terça-feira, 21 de agosto de 2012

Conceito de Revelação Privada -Joseph Card. Ratzinger -Quando Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé







{...}Neste contexto, torna-se agora possível compreender correctamente o conceito de “revelação privada”, que se aplica a todas as visões e revelações verificadas depois da conclusão do Novo Testamento; nesta categoria, portanto, se deve colocar a mensagem de Fátima. Ouçamos o que diz o Catecismo da Igreja Católica sobre isto também: “No decurso dos séculos tem havido revelações ditas “privadas”, algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. (...) O seu papel não é (...) “completar”a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente numa determinada época da história” (n. 67). Isto deixa claro duas coisas:





1. A autoridade das revelações privadas é essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige a nossa fé; de facto, nela, é o próprio Deus que nos fala por meio de palavras humanas e da mediação da comunidade viva da Igreja. A fé em Deus e na sua Palavra é distinta de qualquer outra fé, crença, opinião humana. A certeza de que é Deus que fala, cria em mim a segurança de encontrar a própria verdade; uma certeza assim não se pode verificar em mais nenhuma forma humana de conhecimento. É sobre tal certeza que edifico a minha vida e me entrego ao morrer.





2. A revelação privada é um auxílio para esta fé, e manifesta-se credível precisamente porque faz apelo à única revelação pública. O Cardeal Próspero Lambertini, mais tarde Papa Bento XIV, afirma a tal propósito num tratado clássico, que se tornou normativo a propósito das beatificações e canonizações: “A tais revelações aprovadas não é devida uma adesão de fé católica; nem isso é possível. Estas revelações requerem, antes, uma adesão de fé humana ditada pelas regras da prudência, que no-las apresentam como prováveis e religiosamente credíveis”. 





O teólogo flamengo E. Dhanis, eminente conhecedor desta matéria, afirma sinteticamente que a aprovação eclesial duma revelação privada contém três elementos: que a respectiva mensagem não contém nada em contraste com a fé e os bons costumes, que é lícito torná-la pública, e que os fiéis ficam autorizados a prestar-lhe de forma prudente a sua adesão [E. Dhanis, Sguardo su Fatima e bilancio di una discussione, em: La Civiltà Cattolica, CIV (1953-II), 392-406, especialmente 397]. Tal mensagem pode ser um válido auxílio para compreender e viver melhor o Evangelho na hora actual; por isso, não se deve transcurar. É uma ajuda que é oferecida, mas não é obrigatório fazer uso dela.





Assim, o critério para medir a verdade e o valor duma revelação privada é a sua orientação para o próprio Cristo. Quando se afasta d''Ele, quando se torna autónoma ou até se faz passar por outro desígnio de salvação, melhor e mais importante que o Evangelho, então ela certamente não provém do Espírito Santo, que nos guia no âmbito do Evangelho e não fora dele. Isto não exclui que uma revelação privada realce novos aspectos, faça surgir formas de piedade novas ou aprofunde e divulgue antigas. Mas, em tudo isso, deve tratar-se sempre de um alimento para a fé, a esperança e a caridade, que são, para todos, o caminho permanente da salvação. Podemos acrescentar que frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se reflectem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. 





Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus. Numa determinada perspectiva, pode-se afirmar que, na relação entre liturgia e piedade popular, está delineada a relação entre revelação pública e revelações privadas: a liturgia é o critério, a forma vital da Igreja no seu conjunto alimentada directamente pelo Evangelho. A religiosidade popular significa que a fé cria raízes no coração dos diversos povos, entrando a fazer parte do mundo da vida quotidiana. A religiosidade popular é a primeira e fundamental forma de “inculturação” da fé, que deve continuamente deixar-se orientar e guiar pelas indicações da liturgia, mas que, por sua vez, a fecunda a partir do coração.





Desta forma, passámos já das especificações mais negativas, e que eram primariamente necessárias, à definição positiva das revelações privadas: Como podem classificar-se de modo correcto a partir da Escritura? Qual é a sua categoria teológica? A carta mais antiga de S. Paulo que nos foi conservada e que é também o mais antigo escrito do Novo Testamento, a primeira Carta aos Tessalonicenses, parece-me oferecer uma indicação. Lá, diz o Apóstolo: “Não extingais o Espírito, não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o que for bom” (5, 19-21). 





Em todo o tempo é dado à Igreja o carisma da profecia, que, embora tenha de ser examinado, não pode ser desprezado. A este propósito, é preciso ter presente que a profecia, no sentido da Bíblia, não significa predizer o futuro, mas aplicar a vontade de Deus ao tempo presente e consequentemente mostrar o recto caminho do futuro. Aquele que prediz o futuro pretende satisfazer a curiosidade da razão, que deseja rasgar o véu que esconde o futuro; o profeta vem em ajuda da cegueira da vontade e do pensamento, ilustrando a vontade de Deus enquanto exigência e indicação para o presente. Neste caso, a predição do futuro tem uma importância secundária; o essencial é a actualização da única revelação, que me diz respeito profundamente: a palavra profética ora é advertência ora consolação, ou então as duas coisas ao mesmo tempo. Neste sentido, pode-se relacionar o carisma da profecia com a noção “sinais do tempo”, redescoberta pelo Vaticano II: 





“Sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu; como é que não sabeis interpretar o tempo presente?” (Lc 12, 56). Por “sinais do tempo”, nesta palavra de Jesus, deve-se entender o seu próprio caminho, Ele mesmo. Interpretar os sinais do tempo à luz da fé significa reconhecer a presença de Cristo em cada período de tempo. Nas revelações privadas reconhecidas pela Igreja — E, portanto na de Fátima — Trata-se disto mesmo: ajudar-nos a compreender os sinais do tempo e a encontrar na fé a justa resposta para os mesmos.





A estrutura antropológica das revelações privadas





Tendo nós procurado, com estas reflexões, determinar o lugar teológico das revelações privadas, devemos agora, ainda antes de nos lançarmos numa interpretação da mensagem de Fátima, esclarecer, embora brevemente, o seu carácter antropológico (psicológico). A antropologia teológica distingue, neste âmbito, três formas de percepção ou “visão”: a visão pelos sentidos, ou seja, a percepção externa corpórea; a percepção interior; e a visão espiritual (visio sensibilis, imaginativa, intellectualis). 





É claro que, nas visões de Lourdes, Fátima, etc, não se trata da percepção externa normal dos sentidos: as imagens e as figuras vistas não se encontram fora no espaço circundante, como está lá, por exemplo, uma árvore ou uma casa. Isto é bem evidente, por exemplo, no caso da visão do inferno (descrita na primeira parte do “segredo” de Fátima) ou então na visão descrita na terceira parte do “segredo”, mas pode-se facilmente comprovar também noutras visões, sobretudo porque não eram captadas por todos os presentes, mas apenas pelos “videntes”. 





De igual modo, é claro que não se trata duma “visão” intelectual sem imagens, como acontece nos altos graus da mística. Trata-se, portanto, da categoria intermédia, a percepção interior que, para o vidente, tem uma força de presença tal que equivale à manifestação externa sensível.





Este ver interiormente não significa que se trata de fantasia, que seria apenas uma expressão da imaginação subjectiva. Significa, antes, que a alma recebe o toque suave de algo real, mas que está para além do sensível, tornando-a capaz de ver o não-sensível, o não-visível aos sentidos: uma visão através dos “sentidos internos”. Trata-se de verdadeiros “objectos” que tocam a alma, embora não pertençam ao mundo sensível que nos é habitual. Por isso, exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma. A pessoa é levada para além da pura exterioridade, onde é tocada por dimensões mais profundas da realidade que se lhe tornam visíveis. 





Talvez assim se possa compreender por que motivo os destinatários preferidos de tais aparições sejam precisamente as crianças: a sua alma ainda está pouco alterada, e quase intacta a sua capacidade interior de percepção. “Da boca dos pequeninos e das crianças de peito recebeste louvor”: esta foi a resposta de Jesus — servindo-se duma frase do Salmo 8 (v. 3) — à crítica dos sumos sacerdotes e anciãos, que achavam inoportuno o grito hossana das crianças (Mt 21, 16).





Como dissemos, a “visão interior” não é fantasia, mas uma verdadeira e própria maneira de verificação. Fá-lo, porém, com as limitações que lhe são próprias. Se, na visão exterior, já interfere o elemento subjectivo, isto é, não vemos o objecto puro, mas este chega-nos através do filtro dos nossos sentidos que têm de operar um processo de tradução; na visão interior, isso é ainda mais claro, sobretudo quando se trata de realidades que por si mesmas ultrapassam o nosso horizonte. 





O sujeito, o vidente, tem uma influência ainda mais forte; vê segundo as próprias capacidades concretas, com as modalidades de representação e conhecimento que lhe são acessíveis. Na visão interior, há, de maneira ainda mais acentuada que na exterior, um processo de tradução, desempenhando o sujeito uma parte essencial na formação da imagem daquilo que aparece. A imagem pode ser captada apenas segundo as suas medidas e possibilidades. Assim, tais visões não são em caso algum a “fotografia” pura e simples do Além, mas trazem consigo também as possibilidades e limitações do sujeito que as apreende.





