quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A grande cura interior ocorrida na vida de José do Egito






Veja as tribulações ocorridas na vida de José: Ele foi desprezado e abandonado pelos irmãos, depois é vendido como escravo. A esposa daquele que o comprou tentou seduzi-lo para que traísse seu amigo e tivesse com ela relações sexuais e não conseguindo o intento, simula uma situação para que José fosse preso e perdesse tudo.





Mesmo sem perceber a presença de Deus na sua vida naquelas situações angustiantes, Deus estava tomando o controle de tudo. E cada fato, foi necessário, para que José chegasse a administrar o Egito.





Foi necessário ser vendido, como também ser preso.





Olha a generosidade de José e a sabedoria que teve ao observar os acontecimentos na sua vida e perceber que as coisas ruins ocorridas com ele, foram necessárias para alcançar a vitória e exatamente por isso não teve nenhuma mágoa e ressentimento dos seus irmãos. Veja o texto bíblico:





“Entretanto, não vos aflijais, nem vos atormenteis por me terdes vendido a este país, pois foi para conservar-vos a vida que Deus me enviou à vossa frente. De fato este é o segundo ano de fome no país, e durante outros cinco não haverá semeadura nem colheita. 





Deus me enviou à vossa frente para assegurar-vos a sobrevivência no país e preservar-vos as vidas para uma libertação grandiosa. Portanto não fostes vós que me enviastes para cá, mas Deus. Ele me constituiu tutor do faraó, administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito. Voltai depressa para dizer a meu pai: ‘Assim diz teu filho José: Deus me constituiu administrador de todo o Egito. Desce, pois, para junto de mim sem tardar.” (Gênesis 45.5-9).





Meus amados, tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus, não sou eu que falo, é a própria palavra de Deus.





Quantos acontecimentos ruins ocorrem na nossa vida e através deles vem coisas boas para nós e ao invés de saborear a graça, ficamos remoendo e culpando ciclano ou beltrano por aquilo.





Tenho exemplos concretos na minha vida assim, que não vou falar para preservar as outras partes, mas que a príncípio eram ruins e se tornaram maravilhosas para mim, futuramente. Então, é preciso confiar como José e mais ainda não viver do passado e sim olhar para o futuro. 





José teria tudo para ser um homem amargo e ruim para com as pessoas e pagou o mal com o bem e ordenou o passado para o amor.





Hoje, em especial, alguém me contou algo que fizeram de ruim para ela e até disse aquela falsa e, ao olhar para a situação, vi que Jesus foi generosíssimo pois deu algo muito melhor e maior do que ela perdeu. Então, foi necessário a traição da pessoa, pois foi através disso que ela obteve algo melhor.





Se ela for olhar para a traição se sentiria triste, mas tem que ver muito mais além, o que Deus proporcionou através disso para ela, que se não tivesse ocorrido não teria recebido a grande graça.





Então, muitas vezes ficamos com mágoa do irmão e ele está sendo instrumento de Deus para algo melhor para nós e também, nos levar a santidade. É uma benção dupla, meus amados, é preciso aproveitar.





Glória a Deus!





Augusta Moreira dos Santos


Ministério de Pregação e Cura e Libertação









quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não são as pessoas que têm de mudar, quem tem de mudar sou eu.






Na verdade, não são as pessoas que têm de mudar, quem tem de mudar sou eu. Ô Glória. Quando a gente ouve como ouvi hoje, que São Vicente de Paula, tinha vergonha de apresentar o pai às pessoas por ser pobre e depois se tornou o pai dos pobres, eis que maravilha. 





Quando a gente percebe que Francisco de Assis, do mundo de orgias, farras e riquezas se tornou um homem totalmente despojado, um exemplo para humanidade, beijando inclusive os leprosos, limpando suas feridas, ainda tem esperança para cada um de nós.





Quando se ouve o que ouvi hoje, que não é a gente que escolhe um santo como patrono mas sim o santo que nos escolhe para sermos devotos dele. É incrível né? Aí entendi que não fui eu que escolhi Francisco de Assis, mas que ele me escolheu. 





Que maravilha, quando se percebe e se escuta o que escutei de uma fundadora de uma comunidade, que o Senhor foi revelando o seu chamado vocacional, aos poucos, foi revelando por etapas os seus propósitos, aí comecei a entender, a ansiedade em relação a missão.





Quando ouvi o outro dizendo que é necessário a gente sair e evangelizar e ajudar as pessoas, porque com certeza Deus enviará alguém para ajudar a nossa família, então a gente entende que vale a pena.





Fiquei feliz ao ouvir na missa que um Santo, o padre não sabia o nome dele,  que quando o mesmo estava na hora do recreio, no momento de lazer numa quadra e alguém perguntou e se Jesus dissesse que você morreria hoje, o que  faria?  





