moreira dos Santos

Grupo de Oração São Francisco de Assis

sábado, 21 de julho de 2012

Cura Interior - Pe. Léo - Canção Nova







Hoje o Senhor está olhando para você e dizendo:


“Existem quatro realidades na sua vida que não me pertencem, que aparentemente podem significar humildade, mas estão sendo obstáculos para que a minha graça atinja a sua história. Eu quero arrancar do seu coração as raízes do sentimento de indignidade, todo o remorso, as raízes do complexo de inferioridade e a depressão.





Você que sofre há tanto tempo, martelando, ruminando os pecados que você cometeu na infância, adolescência e idade adulta, nas áreas afetivas, econômicas, sexuais. Você não merece o castigo do remorso. Na verdade você está diminuindo a ação de Deus dentro de você, e acaba levando você a ficar escravo, dependente do pecado.





Com o tempo porque você foi ruminando esse complexo de inferioridade, fazendo-se pequeno, fraco e frágil, você acabou tornando-se dependente de pecados que facilmente outras pessoas já se libertam.”


Nasceu em seu coração essa sensação de indignidade, regada pela falsa humildade, à indignidade até parece coisa boa, mas hoje Deus está profeticamente insistindo para você:





“A indignidade que você sente, essa sensação de ser uma pessoa indigna, não é obra minha, não é graça é desgraça, por que está fazendo você negar a minha misericórdia infinita”. Está impedindo você de acolher esse meu abraço.





O seu complexo de inferioridade, alimentado pela sensação da indignidade, faz você achar que a sua miséria é maior do que a minha misericórdia. É por isso, meu filho, que você acabou gerando essa enfermidade, essa doença espiritual, psíquica e física chamada depressão. A partir do momento que você passou a sentir-se neste buraco, você passou a ser íntimo do inferno, das coisas inferiores.





Hoje eu te convido, Meu filho, a olhar para o alto, por que neste buraco onde você se


encontra, alimentando essa sensação de inferioridade, vendo com lentes de aumento e aumentando ainda mais a força dos seus erros e dos seus pecados, cabisbaixo e olhando cada vez mais para o fundo do posso, você não encontra a saída.





A saída está sendo repetida muitas e muitas vezes: Eu te abraço, te amo, te curo. Meu filho, seu pecado, por maior que seja é infinitamente menor que a minha misericórdia. Os piores erros que você cometeu, os mais medonhos, são infinitamente menores do que o meu amor. Os seus grandes pecados, que foram jogados na sua cara e impregnaram seus olhos, nariz, ouvidos, boca, rosto, que criou em você uma máscara suja. Os seus maiores pecados são infinitamente menores que o meu perdão.





Uma gota do sangue de meu filho, tem autoridade para apagar todos os pecados do mundo. Todos os pecados do mundo, não chegam a pesar na balança onde se encontrar a menor gota do sangue do meu Filho Jesus Cristo.





Hoje a indignidade gera, infidelidade, remorso, aumenta a depressão. Eu não estou dizendo que você não errou. Os pecados que você cometeu foram muito graves, o que eu estou dizendo a você meu filho e minha filha, é que você não pode e nem deve se desesperar, por que o meu amor é maior.


Onde abundou os seus pecados, superabundou a minha graça.





Hoje o que precisa é sair do fundo desse abismo e do fundo desse pecado! Clame a misericórdia infinita. Imagine-se jogado em um buraco profundo, escuro e úmido, com indignidade, remorso, depressão e inferioridade. É por essas razões que você está perdido, por que você só enxerga sua indignidade, remorso, depressão e inferioridade.


Enquanto você continuar olhando para qualquer uma destas realidades você só vai enxergar vazio, e a sua alma só vai se encher de desânimo e tristeza e sozinho o que fará é olhar para baixo.


Hoje, meu filho e minha filha, ao serem denunciadas essas quatro paredes que estão encaixotando você, transformando você em uma pessoa fraca, essa denuncia é para fazer um grande convite:


Meu filho, enquanto você continuar olhando para essas paredes que você acabou sendo projetado como conseqüência dos seus pecados, não terá saída para você. Quanto mais você ruminar o veneno, mais envenenado você fica!