Isto é patente em todas as grandes visões dos Santos; naturalmente vale também para as visões dos pastorinhos de Fátima. As imagens por eles delineadas não são de modo algum mera expressão da sua fantasia, mas fruto duma percepção real de origem superior e íntima; nem se hão-de imaginar como se por um instante se tivesse erguido a ponta do véu do Além, aparecendo o Céu na sua essencialidade pura, como esperamos vê-lo na união definitiva com Deus. Poder-se-ia dizer que as imagens são uma síntese entre o impulso vindo do Alto e as possibilidades disponíveis para o efeito por parte do sujeito que as recebe, isto é, das crianças. Por tal motivo, a linguagem feita de imagens destas visões é uma linguagem simbólica. Sobre isto, diz o Cardeal Sodano: 





“Não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas”. Esta sobreposição de tempos e espaços numa única imagem é típica de tais visões, que, na sua maioria, só podem ser decifradas a posteriori. E não é necessário que cada elemento da visão tenha de possuir uma correspondência histórica concreta. O que conta é a visão como um todo, e a partir do conjunto das imagens é que se devem compreender os detalhes. O que efectivamente constitui o centro duma imagem só pode ser desvendado, em última análise, a partir do que é o centro absoluto da “profecia” cristã: o centro é o ponto onde a visão se torna apelo e indicação da vontade de Deus.{...}





Joseph Card. Ratzinger





Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé





Fonte:http://www.fatima.org.br/mensagemdefatima/osegredo/mensagem_de_fatima.asp

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vídeo-O que podemos fazer para melhorar o nosso relacionamento em família?



Augusta faz reflexão no Grupo de Oração







Um vídeo meditando a palavra que cura, salva e liberta!"

Augusta no Grupo de Oração São Francisco de Assis medita sobre a palavra!





Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre






Ora, o mundo passa, e também a sua cobiça; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. (I São João 2,17)





Todo nós que já tivemos uma experiência com o ressuscitado, dizemos que desejamos fazer a vontade de Deus. Mas as vezes, pensamos na vontade Dele como algo que nos é imposto - algo desagradável e difícil, que seremos forçados a fazer.





É necessário que nos aperfeiçoemos em todo o bem, para cumprirmos a vontade de Deus.





É muito fácil para qualquer um de nós dizer: “Sim, eu quero a perfeita vontade de Deus na minha vida!”. Mas a verdade é que não ingressamos na sua vontade sem uma grande luta. A perfeita vontade de Deus é abraçada somente no Getsêmani - e Jesus nos deu o exemplo.





Não podemos abraçar  a Vontade de Deus enquanto não morrermos para a nossa vontade própria ! Desde o princípio foi profetizado que Jesus viria à terra para um propósito eterno: o de realizar a vontade do Pai. (Heb 10,7)





Cristo disse a Seus discípulos: “Não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou” (João 5:30). “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra" (4:34). "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (6:38).





O fato é que não mais pertencemos a nós mesmos; fomos comprados por um alto preço. E como Jesus, fomos criados para cumprir a perfeita vontade do Pai!





Jesus sabia que tinha um chamado divino. Mas Ele também era humano - e foi grandemente testado! Nós também o seremos. E aí? Chega um momento que temos de tomar uma decisão.





Quando o momento crucial chegou para Jesu, Ele viu diante de si o doloroso preço de abraçar a perfeita vontade do Pai. Significava entrar diretamente nos braços da morte - adentrar uma dor imensa - e ele ficou “profundamente triste até a morte" (Mateus 26:38). "Estando em agonia... seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra” (Lucas 22:44). 





A batalha de nosso Senhor Jesus Cristo no Getsêmani foi toda quanto a abraçar a vontade de Deus: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres” (Mateus 26:39). A vontade humana do próprio Jesus tinha que morrer. 





Se devemos ser como Cristo, Também Nós Teremos Nosso Getsêmani Quando Confrontados Com o Entrar na Perfeita Vontade de Deus. É preciso deixar que a nossa vontade morra.





Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, a saber, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito. (Romanos 12,2).





Um exemplo maravilhoso de quem fez a vontade de Deus foi Madre Tereza de Calcuta e sempre dizendo palavras que transformam vidas. Vejamos:





“As pessoas dizem um monte de coisas inteligentes, grandiosas, belas, maravilhosas, enquanto eu digo coisas aparentemente bobas, coisas que até crianças podem compreender. E, no entanto, as pessoas são infladas por estas palavras, porque conseguem compreendê-las e torná-las suas, pois a santidade não é um luxo para poucos escolhidos. A santidade é um dever para todos, para vós e para mim. Mas o que é a santidade? A santidade é aceitar  a vontade de Deus com um grande sorriso…Nisso ela se resume. Aceitar a vontade de Deus, aceitá-lo quando surge em nossa vida, aceitar que tome de nós o que quiser, aceitar que nos use como quiser…sem nos consutar. Mas, infelizmente, queremos ser consultados!A santidade é deixar que Ele nos use, que se sirva de nós, nos faça em pedaços, nos esvazie completamente de nós mesmos.”





Portanto, não devemos conformar com esse mundo mas renovar pela transformação da nossa vida.





Augusta Moreira dos Santos.


Grupo de Oração São Francisco de Assis-Vazante-MG




O JULGAMENTO FINAL










Hoje, ao meditar um texto bíblico que já havia refletido por várias vezes, ele mexeu demasiadamente comigo. Todo tanto que você pensar que ele me incomodou foi muito mais.





Trata-se do Julgamento final, onde todas as nações da terra serão reunidas diante de Jesus, que estará acompanhado de todos os anjos e Ele separará do lado direito Dele os escolhidos, dizendo:




‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!"(São Mateus 25,34).





Jesus diz o motivo da recompensa do Reino do Céu e porque está colocando os benditos de seu pai à sua direita: "Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me’."





Daí Jesus explica: "‘Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes! "’





Por isso, a lei se resume no primeiro mandamento. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.





Quem é o meu próximo? Aquele que tenho conhecimento de que está necessitando de alguma coisa e que me coloco no lugar dele. Se estivesse no lugar dele queria que fizesse para mim.Se faço, é amor. E Jesus diz que ao dar a comida ou a roupa, ao fazer a visita, ao amparar quem necessitava, foi a Ele próprio que fez.



Percebi, meus irmãos, que raramente faço isso. Me preocupei com a evangelização, mas fui deixando de lado essas práticas diárias necessárias, como visitas, atenção ao forasteiro, àqueles que chegam pedindo. Agora, me dei conta de que não estou agindo da forma correta.





Jesus separará do lado esquerdo Dele os que fizeram exatamente o contrário e os mandará para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos, dizendo: "Pois eu estava com fome, e não me destes de comer; com sede, e não me destes de beber eu era forasteiro, e não me recebestes em casa; nu, e não me vestistes; doente e na prisão, e não fostes visitar-me". 





(São Lucas 25, 42-43). E ainda fala: "‘Em verdade, vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses mais pequenos, foi a mim que o deixastes de fazer!" ’





E Jesus finaliza dizendo que os justos irão para a vida eterna e os injustos para o castigo eterno(São Mateus 25,46).





Fazer para o outro como se tivesse fazendo para mim  e fazer por amor a Jesus.



Pois com o mesmo julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós. (São Mateus 7,2)



Penso que é como dissemos anteriormente, se faço para o outro como se fizesse para mim e por amor a Deus. Isso é a medida certa.



Ora, o julgamento consiste nisto: a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. (São João 3,19).



Em verdade, em verdade, vos digo: quem escuta a minha palavra e crê naquele que me enviou possui a vida eterna e não vai a julgamento, mas passou da morte para a vida. (São João 5,24)



Quem escuta a palavra de Deus e a coloca em prática é porque crê em Deus.



Resta apenas a terrível expectativa do julgamento e o ardor de um fogo para devorar os rebeldes. (Hebreus 10,27)



"O Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC) ensina que ocorrerá um Juízo final nos últimos momentos que precedem ao fim do mundo, "do qual só Deus conhece o dia e a hora" [1].



Mesmo antes disso, Jesus Cristo, que também "verdadeiramente ressuscitou dos mortos e vive para sempre", ressuscitará toda a humanidade, dando, mais concretamente, uma nova vida, mas desta vez imortal, para todos os corpos que pereceram. Neste momento, todas as almas, quer estejam no Céu, no Purgatório ou no Inferno, regressarão definitivamente aos seus novos corpos [2].



Assim sendo, toda a humanidade reunir-se-á diante de Deus, mais concretamente de Jesus, que irá regressar triunfalmente à terra "como juiz dos vivos e dos mortos". Ele confirmará o julgamento realizado nos inúmeros juízos particulares e permitirá consequentemente que o corpo ressuscitado possa "participar na retribuição que a alma teve no juízo particular". Esta retribuição consiste na "vida bem-aventurada" e santa (para os que estão no Céu ou no Purgatório) ou "na condenação eterna" (para os que estão no Inferno) [3].