Os que estavam com ele um disse que iria para a igreja rezar, o outro que ia procurar se reconciliar com alguém e o último disse que iria para casa e o santo disse, pois eu vou continuar aqui, pois esse momento é para a minha diversão, é o meu recreio, e tenho que estar preparado para qualquer hora. Não é o que vou fazer daqui a pouco que vai me salvar mas a minha história de vida.





Lindo, não? 





Então, temos que passar a observar o nosso jeito de ser, verificar as nossas atitudes e exercitar o amor, mesmo nas situações mais difíceis. É necessário ir adquirindo maturidade, não enxergar o cisco no olho do outro enquanto no meu existe uma trave.





Sem exercitar as virtudes, será impossível chegar ao céu, pois lá não chegará ninguém sem santidade.





Augusta Moreira dos Santos


Ministério de Pregação e Cura Interior.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Deus ou investimento de renda fixa?

shalom




Ultimamente, tenho ficado impressionada com uma certa atitude conhecida por alguns como “teoria” ou mesmo “teologia retributiva” no relacionamento com Deus, também entre os católicos. A cada pregação, nos mais diversos locais do Brasil – nos outros países não sinto tão forte este fenômeno – alguém apresenta, de uma forma ou de outra, a seguinte pergunta: “Mas porque aconteceu isso comigo se eu procuro fazer tudo o que Deus quer?” e, a seguir, descreve como vai à missa e reza o terço diariamente, como socorre os pobres, como vai regularmente às reuniões da paróquia, como se confessa uma vez por mês, etc...





 Outros, que enfrentam, como a quase totalidade dos brasileiros, desafios financeiros, colocam as coisas mais claramente: “Mas, porque é que eu estou com dificuldades se eu sou fiel ao dízimo todos os meses? A Bíblia não promete que se eu for fiel ao tributo do templo Deus vai ser fiel a mim?” Há ainda aqueles que, servindo a Deus com alegria e fidelidade na paróquia, grupos, encontros, comunidades, espantam-se e sentem-se inseguros quando morre um parente, a filha solteira engravida, o filho entra na droga, o cônjuge adultera, os familiares abandonam a Igreja: “Mas eu cuidei das coisas de Deus confiando que ele cuidaria das minhas! 





Como é que isso pode ter acontecido?” Ao grupo de decepcionados com as “atitudes” de Deus, somam-se os que exclamam, ressentidos: “Mas eu entreguei toda a minha vida a Deus! Consagrei-me a Ele! Por que Ele não me liberta deste pecado? Por que ainda tenho este vício? Por que ainda convivo com esta fobia? Por que continuo deprimido? O que me falta ainda dar a Deus? Você acha que é minha pouca fé?”





 Cada vez que ouço algo parecido me vem uma lembrança e uma perplexidade. A lembrança é a de Maria, aos pés da cruz de Jesus, sustentada pela caridade que a une ao Filho, pela fé de que Deus é sempre amor e pela esperança da ressurreição que Ele prometera. A perplexidade refere-se ao tipo de formação que talvez alguns tenham recebido. 





Terá ela sido verdadeiramente católica, ou traz resquícios da tal teologia retributiva que reduz nosso relacionamento com Deus ao “daí-e-dar-se-vos-á”, típico de algumas visões não católicas? Será que estamos ensinando que tudo o que damos a Deus e o que “fazemos por Ele” tem como base essencial a gratuidade do amor? 





Será que estamos ensinando que o amor é, por essência, gratuito e que, ao nos entregarmos a Deus, ao servi-lo, ao devolver o tributo, ao nos consagrarmos não temos nenhuma garantia de que as coisas vão ser como queremos ou pensamos que seriam? Será que deixamos claro que Deus, longe de ser um investimento de renda fixa, com retorno garantido, é Amor que corre todos os riscos por nós? Será que ensinamos que Deus não dá nenhuma garantia de retorno como nós pensamos que Ele deveria dar?





 Ou, talvez, estejamos ensinando – e crendo! – que, se eu der dinheiro à paróquia Deus me dará o dobro; se eu servir à Igreja, Deus me servirá; se eu fizer tudo “certinho” Deus vai fazer com que tudo dê “certo” comigo e com os meus; se eu consagrar minha vida a Deus, tenho garantia de libertação e santidade, em uma negociação infindável de fazer inveja ao título mais promissor do mercado...





 Ao olhar a vida dos santos, de Maria e do próprio Jesus, qualquer um ficaria facilmente desencantado com as idéias retributivas que empeçonham a mente de um católico, impedindo-o de ter a mente de Cristo. Tome-se, por exemplo, São Paulo: perseguições, apedrejamentos, naufrágios, falatórios, julgamentos, calúnias, prisões e morte. São Pedro não será muito diferente! Nem Jesus. Nem Maria. Nem Madre Teresa de Calcutá. Nem João Paulo II.





 Alguém tem que voltar a ensinar que o amor a Deus, para ser amor, precisa ser absolutamente gratuito, sem nenhuma garantia de retorno. Pelo menos, não na nossa moeda, não na nossa medida. O “dai e dar-se-vos-á”, a “medida boa, cheia, recalcada, transbordante” são um outro câmbio, uma outra moeda, a moeda do céu, que é sempre amor.