A única saída desse buraco é o alto. Venha para a vida, vem para a graça! Vem para fora! Meu Filho Jesus, que ressuscitou Lázaro, que estava morto há 4 dias, para lembrar essas 4 paredes (infidelidade, remorso, aumenta a depressão) Ele chega perto de você, onde você está morto, e grita: Meu filho vem para fora, vem para vida! Eu não coloquei você a minha imagem e semelhança para viver preso nessas paredes que você mesmo ajudou a construir para se trancar. Eu não coloquei em você a minha luz e a minha glória para que você ficasse apagado nestas trevas. Eu não coloquei em você o meu Espírito Santo para você ficar neste túmulo que você se fechou.





Meu filho, eu não quero que você fique assim. Mas eu te dou a liberdade. Estou aqui de braços abertos para abraçar você. Cada dia eu olho para ver se você lá longe está voltando. Cada semana eu lavo as suas vestes. Eu preparei para você um anel, que lhe devolve a dignidade de filho e filha de Deus. Eu não posso fazer mais nada além de esperar a sua volta.





Meu filho, hoje, dá-me uma grande alegria. A minha maior alegria, é um pecador que se converte. Seja você hoje um grande motivo de alegria do meu coração de Pai.


Não tenha hoje medo de olhar para o alto, e estender a sua mão em direção à minha.





Sei que os pecados que você cometeu acabaram tirando a sua dignidade, e você se acha sujo e estragado, mas é por que a sua veste verdadeira está aqui guarda em meu coração.





Eu preciso abraçar você para revesti-lo com minha dignidade. Volta hoje ao meu coração meu filho e saia desse buraco! Quanto mais você ficar remoendo o seu passado, e inventar desculpas, pior será! Eu não quero saber quem foi que jogou você neste buraco, eu não quero saber quais foram os caminhos que levaram você neste precipício, eu quero que você segure em minhas mãos para tirar você desse buraco.


É o encardido que sopra esse discurso ultrapassado em você. Renuncie essas quatro paredes para matar essa sensação de indignidade agora, conscientemente, assuma diante da minha misericórdia: Eu não sou digno Senhor!





Ao pecador que se descobre pelo arrependimento, Deus o recobre com a sua graça!


Não tenha medo de dizer: Eu não sou digno! Em troca da confissão da sua indignidade, você recebeu o corpo, a alma a divindade de seu filho na sua mão esse desejo que você sente é saudade do céu. Estou com os braços abertos te receber e apagar os seus pegados.





Eu sei que você está martelando o que você viveu na sua infância, adolescência e juventude, ficou fazendo o que não devia. Foi muito grave o que você fez, você brincou com o seu corpo, sacrário do Meu Filho, morada do Espírito Santo. Você se drogou, se prostituiu, você comeu demais, e não mostrou a minha santidade, foi grave o que você fez, principalmente à medida que você foi crescendo e se tornando mais consciência, e pior ainda quando conscientemente você se afastou e fez o que não devia, mas meu filho, Meu amor e minha misericórdia são maiores.





Venha até mim com o seu coração arrependido. Olhe para o seu pecado a partir do meu amor. Você vai sentir uma força que vai te tirar do buraco. O arrependimento vai te levar a ressuscitar.


Você não vai ficar mais só lamuriando e relembrando o seu passado, as coisas boas com saudosismo, e as coisas ruins com condenação.





Enquanto você reclama que muitos não olham para você, você deveria olhar para mim, que te amo como Pai e estou a sua espera para te abraçar. “Meu filho, tome a decisão de começar uma vida nova.”


Deus disse tudo isso para te amar e curar!





Lá no fundo do seu coração, deixe brotar uma oração e fale com Deus agora do mesmo jeito que Ele está falando com você. Faz tempo que você não fala com Ele, fale agora.





Pe. Léo - SCJ





Fonte:http://foliveiragato.blogspot.com.br/2012/06/cura-interior-pe-leo-cancao-nova.html\\Boas Mensagens

Santidade: A verdadeira cura interior -Maria Emmir Nogueira






Eu dizia para Jesus um dia destes:“Jesus tu morreu por nós, tu destes a nós o batismo e porque o Senhor deixa em nós o desejo do poder, do prazer, porque o Senhor nos deixa ter estas concupiscências, porque?”, e quando saiu o Catecismo eu entendi, foi para que nós provássemos o nosso amor que ainda trazemos em nós as concupiscências. Quando provamos o amor pelo irmão? Quando ele precisa! O amor se prova em ações! Quando concretamente luto contra minhas tendências e limites para fazer a vontade de Deus é que provo que de fato eu O amo.