Depois do juízo final, dá-se finalmente o fim do mundo. O antigo mundo, que foi criado no início por Deus, é "libertado da escravidão" do pecado e transformado nos "«novos céus e na nova terra» (2 Ped 3,13)". "



Neste novo estado de coisas, é também "alcançada a plenitude do Reino de Deus, ou seja, a realização definitiva do desígnio salvífico de Deus de «recapitular em Cristo todas as coisas, as do céu e as da terra» (Ef 1,10)". Nesse misterioso Reino, onde o mal é inexistente, os santos (ou salvos) gozarão a sua felicidade eterna e "Deus será «tudo em todos» (1 Cor 15,28), na vida eterna", formando assim uma grande família e comunhão de amor. Os condenados ou ímpios (maus) viverão para sempre no "fogo eterno" e afastados do Reino de Deus [4].



Jesus disse: O meu reino não é desse mundo. João 18,36



Meus irmãos, no céu não dá para a gente chegar cheio de defeitos. O Senhor nos convida, meus irmãos à santidade. Que ele nos dê essa graça, de amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.





Augusta Moreira dos Santos

Grupo de Oração São Francisco de Assis

Pe. Robert DeGrandis-Pe. Robert DeGrandis







Ore antes das orações:- Armadura do Cristão: (Efésios 6, 10-20)- Magnificat: (Lucas 1, 46-55)- Oração da Confiança: (Salmo 90)





Oração:





Nascido para ser livre





Senhor, muito obrigado por vossa presença comigo hoje. Sei que me amais e que me chamaste pelo nome. Vieste para libertar os cativos. Muito obrigado por vosso amor e misericórdia, que constantemente me transferem da servidão para a vossa vida abundante. Eu vos louvo, bendigo e adoro. Coloco-me sob a vossa proteção, Senhor, e cubro-me com vosso Preciosíssimo Sangue e peço aos anjos, os santos e a Bem-aventurada Mãe que intercedem por mim. “É ele que te livrará do laço do caçador e da peste perniciosa; Ele te cobrirá com suas plumas, e sob suas asas encontrarás refúgio” (Sl 90, 3-4).


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Mesmo que você me tenha ferido





Senhor, entro em profundo perdão para limpar-me de todas as raízes de amargura e ressentimento. Focalizo agora minha oração na pessoa que, na semana que passou, foi a maior fonte de aborrecimento. Eu a perdôo do fundo do meu coração. Peço a vossa benção para ela. Absolvo de toda a culpa todas as pessoas que me feriram durante o mês que passou. Jesus, porque vos amo, digo-lhes: “Mesmo que me tenham ferido, não vou feri-las. Entrego-as a Jesus. Perdôo vocês, aceito-as e as amo como vocês são” . Por um ato de vontade, perdôo aqueles que me feriram desde o começo deste ano. Jesus, abençoai-os.“Nunca guardem queixas contra outros, ou se irritem, ou levantem suas vozes contra ninguém, nem xinguem ninguém, ou permitam qualquer tipo de ressentimento. Sejam amigos uns dos outros, e bons, perdoando uns aos outros tão prontamente como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4, 31-32).





Pela pessoa que mais me feriu





Senhor, agora peço pela pessoa que mais me feriu na vida – aquela que continua sendo uma fonte de dor. Ergo-a a vós, para que receba a vossa benção.“Suportem-se uns aos outros; perdoem-se uns aos outros logo que surja uma disputa” (Cl 3, 13).


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Eu me perdôo a mim mesmo





Senhor Jesus, peço a graça de verdadeiramente perdoar-me pelo meu maior pecado, minha maior quebra em meu relacionamento de fé convosco. Perdôo-me por isto, Senhor: Vós me tendes perdoado, e Recebo de Vós, agora, a graça de verdadeiramente perdoar-me.“E que a Paz de Cristo reine em vossos corações” (Cl 3,15ª).





Peço perdão por Eles, Senhor





Senhor, venho diante de vós em favor de todos os de minha linha de família que não estejam perfeitamente unidos a vós. Peço perdão pelo pecado deles. Junto minha oração à de Daniel, quando ele intercede por seu povo e diz: “Ah, Senhor Deus, grande e temível, que sois fiel à aliança e conservais vossa misericórdia para aqueles que vos amam e guardam vossos mandamentos. Pecamos, prevaricamos, cometemos maldade, fomos recalcitrantes, desviamo-nos de vossos mandamentos e de vossas leis” (9,4-6).





“Ó, Senhor, para a nossa vergonha... porque pecamos contra vós. Mas a vós, Senhor nosso Deus, as misericórdias e o perdão” (vv. 8-9). Ouvi, pois, Senhor, a prece suplicante de vosso servo. Por amor a vós mesmo, Senhor faça irradiar a vossa face sobre vosso santuário deserto. Ó meu Deus, ficai atento para ouvir-nos; abri os olhos para ver nossa ruína... Não é em nome de nossos atos de justiça que depositamos a vossos pés as nossas súplicas, mas em nome da vossa misericórdia. Senhor escute! Senhor perdoe! Senhor fique atento! Agi! Por vosso próprio Amor, ó meu Deus, não demoreis, pois vosso nome foi dado... “Ao vosso povo” (vv.17-19).“Perseverai em vossas orações...” (Cl 4,2).


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Jesus é o Senhor





Senhor estou diante de vós e confesso que meus antepassados podem ter-se envolvido com o ocultismo – espiritismo, macumba, candomblé, feitiçaria e todas as formas de obter informação de fontes proibidas. Senhor perdoe. No nome de Jesus, e no poder do Espírito Santo, assumo e uso a autoridade que me deste como Cristão cheio do Espírito Santo. Com essa autoridade, eu agora quebro o poder do mal sobre meus antepassados. Quebro todas as maldições e malefícios, encantos, desejos malignos, maus desejos vudu, magia negra, e selos hereditários, conhecidos e desconhecidos. 





Venho contra todos os votos satânicos, pactos, servidões espirituais e laços com forças satânicas, e corto a transmissão desses laços através de minha linha de família. Venho contra o efeito de todas as ligações com ocultistas, clarividentes, astrólogos, médiuns, cartomantes e quiromantes. Renuncio a toda participação em sessões e adivinhações, e atividades com cartas de tarô, mesas de ouija, brincadeira do copo, astrologia e jogos de ocultismo de qualquer tipo Renuncio a todas as formas que Satanás possa ter influência sobre mim.





Quebro a transmissão de todas as obras de satânicas passadas através de minha linha de família. Senhor, por favor, remova de todos os meus antepassados todos os efeitos de envolvimento com o ocultismo. Qualquer território entregue a satanás por meus antepassados, agora retomo e coloco sob o Senhorio de Jesus Cristo. 





Senhor, por favor, faça surgir em minha linhagem homens e mulheres santos e piedosos, profundamente comprometidos com a vossa verdade. “Mas Deus o elevou e deu-lhe um nome que está acima de todo nome, para que todo joelho se dobre, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua proclame que Jesus Cristo é Senhor; para a Glória de Deus Pai” (Fl 2, 9-11).


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Tocai, Curai, Restaurai





Peço, agora, que as águas do meu batismo fluam para trás, através das gerações passadas, através de todas as raízes da minha arvore genealógica. Que o Sangue de Jesus, purificador e vivificante, flua através de todas as gerações – primeira, segunda, terceira, quarta e quinta e todas as mais. Que o Sangue de Jesus flua da Cruz através de todos os filhos e seus pais, até a décima - segunda geração, tocando, curando e restaurando. Agora coloco a Cruz de Jesus Cristo entre mim e cada geração de minha linha de família, e quebro a transferência de todas as forças destruidoras da vida que operam contra mim, ou através de mim. “... pois este é meu sangue, o sangue da aliança, que será derramado por muitos para a remissão dos pecados”(Mt 26, 28)


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Cura no Casamento





No nome de Jesus Cristo, venho contra todos os padrões de infelicidades matrimoniais profundamente inseridos em minha linha de família. Digo “não” a toda supressão de cônjuge e todas as expressões de desamor conjugal. Faço cessar todo o ódio, desejos de morte, maus desejos e intenções nos relacionamentos conjugais. Ponho um fim a toda transmissão de violência, todo comportamento vingativo, negativo, toda infidelidade e engano. Detenho toda transmissão codificada que bloqueie relacionamentos duráveis. Renuncio a todos os padrões de tensão familiar, divórcio e endurecimento de coração no nome de Jesus. 





Ponho um fim a todos os padrões entranhados se sentir-se preso na armadilha de um casamento infeliz, e todos os sentimentos de vazio e fracasso. Pai, perdoai meus parentes por todos os modos pelos quais têm desonrado o sacramento do matrimônio. Por favor, fazei surgir em minha linha de família muitos casamentos profundamente comprometidos, cheios de amor, fidelidade, lealdade e bondade. “... Amor que nenhuma torrente pode extinguir nenhum rio submergir” (Ct 8, 7)


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Cura das crianças





Senhor, agora dissolvo todos os padrões de as crianças serem feridas, em minha linha de família. Venho contra todos os modos de ferir – abortos, nascimentos antes do tempo, gravidezes não desejadas, crianças não queridas e nascimentos não concebidos fora do casamento. Renuncio a todos os padrões de desvalorização da vida. Rejeito todos os hábitos de espancamento físico ou emocional, abandono e abuso de crianças. Eu digo “basta!” a todos os padrões de nascimento difíceis e gravidezes anormais. 