Existem pessoas que vêem uma liquidação e logo correm para comprar algo, elas tem muitos sapatos, mas sempre estão comprando mais, este desejo exacerbado de possuir as coisas as destrói. Como esta pessoa vai vencer esta mania de ter? Ela vai transformar esta mania de ter em uma escada para o céu. Devemos matar a vontade desenfreada de comprar e provar que amo a Jesus, a gente prova o amor a Jesus no que é fácil e no que é difícil, quanto mais difícil for subir os degraus da escada que nos leva ao céu, mais provaremos o amor a Jesus.



Há aquelas que se cuidam por uma beleza exterior exagerada e trazem raiva de pessoas dentro de si, porque acha que deve ser melhor que as outras. Não é fácil conviver com pessoas assim! Se esta pessoa se esvazia de si e resolve amar aqueles a quem ela trazia um sentimento de raiva, ela precisa se determinar em amar as pessoas, ela precisa usar o horror das pessoas, a inveja, o ciume que ela tem dos outros e transformá-lo em virtude.



Mas se esta pessoa tentar transformar todas os seus limites em virtudes sozinha, ela não conseguirá, pois a escada de santidade não se sobe com as próprias forças, é impossível transformar vícios em virtude sem a graça de Deus. Esta pessoa se deparando com o desejo de amar, de perdoar, mas querendo fazer com suas próprias forças, precisa reconhecer que não conseguirá e deve clamar a Deus por sua graça. Ninguém é capaz de fazer mal algum a nós, a não ser nós mesmos.












É preciso de uma vida de santidade e a santidade vem pela decisão da minha vontade, Deus me dá toda a graça atual que eu necessite para ser santo. São João da Cruz diz: “A porta estreita é Jesus, entrar pela porta estreita muitos entram quando se decidem por Jesus, mas depois da porta estreita existe o caminho estreito”O caminho estreito pode significar provação, noite escura, noite do espírito, mas amar Jesus significa estar disposto a passar pela porta estreita que é o próprio Jesus e ir até a cruz e ressuscitar. O segredo da santidade, a verdadeira cura interior acontece quando por amor a Jesus eu me decido superar tudo, os traumas me atrapalharão, nossa identidade confusa vai nos atrapalhar, mas porque eu me decido por Jesus, eu alcanço a santidade.

São João da Cruz fala das faculdades, em especial duas, o entendimento e a memória, e ele diz que somos livres e preciso contar sempre com a luz do Espírito e a luz da minha inteligência para ter domínio sobre minhas vontades, eu preciso recorrer a graça de Jesus para orientar o meu ser inteiro para a vontade de Deus. A afetividade é um dom e todo santo é curado no seu interior, mas o pecado é que deixa nossa afetividade biruta.

É muito fácil e muito pagão eu jogar a culpa do meu sofrimento sobre o outro, ninguém tem o poder de te fazer sofrer, só você pode fazer isso acontecer. Quando você vai se conhecendo melhor, suas fraquezas, seus limites, quando você vai dizendo não para suas vontades e sim para a vontade de Deus, principalmente quando isso te faz sofrer e dói muito, sua afetividade vai sendo ordenada para amor. A conseqüência é que a vontade de Deus, a sua verdadeira identidade, aquilo que Deus pensa sobre você vai se tornando real e você não mais terá conflitos.

A medida que sua afetividade se volta para Deus também sua identidade se volta para Deus. Quando eu começo a ficar livre do que me dá prazer, me torno um filho de Deus equilibrado, sem conflitos, forte, me torno santo porque a minha vontade se une a vontade de Deus. Através da escada que subo por amor a Deus o meu amor se une ao amor de Deus. E diz São João da Cruz: “Deus e eu somos um!”, Deus cumpre o seu desígnio de me santificar, de submeter-me à sua vontade, de fazer-me um homem santo como Ele me criou.





Transcrição e adaptação: Flávio Pinheiro


Fonte: Canção Nova

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dependência Afetiva-Eu sou codependente?




Esta semana, quero abordar um transtorno emocional que minha prática terapêutica tem demonstrado ser uma das principais causas de sofrimento para o ser humano: a dependência afetiva.





Assim como o dependente químico, cujo organismo se desestrutura quando lhe é retirada a droga, o equilíbrio emocional do dependente afetivo entra em colapso quando ele é afastado da pessoa de quem se tornou dependente.





A separação, por abandono ou por morte do ser amado, tira-lhe o chão e faz com que ele perca toda a base onde apoiava sua vida. 


Como se estrutura a dependência afetiva?





Na base desse transtorno está uma profunda carência afetiva, uma falta de nutrição emocional que se originou em sua história de vida. Pais ausentes, pais negligentes, ou aqueles excessivamente rígidos e incapazes de demonstrar afeto, estão geralmente presentes na história do dependente afetivo.





Todos nós aprendemos desde muito cedo, que dependemos de nossos pais (verdadeiros ou simbólicos) para que tenhamos atendidas nossas necessidades básicas. Esse reconhecimento nos leva a perceber precocemente o quanto nossos comportamentos geram uma reação, seja positiva (de estímulo) ou negativa (de punição), por parte daqueles que amamos e dos quais somos dependentes.





Com o passar do tempo, se tivermos um desenvolvimento adequado de nossa auto-estima e autoconfiança, essa dependência irá se diluindo, e passaremos a estabelecer relações onde possamos ter reconhecido o respeito à nossa individualidade.





Quando isto não ocorre, o desenvolvimento emocional se dá de forma desequilibrada e a pessoa seguirá pela vida estabelecendo relações afetivas onde predominam a insegurança e a dependência.





Ela passará a condicionar seu comportamento sempre de modo a obter a aprovação daquele a quem quer agradar. Nos casos extremos, vemos pessoas submetendo-se a humilhações, abusos, explorações e toda sorte de desrespeito, simplesmente para garantir que o ser amado não as abandone.





Assim como o único caminho para a cura da dependência química é reconhecer que se trata de uma doença, para o dependente afetivo também é essencial reconhecer que sofre de um transtorno emocional grave, que pode lhe trazer muito sofrimento.





O segundo passo é buscar ajuda, pois sozinho dificilmente alguém consegue vencer o problema. A força de vontade e o desejo de superar o problema são fundamentais neste processo. Sem eles, nada poderá ser alcançado.





Reconhecer suas qualidades e talentos, sem necessitar do aval do outro para sentir-se alguém especial, é a meta a ser alcançada. A partir do momento em que estabelecemos claramente quais os valores e princípios que queremos ver respeitados em nós, não mais permitiremos qualquer forma de abuso ou desrespeito por quem quer que seja.





Amar-se e desejar para si sempre o melhor, é a única forma de evitar que a dependência afetiva o torne refém daquele a quem você julga amar. Muitas vezes aquilo que acreditamos ser amor, não passa de medo da solidão e de nossa incapacidade de sermos nossos próprios nutridores emocionais. 





Quanto maior for nossa capacidade de vivermos bem sozinhos, mais preparados estaremos para a convivência com o outro.





:: Elisabeth Cavalcante :: 


Fonte: somos todos um





Outro texto, para identificação da codependência, que foi extraído de outro site cuja fonte é identificado ao final. Muito interessante, leia até o fim.





Eu sou Codependente?





As perguntas a seguir servem para identificar 


possíveis padrões de codependência. 





Somos conscientes que o Autoconhecimento é um assunto muito sério e por sua vez pessoal. Esperamos que estas perguntas possam ser-lhe úteis...





Você se sente responsável por outra pessoa? Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?


Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?


Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?


Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?


Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?


Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você sente-se inadequado?


Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?


Você sente vergonha da sua própria vida?


Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?


Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?


Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?


Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?


O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?


Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?


Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?


Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?


Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?


Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?


Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha.





Os Doze Passos de CoDA -(Codependentes Anônimos)


foram adaptados dos 12 Passos de Alcoólicos Anônimos 





Admitimos que éramos impotentes perante os outros - que nossas vidas haviam se tornado incontroláveis.


Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós, poderia nos devolver a sanidade.


Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidado de Deus como nós O concebíamos.


Fizemos um destemido e minucioso inventário moral de nós mesmos.


Admitimos perante a Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.


Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.


Humildemente rogamos a Deus para que nos livrasse de nossas imperfeições.


Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.


Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.


Continuamos fazendo o inventário pessoal, e quando nós estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.


Procuramos através da prece e da meditação melhorar nosso contato consciente com Deus como nós O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e força para realizar essa vontade.


Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos levar esta mensagem para outros codependentes e praticar estes princípios em todos as nossas atividades.





As Doze Promessas de CoDA -(Codependentes Anônimos )





Reconheço que não estou só e que meus sentimentos de vazio e solidão vão desaparecer.


Não sou controlado(a) por meus medos. Eu supero meus medos e ajo com coragem, integridade e dignidade.


Experimento uma nova liberdade.