Senhor, peço vosso perdão por todas as maneiras pelas quais meu antepassados fizeram mal as crianças. Peço-vos Senhor Jesus, que intervenhais pessoalmente - para curar as feridas e deter a perpetuação deste padrão maligno. Pai faça surgir, em minha linha de família pessoas que reverenciem e amem suas crianças, e as eduquem de maneira a vos honrar. Que as futuras crianças em minha família saibam o que significa ser profundamente amado. “Deixem em Paz as criancinhas, e não as impeçam de vir a mim; pois é para os que se lhes assemelham que pertence o reino do céu” (Mt 19, 14).


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Cura Sexual





Venho, novamente, diante de vós Senhor, com os pecados de meus antepassados. Agora ponho um fim a todas as vias, profundamente gravadas, de pecado sexual. Digo “Não” a todas as tendências para exibição indecente, estupro, fornicação, molestamento, incesto e perversão. Renuncio a toda bestialidade, masoquismo, sadismo, ninfomania, luxúria e prostituição em minha linha de família. Detenho toda agressão sexual, desordens sexuais de personalidade, traumas sexuais e comportamento anormal. Ordeno a todo demônio agarrado a esses padrões que se vá em nome de Jesus. Golpeio com a espada do Espírito Santo essa cadeia de males e quebro as ligações. Pai perdoai. Trazei saúde e restauração sexual onde havia enfermidade. Que minha linha de família brilhe com a beleza de uma sexualidade sadia. Senhor, eu vos bendigo, adoro e louvo. Muito obrigado por derramardes vossa luz, vossa plenitude e vossas bênçãos sobre toda essa área de minha árvore genealógica. “O Senhor quer... que cada um de vós saiba usar o corpo que pertence a Ele, de forma Santa e honesta” (I Ts 4,3-5).


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Cura Mental





Com o poder do Sangue de Jesus, eu agora quebro os padrões de doença mental e insanidades codificadas em meus ancestrais. Venho contra todo comportamento anormal, anti-social, paranóia, esquizofrenia, padrões de agressividade e passividade, desordens da personalidade e hábitos nervosos. Venho contra toda inflexibilidade, perfeccionismo, padrões maníaco-depressivos e modos estranhos. 





Faço parar toda ferida e repressão da masculinidade. Ponho um fim aos padrões genéticos de suprimir e prejudicar a feminilidade. Tranco os Caminhos Ocultos de autodestruição que solaparam minha história familiar. Senhor saturai essas áreas com o vosso perdão e vossa paz. Pai, que a saúde e a integridade mental sejam inscritas no tecido de minha linha de família. Que cada um tenha a mente de Cristo. Que surjam o pensamento claro, o equilíbrio emocional e padrões e sadios de relacionamento. Venho contra todos os profundos e sombrios padrões de opressão emocional e espiritual- incapacidade de brincar se divertir e expressar alegria. Eu vos peço Jesus, que um espírito de riso e de leveza se levante em minha linha de família. Muito obrigado, Senhor Jesus.“Que o vosso comportamento mude, modelado por vossa nova mente” (Rm 12, 2).


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Não há temor no amor





Ponho um fim, agora, a todos os padrões de medo em minha árvore genealógica. Tomo autoridade sobre todo medo de rejeição e fracasso. Digo “não” a todo medo de água, homens, altura, sucesso, fracasso, multidões, mulheres, Deus, morte, de deixar a casa, de espaços fechados, de espaços abertos, de falar em público, de falar em voz alta, de voar e de sofrimento. Senhor que minha família conheça em todas as gerações, que não há medo no amor. Que vosso perfeito amor encha de tal modo a história de minha família, que toda lembrança de medo deixe de existir. Eu vos louvo e vos bendigo. “No amor não há temos, mas o medo é expulso pelo perfeito amor” (I João 4,18).


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Cura de Hábitos Compulsivos





Agora tomo a espada do Espírito e quebro os efeitos de hábitos compulsivos. Ponho fim a todos os padrões viciosos de jogar, comprar, falar, beber e usar drogas. Quebro todos os padrões de acumular e dilapidar recursos e talentos. Venho contra avareza e o furto. Pai, perdoai e libertai minha família da servidão a todo hábito compulsivo, em vossa misericórdia, graça e generosidade.“... Ele me enviou... a proclamar a redenção aos cativos, aos prisioneiros a liberdade...” (Is 61,1-2)





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Cura de todas as doenças





Agora ordeno que todos os padrões de enfermidade física codificados em minha hereditariedade deixem de existir. Tomo a espada do Espírito Santo e corto todos os laços a doenças de qualquer tipo: do coração, do sangue, câncer, desordens digestivas e da alimentação, úlceras e todas as tendências a formar tumores. Venho contra todos os padrões de desordens femininas, de menstruação, de desequilíbrio hormonal, infertilidade e frieza sexual. Quebro os laços com todas as desordens sexuais masculinas, impotência e doenças infecciosas. Venho contra todas as deformidades físicas, problemas de audição, imunodeficiências, doenças raras, olhos fracos, maus dentes e pés chatos. 





Venho contra todas as enxaquecas, retardamento mental, problemas dos pulmões, artrite, doenças da pele e desordens ósseas. Renuncio a todos os padrões de trauma físico que me atingiram geneticamente. Corto essa conexão. Venho contra a causa radical de todas as desordens físicas e fraquezas inexplicáveis. Senhor liberte-me dos efeitos desses caminhos de doença inseridos em minha linha de família. Detende sua propagação. Pai perdoe todos em minha família por todos os modos, por terem escolhido a doença para evitar a vida; pelas maneiras como tentaram satisfazer necessidades de modo doentio. Que um padrão de “escolher a vida” flua como um rio através de minha linha de sangue. Eu vos louvo Senhor. “... E todos os que o tocaram eram curados” (Mc 6,56).


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Do crime a Cristo





Agora venho contra todo mal cometido por trapaceiros, exploradores, torturadores, chantagistas e extorsionários em minha linha de família. Fecho a porta ao mal cometido por criminosos de qualquer tipo. Toda corrupção e brutalidade em minha linha de família cessem agora, em nome de Jesus. Corto todos os laços da vingança, do comportamento violento e explosivo e todo dano malicioso. “... estamos certamente decididos a buscar o bem em tudo que fazemos...” (Hb 13,18).


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Com amor e não com ódio





Com o poder do Espírito Santo, agora ponho fim a todas as respostas de ódio fundamente enraizadas – ódio dos outros, ódio de si mesmo, ódio de Deus, ódio racial e fanatismo religioso. Pai, perdoai. Que minha linha de família seja povoada de homens e mulheres que amam. Que tragam a vida e sejam doadores de vida, e curadores. “Este é meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).


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Uma morte envolta em amor e ternura





Intercedo, agora, por todas as pessoas na história de minha família que morreram cedo, não amadas, não choradas, sem oração e sem amoroso enterro cristão. Oro por todos os que experimentaram mortes terrificantes, dolorosas e horríveis – mortes por violência, envenenamento, tiros, fogos, explosões, facadas, enforcamento, afogamento, atos de guerra ou mortes por animais. Ergo até vós Senhor, meus antepassados que morreram mortes misteriosas, inexplicáveis, mortes acidentais e mortes por suicídios. Que a transmissão de tendências para mortes anormais e feias agora cesse. Senhor, que vosso amor misericordioso, que perdoa e cura, agora os toque ternamente. E, Senhor, que doravante todos conheçam mortes cheias de amor e de ternura. Que experimentem a transição da vida para a morte num contexto plenamente cristão. Pai, que ninguém, em minha linha de família, de agora em diante, morra sem ter conhecido pessoalmente o Senhor Jesus Cristo.“Eu sou a ressurreição. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá, e quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11,26)


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Senhor fazei de nós uma família





Faço parar agora, todos os padrões de rompimento em minha linha de sangue. Tomo autoridade sobre todos os caminhos de separação de família e religião. Bloqueio todos fugitivos – crianças, adultos e pais. Venho contra toda fuga para casar, para entrar em seitas. Dissolvo todas as raízes de isolar-se, esconder-se e fugir. Pai envolva minha árvore genealógica com vosso coração amoroso e perdoador. Codificai em minha hereditariedade um padrão de relacionamento em comunidade sadia. Que se reúnam. Que sejamos pessoas abertas e capazes de relacionar-nos com intimidade e amor.“Como é bom e agradável todos viverem junto como irmãos” (Sl 133,1).


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Justiça e misericórdia





Agora venho contra todos os padrões de injustiça em minha linha de família. Selo todos os canais genéticos de privação, escravidão, falso aprisionamento, supressão de todo tipo, pobreza e crime, no Sangue de Jesus. Venho contra todo padrão de injustiça política e social e social. Renuncio a todos os padrões de rejeição social e racial. Corto todos os laços com a brutalidade e expulsão de pessoas. 





Venho contra os padrões de desamparo e desabrigo. Levanto-me contra os padrões de sofrimento de condições adversas, climas ásperos e frios severos. Corto os padrões de fome e abandono, traição e vergonha pública. Pai envie o óleo de vosso Santo Espírito a esses padrões de minha linha de família e curai toda lembrança de dor. Pai perdoe todas as pessoas que lhes fizeram mal. Que todos os de meu sangue conheçam padrões de justiça, e sadias condições de vida; comida suficiente; dinheiro suficiente; calor e abrigo.“Isto é o que o Senhor pede de vós, somente isto: agi com justiça, amai com bondade e caminhai humildemente com vosso Deus” (Mq 6,8).





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Servir a um só Deus





Levanto-me, agora, contra as idolatrias das gerações. Corto os elos que me prendem a padrões de idolatria de parentes de sangue de eras passadas. Venho contra ídolos de casas, jóias, modos de transportes, alimento, bebida, títulos, aparência, poder, pessoas, dinheiro, terras, animais e posses de qualquer tipo. Pai perdoe. Faço uma santa escolha por minha árvore genealógica, de que serviremos apenas um Deus: vós, o Deus vivo.“... escolhei hoje quem quereis servir...Quanto a mim e minha casa, serviremos ao Senhor” (Js 24,15).


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A dor de ser diferente








Renuncio a todos os efeitos de ser diferentes, escritos em minha herança. Tomo autoridade contra todos os efeitos de diferentes cores dos olhos, tamanho, cabelo, jeito do corpo e talentos. Corto a transmissão de sofrimentos pela língua diferente, cultura, raça, cor da pele, problemas da pele, por sentir-se feio e ter pais diferentes. 





Bloqueio o caminho da dor transmitida por defeitos congênitos visíveis, deformidades e retardamentos. Pai, as respostas a estas e outras diferenças podem ter sido passadas através dos corredores de minha árvore genealógica. Por favor, detende essa transferência, Senhor, e perdoai aqueles que causaram a dor. Enviai vosso amor que suba por esse mesmo corredor para tocar, curar e restaurar. Muito obrigado, Jesus.“Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso pelas vossas obras tão maravilhosas” (Sl 138, 13-14).


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Cura da Língua





Agora falo contra todas as desordens de comunicação – incapacidade de comunicar, medo de falar alto, defeitos da fala e especialmente gagueira.Muito obrigado, Senhor, por curvar vosso povo. Venho contra todos os padrões de ferir os outros verbalmente, toda blasfêmia, toda traição pela língua. Pai perdoe. Que minha linhagem surja com pessoas que comunicam cura e restauração. Muito obrigado, Senhor.“... o dia inteiro minha língua estará exaltando vossa justiça” (Sl 70,24).


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Machado na raiz





Venho, agora, contra todos os padrões de sofrimento sem fim, inclusive a necessidade de sofrer e de fracassar. Quebro todos os caminhos do sofrimento por sentir inútil, desprezível e incurável. Venho contra todos os padrões repetidos de corações partidos, sentimentos de desenraizamento e de não pertencer. Venho contra todas as rotas de desespero, desestima trauma emocional e paralisia. Digo “não” a todos os padrões de rejeição, amargura, ressentimento e falta de perdão. Renuncio a todos os caminhos do mal, negatividade e desamor em meus antepassados, no nome de Jesus Cristo.Senhor, trazei agora, à mente, todo padrão enraizado que ides curar – todo padrão de vergonha, dor ou sofrimento. Revelai os específicos padrões ancestrais dos quais estais dizendo: “Chegou o tempo da libertação”.“... e agora o machado está sobre as raízes das árvores” (Lc 3,9).


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Senhor, eu vos peço agora, numa soberana varredura de vosso Espírito, que envieis o perdão ao passado, através de toda minha linha de família. Muito obrigado, Senhor, por tocar, Curar e restaurar. Em nome de Jesus, vos peço. Amém.


Postado por Comunidade Católica Renascidos em Cristo







domingo, 19 de agosto de 2012

Curarei os seus tormentos!







Com liberdade, vai Jesus ao encontro dos sofrimentos preditos a seu respeito. Por várias vezes os prenunciou aos discípulos, tendo mesmo repreendido a Pedro que repelia o anúncio da paixão, e declarou que por eles se daria a salvação do mundo. Por isso apresentou-se aos que vinham buscá-lo, dizendo: Sou eu a quem procurais (cf. Jo 18,5). Acusado, não respondeu. Podendo esconder-se, não o quis, embora por mais de uma vez se tenha furtado às ciladas dos perseguidores.





Chora sobre Jerusalém que pela incredulidade atraía para si a ruína e prediz a suprema destruição do templo outrora famoso. Com toda a paciência suporta ser batido na cabeça por homem duplamente escravo. Esbofeteado, cuspido, injuriado, atormentado, flagelado e por fim crucificado e dado por companheiro de suplícios a dois ladrões, contado entre os homicidas e celerados. Bebe o vinagre e o fel produzidos pela má videira, coroado de espinhos em lugar de louros e cachos de uva. Escarnecido com a púrpura, batido com a cana, ferido o lado pela lança e enfim levado ao sepulcro.





Tudo isto sofreu enquanto operava nossa salvação. Pois àqueles que se haviam escravizado ao pecado eram devidos os castigos do pecado. Ele, isento de todo pecado, tendo cumprido toda a justiça, suportou a pena dos pecadores, destruindo por sua cruz o antigo decreto de maldição. Cristo, assim diz Paulo, nos remiu da maldição da lei, feito maldição por nós; por que está escrito: Maldito todo aquele que pende do lenho (Gl 3,13; cf. Dt 21,23). Com a coroa de espinhos põe fim ao castigo de Adão. Pois, após o pecado, este ouvira: Maldita a terra em teus trabalhos; germinarão para ti espinhos e abrolhos (cf. Gn 3,17-18).





Com o fel bebeu a amargura e a dor da vida humana passível e mortal. Pelo vinagre assumiu em si a mudança do ser humano para o pior e concedeu a volta ao melhor. A púrpura significava o reino; a cana, o frágil poder do diabo. A bofetada publicava nossa liberdade, tolerando as injúrias, flagelos e chagas a nós devidas.





O lado aberto, à semelhança de Adão, deixa sair não a mulher que, por seu erro, gerou a morte, mas a fonte de vida que com dupla torrente vivifica o mundo. Uma, no batistério, nos renova e cobre com a veste imortal; outra, à mesa divina, alimenta os renascidos como leite aos pequeninos.





Do Tratado sobre a Encarnação do Senhor, de Teodoreto de Ciro, Bispo (Nn. 26-27: PG 75, 1466-1467, séc. V)





Fonte: http://sacrificiovivoesanto.wordpress.com/

Questões sobre a morte e o além – II, III e IV-Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju/SE






Autor: Dom Henrique





Questões sobre a morte e o além – II



Voltamos com mais um texto riquíssimo de Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju, o qual, exercendo seu ministério pastoral, nos ensina, com base na Tradição e nas Sagradas Escrituras, nosso Depositum Fidei, sobre a morte e o além.



Num escrito anterior, vimos que Jesus nos prometeu a ressurreição: ressuscitaremos Nele por Ele: “Eu sou a Ressurreição!” (Jo 11,25), ressuscitaremos em todo o nosso ser, corpo e alma. Agora, nos perguntamos: como e quando será isso?



Ressuscitaremos da morte, que é o término de nossa vida terrena. Mas, que é a morte? No morrer, a condição humana chega ao seu ponto culminante e crítico, pois a experiência de morte toca o homem não somente pela progressiva dissolução de seu corpo como também pelo temor da desaparição perpétua. Não podemos, portanto, fazer de conta que a morte não existe ou, se existe, diz respeito aos outros e não a nós! A morte dos outros deve recordar-nos que também nós morreremos: passaremos desta vida para uma outra situação, que podemos esperar e entrever somente na fé.



Que significa morrer? A morte, primeiramente, revela nossa finitude, nossa limitação! Que estranho é o ser humano: sonha com a vida, deseja a vida, mas sabe que um dia sua vida terminará! Aliás, o homem é o único ser que sabe que morrerá! Por isso mesmo, a morte não é somente uma questão biológica, não é apenas um corpo que morre e torna-se cadáver; é uma pessoa quem morre! 



Eu não digo: “Meu corpo morre”, ao invés, digo e sinto: “Eu morro!” São minhas relações, minha história, meus sonhos, que são colocados em crise com a morte! E em geral, aproximamo-nos da morte exatamente quando mais quereríamos viver, quando, já adultos, damos tanto valor à vida! Em certo sentido, nunca estamos prontos para morrer, mas para viver! E é assim, já que Deus é o Deus vivo e nos criou para a vida e não para a morte. Esta terá sempre um gostinho amargo, mesmo para quem crê. 



A Escritura afirma que a “morte com gosto de morte” entrou no mundo pelo pecado (cf. Sb 2,23s). Nossa passagem por esta vida deveria terminar com o desabrochar da eternidade, sem a experiência dolorosa a que chamamos “morte”. 