Liberto-me da preocupação, da culpa e da lamentação quanto ao meu passado e ao presente. Eu me mantenho o suficientemente atento(a) para não repetir.


Experimento um novo amor e uma nova aceitação por mim mesmo(a) e pelos demais. Eu me sinto genuinamente merecedor(a) de ser amado(a).


Aprendo a me ver igualmente aos demais. Em minhas novas e renovadas relações são baseadas na igualdade de ambas as partes.


Sou capaz de desenvolver e manter relações saudáveis e amorosas. A necessidade de controlar e manipular os outros desaparecerá na medida em que eu aprenda a confiar nas pessoas dignas de confiança.


Aprendo que é possível recuperar-me e converter-me numa pessoa mais amorosa, mais íntima e capaz de oferecer apoio apropriado. Eu tenho a escolha de comunicar-me com minha família de uma maneira segura para mim e respeitosa para eles.


Reconheço que eu sou uma criação única e preciosa.


Não dependo unicamente dos demais para poder me sentir valioso(a).


Tenho a confiança de que meu Poder Superior me guia. E venho a acreditar em minhas próprias capacidades.


Experimento gradualmente em minha vida SERENIDADE, FORÇA INTERIOR e CRESCIMENTO ESPIRITUAL.





Fonte: http://www.codabrasil.org/codep1.htm









O Pregador no grupo de oração


O pregador  é uma pessoa guiada pelo Espírito Santo, com o objetivo único de conquistar as pessoas para Jesus. Ele é a voz que clama, é a seta que indica o caminho. Mas não é, jamais, a Palavra, o Caminho.





Por isto é muito importante que o pregador do grupo de oração seja uma pessoa madura na fé, que conheça bem Jesus, que é o Verbo do Pai, a Palavra verdadeira, o único caminho.





O perigo de um pregador imaturo é de que, não conhecendo a Verdade, ele desvie muitas pessoas do verdadeiro caminho.





São Paulo orienta que para ser capaz de ensinar a pessoa "não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio.





Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas (...) Antesde poderem exercer o seu ninistério, sejam provados para que se tenha c Certeza de que são irrepreensíveis" (I Tim. 3, 6-7, 10).





O que podemos entender por Verdade? A verdade é o próprio Jesus, conforme a Igreja Católica Apostólica Romana ensina (Declaração Dominus Iesus). Mas o que vem a ser um


pregador maduro?





Pergunta um tanto difícil de responder, tendo em vista que estamos falando de fé, de conhecimentos sobrenaturais, de graça. Mas, como disse Jesus: são pelos frutos que conhecereis a árvore. Assim, cabe à comunidade de fé, aos membros do grupo, em especial à equipe de serviço, decidir sobre quem deve pregar no grupo de oração.





a) Ativismo - se o demônio não nos pega pela omissão (preguiça), poderá nos pegar pelo excesso de atividades boas (religiosas). O ativista não tem tempo para a amizade com Jesus


(oração pessoal), como acontece com Pedro e Jesus em Jo 21, 15ss (Pedro, tu me amas?).





b) A falta de pureza nas intenções - O homem vê o exterior, Deus perscruta as intenções do coração (1Sm 16,7). Uma ação vale para Deus quanto vale a intenção com a qual é feita.





O Espírito Santo não pode agir na evangelização se o movente não é puro. Deus não se faz cúmplice de mentira e não valoriza a vaidade.





c) Falta de humildade - Não pregar a si mesmo: "De Fato, não nos pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor" (2Cor 4,5). Não buscar a glória pessoal: "Eu não busco a minha


glória!" (Jo 8,50).





d) Excesso de amor-próprio (a si mesmo) - Astúcias do amor próprio: "O ego quer ser admirado e amado"; Ostentação de vaidade; Desejo de agradar aos outros para conseguir vantagens; Desejo de tornar-se célebre (com muita fama); Centralizar-se em si mesmo.





 "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a" (Mt 7,21-23) vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não


pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e


fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: nunca vos conheci retirai-vos de mim,


operários maus!





Ele deve ter:





.a Docilidade ao Espírito Santo


.b Orar diariamente


.c Zelar pela própria santidade


.d Amar as pessoas


.e Aprender com os bons pregadores


.f Viver o que se prega


.g Simplicidade na exposição e profundidade nas idéias


.h Escolher cuidadosamente o tema e as idéias principais para compor o roteiro


.i Treinar exaustivamente





Fonte: rcc

A criança e seu potencial espiritual



shalom


 - Um fato curioso ocorre quando conversamos com os pais e educadores que estão envolvidos com a formação integral e espiritual da criança. Eles sempre nos perguntam: Que método utilizar? Como falar de Deus para a criança? Como inseri-la na Igreja e despertar nela o interesse e o respeito pelo que é sagrado? Com que metodologia ensinar o conteúdo bíblico e litúrgico de forma que aconteça uma aprendizagem eficaz e que conduza a criança à experiência com o Amor de Deus?