A morte como experiência negativa, como ameaça do nada e do absurdo é consequência do pecado (cf. Rm 6,23), dolorosa no corpo e na alma, com gosto de derrota, de salto no escuro, de salto no desconhecido! E não adianta fingir que a morte não existe! O que nossa fé nos ensina é que Deus não é o autor dessa situação de morte em que vivemos: as mortes de cada dia, de cada derrota, de cada sofrimento, de cada injustiça, traição ou lágrima… 



Tudo isso é consequência de uma humanidade pecadora. Tampouco Deus é o autor da última morte, daquela que marca o término da nossa vida terrena… Se a experimentamos como derrota, dissolução, salto no escuro, é devido à situação de pecado. Se o homem não tivesse dito “não” a Deus, não experimentaria a partida deste mundo como morte, como derrota dolorosa, como ameaçador salto no desconhecido.



Ora, é dessa morte como experiência negativa que Cristo, o Ressuscitado, nos liberta: “Eu sou a Ressurreição!” Desde o Batismo, estamos unidos a Ele; vamos morrendo com Ele nesta vida para, enfim, ressuscitar também com Ele, participando da Sua ressurreição: para nós, morrer é morrer com Cristo e como Cristo, é completar em nós a morte de Jesus para que a vida ressuscitada de Jesus nos plenifique. Aquele que é batizado já não vê na morte o angustioso fim do seu ser, mas a possibilidade última e mais radical de configuração com seu Modelo, que é o Senhor glorioso. Seremos como Cristo ressuscitado! Vista deste modo, a morte torna-se o ato que deve ser vivido com vontade de entrega livre e amorosa, na esperança da ressurreição. 



A morte torna-se um co-morrer com Cristo para co-ressuscitar com Ele: “Com Ele fomos sepultados pelo batismo na morte para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também andemos em novidade de vida. Pois, se estamos inseridos no solidarismo de Sua morte, também o seremos no da ressurreição” (Rm 6,4s). Desde o Batismo começamos a morrer com Cristo, isto é, começamos a viver as mortes de cada dia como participação na morte do Senhor. 



Tal participação deve ser assumida conscientemente na participação da Eucaristia, que é mergulho na morte e ressurreição do Senhor Jesus. Assim, o cristão vai se apropriando da própria morte e dando-lhe um sentido, fazendo de sua morte uma morte como união com o Cristo morto! 



Morrer, para o cristão, já não deveria ser uma fatalidade; ele deveria dizer: “Morro a cada dia, em cada lágrima, em cada tristeza, em cada derrota; mas não morro como um derrotado, pois uno minhas mortes à morte do Senhor, para como Ele ressuscitar!” A morte, assim, vai ganhando sentido em nós, vai se tornando uma realidade humana e cristã e não simples fatalidade biológica e existencial, poder aniquilador, vazio do ser e total fracasso da existência… 



O cristão vai morrendo e caminhando para o encontro com Cristo. Para nós, com efeito, a morte tem também este aspecto belíssimo: é um encontro com o Senhor: “Ficai preparados, porque, numa hora que não pensais, o Filho do homem virá” (Lc 12,40).



Sim, Jesus virá: ele é Aquele que vem ao nosso encontro (cf. Mt 11,2): “Vou e retorno a vós” (Jo 14,18.28). Ele vem vindo sempre na nossa existência: veio no Batismo, quando entramos em comunhão com Sua morte e ressurreição, vem, sobretudo, na Eucaristia, quando mergulhamos na Sua Páscoa e já experimentamos o gosto da comunhão com Ele, vem a cada dia para nos fazer passar da “carne” (pecado) ao “espírito” (vida no Espírito Santo). 



Finalmente, Ele virá na passagem definitiva, no momento do encontro final. Por isso mesmo Paulo exclamava: “O meu desejo é partir para estar com Cristo” (Fl 1,23). Assim, morrer é ir ao encontro do Salvador que vem, que irrompe com sua Glória na minha pobre existência; morrer é ser surpreendido por Cristo, é ser invadido pela Sua Vida divina e plena. Santa Teresinha dizia com sabedoria: “Não é a morte que virá me buscar, é o bom Deus!”



Eis a conclusão maravilhosa: não morreremos sozinhos; morreremos como Cristo e com Cristo; morreremos em Cristo. Ele não vem sozinho ao nosso encontro! Ele é o Primogênito dentre os mortos, é a Cabeça da Igreja. Tendo sido batizados, morremos como membros do Seu corpo, que é a Igreja e morremos no Seu corpo. Assim, não morremos sozinhos: morremos na comunidade dos santificados, dos batizados! A morte será o passar da Igreja terrestre para a Igreja da Glória. É também mistério de comunhão com os irmãos que ficam e que fazem parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja!



Numa próxima oportunidade, trataremos da retribuição imediata: o que acontecerá após a morte? Vamos ficar dormindo, como dizem os irmãos protestantes? Vamos ao encontro de Cristo, como diz São Paulo? Vamos para o nada, como dizem os ateus? Vamos ficar zanzando à toa, como dizem os reencarnacionistas?



Num próximo texto…



Questões sobre a morte e o além – III



É este o terceiro texto de uma série sobre temas decisivos para a fé cristã. Afinal, não se é cristão porque Jesus falou belas palavras, contou poéticas e evocativas parábolas, ensinou moral eleva ou mesmo realizou milagres. 



Nada disso é definitivo para que se diga a Jesus, apostando a nossa vida: “Eu creio em Ti, em Ti aposto a minha vida!” Somos cristãos, fundamentalmente, por dois motivos: (1) cremos que Jesus veio de Deus e é quem dizia ser: Filho eterno do Pai, igual a Ele substancialmente: Deus vindo de Deus, Luz provinda da Luz! 



(2) cremos que Ele ressuscitou e tem poder sobre a Morte: Ele pode nos arrancar às garras tremendas da Morte e pode dá-nos uma Vida imperecível, totalmente superior a esta que agora possuímos, Vida que será participação da Vida do próprio Deus. Eis por que temos de enfrentar estas questões que venho apresentando nestes últimos textos. Pretendo fazer você, meu Leitor, perceber a consistência, coerência e seriedade da nossa esperança. Vale a pena apostar toda a existência em Cristo Senhor e Nele fundamentar nosso caminho neste mundo!



No texto passado, vimos que, para o cristão, morrer é partir para estar com Cristo: Ele é a Ressurreição; Ele é nossa Vida! Vejamos, agora, duas questões importantes: o que ressuscitará em mim e como e quando será essa ressurreição?



Primeiro: O que ressuscitará em mim? Comecemos deixando claro que, para a Sagrada Escritura, o homem é um todo, corpo e alma espiritual ou em outra linguagem, corpo, alma e espírito. Temos a dimensão material (nosso corpo) e aquela dimensão imaterial (a que denominamos alma). São dimensões, não pedaços nossos! 



Eu sou um todo: sou meu corpo e sou minha alma! É absolutamente contrário à Sagrada Escritura e a uma sã antropologia pensar o ser humano simplesmente como um espírito que “tem” um corpo, que está encarnado num corpo! 



Nada disso: sou corpo e alma! Dizer “espiritual”, na linguagem bíblica, é dizer aberto para Deus, sedento de Deus, capaz de comunhão com Ele. Pois bem, dizer que ressuscitarei, é afirmar que todo o meu ser, corpo e alma, é chamado à comunhão com o Cristo. Não é um pedaço de mim que vai ressuscitar, mas eu todo! Minha alma, sede de toda a minha vida inteligente, afetiva, sentimental e espiritual, será ressuscitada; também meu corpo, com o qual amei, chorei, sorri, criei relações, exprimi sentimentos, também será transfigurado!



Meu corpo ressuscitará: São Paulo diz de modo belíssimo: “Semeado corruptível, o corpo ressuscita incorruptível; semeado desprezível, ressuscita reluzente de glória; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado corpo psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,42-44). 



É interessante que a ressurreição da carne sempre foi escândalo, já no novo Testamento: os atenienses zombaram de São Paulo quando este falou sobre ela: “Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns começaram a zombar, enquanto outros diziam: ‘A respeito disto, te ouviremos outra vez’” (At 17,32). 



Como os reencarnacionistas atuais e os espiritualistas de todas as épocas, os gregos aceitavam que a alma era imortal e “desencarnava”… Mas que também o corpo ressuscitasse, não aceitavam de modo algum! Até os cristãos de Corinto, na Grécia, pensavam que a ressurreição era somente espiritual. São Paulo os repreende duramente: “Se se proclama que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dentre vós dizer que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou!” (1Cor 15,12s). É o mesmo engano dos reencarnacionistas e de todos os espiritualistas! Nós cremos que nosso corpo também ressuscitará.



Mas como isso é possível? Ele será destruído totalmente e, mais ainda, já nesta vida, meu corpo vai mudando, células vão morrendo e outras vão nascendo… Por um lado é meu corpo mas, por outro, é sempre e continuamente renovado… Então, como ressuscitará? O engano aqui é querer descrever o corpo da ressurreição! 



Também os coríntios perguntavam a São Paulo como isso seria possível: “Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos?” E o Apóstolo respondia com firmeza e quase indignação: “Insensato!” (1Cor 15,36). Não se pode descrever o corpo da ressurreição, não se pode imaginar como será, pois o corpo da ressurreição não pertence mais a este mundo. 



Será o meu corpo, mas não mais do modo como eu agora o possuo; será minha matéria, mas totalmente transfigurada pelo Espírito do Ressuscitado: “Semeado corpo psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,44). Um dos grandes enganos de muitos teólogos atuais é a preocupação em imaginar como será possível um corpo ressuscitado a partir do nosso pobre corpo mortal. É totalmente impossível qualquer descrição! 



Basta pensar no corpo do Ressuscitado: era Seu corpo, o mesmo que fora crucificado e os apóstolos conheciam tão bem: tinha as marcas da paixão (cf. Lc 24,40; Jo 20,27); e, no entanto, eles tinham dificuldades em reconhecer o Senhor, pois Seu corpo estava agora glorificado: “Depois disso, manifestou-Se em outra forma a dois deles” (Mc 16,12); “Seus olhos estavam impedidos de reconhecê-Lo. Ele ficou invisível diante deles” (Lc 24,16.31); “Já amanhecera, Jesus estava de pé, na praia, mas os discípulos não sabiam que era Jesus” (Jo 21,4). Então: é pela potência do Espírito do Ressuscitado que nosso corpo ressuscitará como o corpo do Cristo glorioso.



E a alma? Também ressuscita. É importante não confundir ressurreição com imortalidade! Os espitritualistas confundem as duas coisas! Dizer que a alma é imortal é dizer que ela, por ser imaterial, não pode ser desagregada, decomposta, destruída. Mas isso não quer dizer que tal alma tem a garantia de ser feliz. Muito pelo contrário: a alma, simplesmente entregue a si mesma teria as mesmas privações que já tem aqui: solidão, medo, tristeza, angústia, incompletude, etc. 



Afirmar que a alma ressuscita é afirmar que ela também – e não só o corpo! – será transfigurada e glorificada: nada mais de tristeza, solidão, saudade, angústia, medo… O mesmo Espírito Santo que ressuscitou Jesus será a vida de nossa alma: passaremos de uma vida simplesmente psíquica para uma vida espiritual (= espirituada)! Então, em todo o nosso ser, corpo e alma, estaremos com o Senhor, revestidos totalmente de sua glória, participando da sua ressurreição!



Mas, como e quando será essa ressurreição? Aí, somente no próximo texto…



Questões sobre a morte e o além-IV



Com o presente texto concluo estes artigos sobre o Além. No último escrito, mostrei que é o homem na sua totalidade quem ressuscita: corpo e alma. Vimos que as doutrinas reencarnacionistas não têm nenhum sentido do ponto de vista da Sagrada Escritura e da fé cristã. Agora, deixei para este último artigo uma questão: Como e quando será a ressurreição? Eis do que trataremos!



Nossa ressurreição é um processo que se inicia logo após a morte e terminará comente na Parusia, com a manifestação gloriosa do Senhor: logo após a morte, com uma dimensão mais individual da ressurreição e, na Parusia do Senhor, com uma dimensão marcadamente comunitária e cósmica. 



Vejamos. A morte, além de ser uma realidade que me atinge como “eu”, como identidade e como alguém que vive neste mundo em relações com as coisas e as pessoas, é, também, uma dilaceração de minha unidade psicossomática: meu corpo e minha alma, inseparáveis, separam-se! 



Por isso também a morte é experimentada por nós como algo existencialmente doloroso, como uma realidade que traz em si algo de violência… Eu sou meu corpo; na minha corporeidade experimento a morte e a dissolução do meu corpo, que vai decompor-se até o nada. Eu sou minha alma, que padece a separação do corpo com o qual e para o qual fora criada.



Imediatamente após a morte, minha alma ressuscita, isto é, é transfigurada com Cristo e em Cristo. A alma não morre: ressuscita no sentido de ser transfigurada em Cristo! 



Não basta, para ela, ser imortal porque é indestrutível: isso não garantiria a felicidade da alma. Somente transfigurada pelo Espírito do Cristo ressuscitado, a alma humana pode chegar à plenitude! É nesta plenitude feliz que nossa alma entra logo após a morte. Isto é o céu: estar com Cristo. Aí ninguém mais vai sofrer, ninguém mais vai chorar, ninguém mais vai ficar triste, ninguém mais vai ter saudade. 



Perder o Cristo é o inferno, que também começa logo após a morte para a alma dos condenados. Note-se que, para os cristãos, não é suficiente afirmar que a alma é imortal; é necessário afirmar também que ela ressuscitará, isto é, será plenificada em Cristo com uma vida sobrenatural, vida no Espírito Santo.



Mas, o que é a alma? É o nosso princípio de vida, de consciência e liberdade, é o núcleo de nossa personalidade, do nosso eu. 



Não é uma parte, um pedaço de mim, mas uma dimensão minha. Na minha alma, na minha dimensão anímica, eu tenho consciência de mim, de minha identidade: sei quem sou, sei o que quero, recordo plenamente o que fui e o que vivi! 



Concluindo: logo após a minha morte uma minha dimensão – a alma! – já entra na plenitude de Cristo, mas o meu ser humano como um todo ainda não está totalmente glorificado: falta a dimensão corporal, que é parte de mim, que me definiu durante minha existência neste mundo.



Na Parusia do Senhor, quando Ele Se manifestar na Sua glória, todo o mundo físico será glorificado e, aí também meu corpo, minha dimensão somática, física, material, será ressuscitada. Então, em corpo e alma eu estarei com o Senhor glorificado ou, ao invés, estarei eternamente distante Dele.



Então, há duas afirmações que é necessário manter unidas se quisermos ser coerentes com a Tradição da Igreja e com os dados da Escritura: 1) após a morte não ficaremos dormindo, mas já ressuscitaremos; 



2) esta ressurreição imediata atinge somente uma dimensão nossa – a alma, núcleo do “eu”; 3) no final dos tempos, também nosso corpo ressuscitará, quando toda a criação será também transfigurada. Nosso corpo não ressuscita logo após a morte, mas somente no final dos tempos, no Dia da Ressurreição, até lá ficará “dormindo” no “sono” da morte!



Alguns teólogos perguntam: como pode existir uma alma separada? É preciso ter cuidado com esta questão! Filosoficamente falando a alma não poderia existir separada do corpo: a alma foi feita para animar o corpo e este só é corpo humano porque animado por uma alma humana. Sem alma, não há corpo humano, mas cadáver humano! 



Mas, isto vale para este mundo! Com a morte, nós saímos deste mundo e, então, não há muito que a filosofia ou a teologia possam falar sobre o Além de modo descritivo. Não podemos descrever nossa situação no pós-morte! Nossa alma subsiste no Além se o corpo de um modo sobrenatural, transfigurada na glória de Cristo! 



Um outro ponto importante a ser tomado em consideração: o modelo do que acontecerá conosco após a morte é Cristo! Ora, entre sua morte e ressurreição, enquanto seu corpo era destruído pela morte, no túmulo, sua alma humana não estava ali, unida ao corpo; não estava morta, apesar de ainda não estar glorificada! 



Então, não é impossível falar numa alma “separada”. Além do mais, a alma não fica propriamente separada: desde o Batismo e pela Eucaristia estamos misteriosa, mas realmente, incorporados em Cristo, no Seu corpo, que é a Igreja; estamos inseridos em Cristo e unidos ao Seu corpo! 



Assim sendo, mesmo antes da ressurreição final do nosso corpo, não somos alma sem corpo algum, separada de toda corporeidade: Estamos no Corpo de Cristo! Como é isto? Não podemos descrever nem imaginar, pois são realidades que pertencem ao mundo futuro! Sabemos disso, no entanto, pela fé naquilo que o Novo Testamento atesta e a contínua Tradição da Igreja ensina.



Quanto ao modo como o corpo ressuscitará no final dos tempos, já vimos nos textos passados; basta dar uma olhadinha. Uma última observação: em Maria, a Virgem, a ressurreição já foi totalmente realizada. Ela – e somente ela entre todos os santos – já está totalmente com Cristo, em corpo e alma, devido à sua singularíssima união com o Cristo!



Ficamos por aqui. Espero que, de modo geral, algumas questões sobre o Além tenham ficado mais claras. Para os irmãos católicos, espero que estes textos os ajudem a ter uma visão mais clara, articulada e madura da fé que professam. Para os não católicos, auguro que sejam oportunidade para conhecer sem preconceitos nem distorções infantis o que crê a Igreja de Cristo.



Fonte:http://sacrificiovivoesanto.wordpress.com/







O corpo, muito mais que uma “casa”







Nosso corpo, desde que nascemos, tem um papel importantíssimo. É por ele e nele que nos comunicamos. Isso se percebe claramente quando nos recordamos de nossa infância ou observamos alguma criança. Ela é, indubitavelmente, aquilo que seu corpo manda: chora se sente fome ou algum desconforto; pula se está alegre; grita se tem vontade etc – os psicanalistas diriam que a criança é puro Id (1).





Depois, quando crescemos, buscamos racionalizar nossas ações e tentamos esconder o que o nosso corpo quer falar, mas muitas vezes ele continua falando à nossa revelia. Por exemplo, às vezes estamos cansados, então nossos amigos nos perguntam: “O que houve com você?” E nós dizemos que não há nada errado. Mas eles logo – porque nos amam e se preocupam conosco – replicam: “Pois parece que algo não está bem, você parece cansada”. Não queremos admitir, mas nosso corpo nos “entrega”.