Isso mostra o quanto o tema é de interesse para os envolvidos na educação e na formação da criança (pais, educadores, catequistas, coordenadores de grupo de oração infantil etc,.) e o quanto gera dúvidas, angústias e preocupações. 





Para falar desse tema, é preciso conhecer quem é a criança e quais são as suas potencialidades. 





A criança é um ser humano que tem períodos de grandes transformações. Está sempre em evolução e nunca é a mesma. Nela existem características e potencialidades que muitas vezes são ignoradas pelos adultos. 





Na primeira infância (0-6 anos), ela é empurrada por uma força interior, própria do seu potencial humano e que, através de um ambiente adequado, é motivada a construir o seu conhecimento, a relacionar-se e a desenvolver as suas habilidades motoras (andar, pegar, correr...). 





Principalmente nessa fase, a criança tem algo muito especial a utilizar: a sua mente, pois esta é absorvente. A criança, com essa memória prodigiosa, é motivada por uma força vital, retém aquilo que tem e vê e que são estímulos para continuar e avançar. 





Podemos então dizer que "a criança é uma pessoa e não somente um futuro adolescente ou adulto". A criança é uma pessoa, com capacidades e necessidades que clamam por ser alimentadas. Os primeiros anos de vida são os mais criativos. Um grande número de psicólogos diz que 80% de nossas capacidades são formadas antes dos três anos de idade. 





Se esse período é tão rico e criativo na vida da criança, então é também criativo e importante para o seu crescimento espiritual e religioso. Podemos dizer que "a criança é um povo em miniatura que aspira a ser acolhido como membro ativo na Igreja". 





As crianças pequenas não somente têm capacidades religiosas, mas também fome do que é religioso. Logo, devemos alimentá-las desde a mais tenra idade e não esperar que elas cresçam. Elas vivem uma relação com Deus muito diferente da nossa. Têm uma capacidade de relação com Deus de uma forma muito profunda. São capazes de entregar-se totalmente ao seu Amor, por isso verificamos que já aos seis anos elas estão totalmente imersas nessa alegria da experiência com Deus. E se o nascimento da pessoa religiosa ocorre através da experiência com o Amor de Deus, nós só devemos motivá-las para que esta se realize. 





As crianças têm uma grande capacidade de oração. Geralmente as suas orações são de agradecimento e de louvor. São belas tanto em qualidade como em quantidade. 





Podemos concluir que "o campo no qual semeia o educador (o adulto que desenvolve qualquer trabalho educativo, formativo com crianças), é particularmente fecundo", assim sendo, não se pode e nem se deve entravar o trabalho que Deus aí desenvolve, mas colaborar através de suas atitudes e da preparação do ambiente para o desabrochar do potencial humano e espiritual que existe em cada criança. 





Um adulto que conhece o potencial humano, espiritual e cognitivo da criança e que prepara um ambiente para o desenvolvimento desse potencial, é um auxílio dos mais eficazes para a formação integral da criança e para o desabrochar da sua experiência com Deus. 





Soraya Gomes Rocha 


Consagrada na Comunidade de Aliança Shalom e Mestra em Educação

Amizade frutuosa,alicerçada em Deus. Dia 20 deJulho, dia do amigo!







De fato, é preciso que as nossas amizades nos conduzam a Deus, nos fortaleçam cada vez mais e não nos denigra, nos chateie, mas imprima em nós um amor verdadeiro. 





Sigamos o exemplo de Jônatas que não olhou pra Davi com inveja e ódio, quando esse foi nomeado por Deus a sucessor do rei Saul, mas sim manteve uma amizade especial com ele durante toda a sua vida. Até mesmo quando Saul tentou matar Davi, foi Jônatas quem o protegeu (1 Samuel). 





Esse exemplo de amizade é verdadeiramente uma amizade em Deus, que não pede algo em troca, ou seja, um verdadeiro amor.



Pe. Roger Luis da Canção Nova

Fonte: http://pensador.uol.com.br/frase/NzUzMTUz/