Torna-se, então, muito importante que cada um de nós se autoconheça, para conseguir decifrar a linguagem do próprio corpo e do dos outros, para cuidar melhor de si e dos outros, e, sobretudo, para não tratar o próprio corpo de maneiras equivocadas e inadequadas, baseadas nos enganos propagados pelo mundo.





Corpo e alma, realidade una








No curso da história, muita coisa se pensou e falou acerca do corpo. Ele foi muitas vezes cultuado – lembra de quando estudamos a história da Grécia, que em Esparta se praticava esportes, muita ginástica para preparar os homens para a guerra? Ao ponto de um portador de necessidades especiais, como o cego ou o paraplégico, não ter direito a sobreviver – e outras tantas foi desprezado, interpretado como uma “vestimenta abjeta da alma”.





Mas o corpo é tão importante quanto a alma, se não fosse assim, não haveria ressurreição da carne, ficaríamos na vida eterna apenas como espírito – “A ressurreição da carne significa que após a morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos corpos mortais (Rm 8,11) readquirirão vida” (Cat, 990). Isso afirma que a divisão entre físico e espiritual é um problema. 





O Catecismo da Igreja Católica ensina que “a pessoa humana, criada à imagem de Deus, é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual (...) Portanto, o homem em sua totalidade é querido por Deus” (362). Ou seja, não é possível separar a alma do corpo, cuidando de um e descuidando do outro; mas, porque ambos são igualmente queridos por Deus, é preciso serem igualmente queridos por nós. É preciso – como se cuida da alma rezando, participando dos sacramentos, tendo relacionamentos saudáveis, lendo bons livros, ouvindo músicas agradáveis, apreciando obras de arte... – cuidar do corpo, alimentando-se bem, fazendo exercícios, vestindo-se adequadamente e tendo uma concepção cristã acerca dele.





Expressão de amor, de gratuidade...








A sociedade em que vivemos – comercial, consumista e descartável – mostra o corpo como uma espécie de reservatório de desejos que devem ser satisfeitos. Essa cultura instrumentaliza o corpo e o idolatra. Quantos de nós fomos sufocados pela “necessidade” de emagrecer ou de “criar músculos” para ser aceitos como belos? E isso não apenas pelos outros, mas por nós mesmos; porque nos disseram – sobretudo os meios de comunicação – que para ser considerada bonita a pessoa deve ser magra, ter um corpinho “sarado” e bronzeado.





Mas o corpo não é uma máquina para seduzir e atrair. É um instrumento de ação sobre o mundo e, sobretudo, um possibilitador da criação de “vínculos de comunhão com os outros” (Cat, 2332). Existe uma estreita interdependência entre o amor e o corpo. Afeto e generosidade são comunicados pelas mãos que se abrem para doar; são sentimentos que se concretizam nas ações.





Possibilidade de doação








Sobretudo na adolescência – quando são produzidas importantes mudanças corporais, o que requer uma reelaboração do esquema corporal por parte do adolescente – percebemos um corpo cheio de potencialidades e, ainda sem muita maturidade para discernir o uso delas, muitas vezes nos deixamos levar pela mentalidade do mundo, que diz que aquilo que se vive no corpo não afeta o psicológico ou o espiritual. Entretanto, como vimos no ensinamento da Igreja, somos um conjunto: as experiências espirituais são vividas no corpo, na matéria, e a matéria leva o que vive para o campo subjetivo.





Disso fica claro o uso que devemos fazer do nosso corpo. Ele é possibilidade de doação, não de vulgarização. O mundo hedonista(2) em que vivemos nos ensina a tirar prazer – muitas vezes egoísticamente – de tudo e de todos, para isso banalizando o próprio corpo. Mas não podemos esquecer que nosso corpo é templo do Espírito Santo, portanto o divino, o sagrado tem morada nele; por isso mesmo não deve ser profanado, utilizado para fins medíocres que desrespeitam a si e/ou aos outros.





É importante dizer que o homem – obra-prima de Deus – é o único ser capaz de dar sentido aos seus atos. Isso quer dizer que pode elevar às alturas suas atitudes, através das escolhas que faz, ou deixá-las no campo mais rasteiro, quando opta pelos prazeres imediatos e ilícitos. O desafio de fazer bom uso do nosso corpo e do corpo dos outros é uma realidade concreta; mas viver de maneira ordenada traz paz e felicidade. Porque, certamente, Deus aposta em nós!





Maria Auristela B. Alves





Notas bibliográficas:


1. A Psicanálise define como estruturas da Personalidade o Id – porção mais instintiva e inconsciente; o Ego – porção que exerce o papel de juiz entre as informações e requisições do Id e do Superego; e o Superego – porção formada pelas leis, normas e regras sociais.


2. O hedonismo é a doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível, princípio e fim da vida moral.





Fonte: Revista Shalom Maná


http://www.comshalom.org/formacao/jovens/o_corpo_muito_mais_que_uma_casa.htm

Ora, se Jesus é o primogênito e nós somos os irmãos, quem é a nossa mãe?






Hoje, quero meditar somente quatro versículos bíblicos, que acredito não foram meditados na íntegra, pelos nossos irmãos de outras religiões, que não são da Igreja Católica Apostólica Romana.





Estava num Retiro Inaciano quando Deus me mostrou através de uma moção interior versículos bíblicos, quando Jesus nos momentos finais de sua vida, recomendou sua mãe ao discípulo que muito amava.





"Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!”(São João 19,26).





“Eis a tua mãe!” A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu. (São João 19,27).





É linda essa passagem, pois mostra o zêlo, a preocupação de Jesus para com a sua mãe. E quis deixá-la aos cuidados daquele que Ele muito amava, que estava ali pertinho e que não podia fazer nada para mudar a situação de sofrimento que Jesus estava vivendo na cruz.





Aliás, ali estavam duas pessoas muito íntimas de Jesus, sofrendo com Ele e somente quem ama pode cuidar direito. Então quando recomendamos algo a alguém que amamos sabemos que nos atenderá. Assim fez Jesus.





A bíblia é vida e tudo nela faz sentido. Tudo tem uma razão de ser e uma coisa liga a outra. Se formos analisar  Romanos 8,29, veremos que esse versículo bíblico confirma o que acima mencionei. veja: "Pois aos que ele conheceu desde sempre, também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos".





Ora, se Jesus é o primogênito e nós somos os irmãos, quem é a nossa mãe? 




Foi isso que o Senhor me disse no Retiro, que Jesus é o primogênito e que nós somos os seus  irmãos. Chorei muito com essa revelação. Senti Jesus na cruz. Senti Maria  ao lado Dele. Senti João ali junto.





Quando Jesus ressuscitou Ele apareceu a Maria Madalena e disse: “Não me segures, pois ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.(São João- 20,17)





Com Maria, conhecemos o verdadeiro exemplo de mãe. Com ela aprendemos a guardar "todas as coisas" no nosso coração. 





Com Nossa Senhora conhecemos a serva fiel e obediente, que aceitou a vontade de Deus, sabendo que poderia ser apedrejada por todos da sua terra, que o marido  José,  a podia rejeitar, que os seus pais a poderiam colocar para fora de casa. 





Mas Maria, como serva de Deus, aceitou o seu pedido. E o Espírito Santo desceu sobre ela e fê-la conceber sem perder a sua virgindade.





Nossa Senhora é modelo de mãe, de esposa, de serva do Senhor. 





Um exemplo de fé. Uma mulher que ouviu, pensou e agiu. E assim, a obra de salvação iniciou.





Quando Jesus entregou sua mãe para João, dizendo: eis aí tua mãe e quando ressuscitou apareceu a Maria Madalena dizendo: Diga aos meus irmãos, que vou para Deus e vosso Deus, para meu pai e vosso pai, ele assim, quis mostrar para toda a humanidade, que Ele foi o primogênito de uma multidão de filhos que Nossa Senhora teve.



Maria não teve outros irmãos, como pensam pessoas de outras religiões. No Catecismo da Igreja Católica há a explicação sobre isso.



A Igreja sempre entendeu que essas passagens não designam outros filhos da Virgem Maria: com efeitos, Tiago e José, ‘irmãos de Jesus’(Mt 13,55), são os filhos de uma Maria discípula de Cristo 697 que significativamente é designada como ‘a outra Maria’(Mt 28,1). Trata-se de parentes próximos de Jesus, consoante uma expressão conhecida do Antigo Testamento698.”(CIC 500)





Portanto, espero que ao ler essa reflexão, você que tinha qualquer espécie de dúvida sobre a mãe de Jesus, não tenha mais."Pois aos que ele conheceu desde sempre, também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho, para que este seja o primogênito numa multidão de irmãos".





Que Deus nos conceda a sabedoria e discernimento espiritual em todas as coisas.


Obrigada Senhor por tudo!





Augusta Moreira dos Santos


Grupo de Oração São Francisco de Assis-VAzante-MG


www.grupodeoracaosaofranciscodeassis.blogspot.com.br