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por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom ,


Comunidade Católica Shalom

Só o amor gera a verdadeira vida




"Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá" (Jo 11,25). Não temos medo da morte porque amamos o Senhor, e é ele quem receberá as nossas vidas na hora da morte. Uma linda canção expressa bem a nossa total dependência do Senhor: "Sei em quem coloquei minha confiança e onde está minha segurança, meu Deus, tesouro meu, Tu és meu Sumo Bem".[5] Os que amam a Deus e seus irmãos, não morrem! "Quem ama seu irmão permanece na luz" (Jo 2, 10).





Teresa de Lisieurx dizia: "Não morro, entro na vida". Somente o amor de Deus em nós pode nos fazer ficar de pé diante da cruz de tantas situações em que temos que morrer diariamente. Quantos de nós precisamos perdoar os mais difíceis, àqueles que estão conosco na vida cotidiana! 





Quantos de nós precisamos morrer amando o marido que está no adultério, na droga, na tristeza do desemprego, na frieza da fé, na doença terminal. Quantos de nós temos que morrer silenciosamente no cuidado de quem sofre com a doença física, psíquica ou espiritual! 





Quantos de nós temos que morrer para não perder a esperança e a alegria, mesmo em meio à saudade de quem partiu assim tão inesperadamente. Só a vida em Deus pode encher de sentido nossos mínimos sacrifícios. Esta é a morte que gera vida. "Ninguém me tira a vida, eu a dou livremente" (Jo 10,18). "Não estamos fadados à tristeza e a viver como os outros que não tem esperança", diz o apóstolo Paulo (cf.1 Ts 4, 13).


por Antonio Marcos 
Missionário na Comunidade Vida Shalom – Fortaleza.    




LOL! - "quem educa seu filho encontrará nele motivo de alegria”,

shalom



LOL! ¹




 “Lol! O pai acabou de sair daqui. As luzes estavam apagadas e as cortinas fechadas, ele nem me viu direito. Foi show pintar as paredes de azul escuro e laranja. Fica tudo na bruma, meu! Só gritou: “Seu Kauê, quero ver o dever feito quando chegar!” Bizarro! Nunca ligou para dever, nunca foi me pegar no colégio, nunca pôs o pé em reunião de pais, nunca saiu comigo e agora quer dar uma de careta! Pô, qual é, bicho? Que foi que te mordeu? Aposto que a mãe te deu aquele livro careta dela prá ler... se é que ‘tu sabe’ ler... só te vi até hoje com a Playboy e olhe lá... 





Isso cheira a perigo! É preciso planejar um contra-ataque. Fácil! Um toque no controle remoto do som “nas alturas”, como ele diz. O jogo que downloadei, cheio de tiros e barulho de carros correndo, cantando pneu, derrapando, freiando... Pronto! Perfeito! Para completar, um clipezinho básico da MTV com acompanhamento fera de guitarra do gatinho aqui e, como toque final, os headphones para fingir que não ouço, caso ele fale comigo. Agora é contagem regressiva: “três... dois... um... fogo!... três... dois... um... fogo!” Ué?!? 





Cadê ele? Sair não saiu, que ainda estava de pijama... Será que coloquei a corrente no trinco? ... Vou deixar a porta só encostada e tentar novamente... Força total, galerinha...”três... dois... um...um... um... “ ué, será que displugou? Já sei! Arrependeu-se porque quis mandar em mim e foi pedir o milk shake. É esperar... Daqui a pouco bate na porta: “Kauê, meu filho, vem tomar teu lanche... É o shake que você gosta... porção especial de calda de chocolate...” Eh, eh... tá no papo...”





 Alguns minutos se passam e, interrompendo sua “diarréia mental” característica, com completa ausência de lógica e de parágrafos, em um verdadeiro atentado ao português, Kauê verifica a área para montar nova estratégia:


 “Melhor abrir um pouco mais a porta. Vai ver ele deixou a bandeja no chão... Nada... Lô! ² O que deu nele? ... Pô, cara, vou ter que fumar o último baseado! Ontem a Nadine acabou com meu estoque! Vá lá... bem que valeu a pena... “ E, após um breve devaneio apaixonado:





“É infalível! Ele sente o cheiro e logo vem, desconfiado, bater na porta, inventar uma desculpa para me tirar do quarto... Tudo pronto: som “nas alturas”, game on, MTV, guitarrinha básica do fera aqui no acompanhamento, fumacê e porta entre-aberta. Contagem regressiva para ele vir se arrastar aos meus pés e nem mais se lembrar de tarefa – ou “dever”, como diz o careta. “Três... dois... um... fogo!”





 “Kauê, Kauê, meu filho!”, bate o pai na porta. “Você quer que peça aquele shake de que você gosta?”


 Vitorioso, Kauê soca o ar, triunfal: “Não responde, Kauê, não responde! Tá na mão! Tá na mão, bicho!”, festeja, aumentando para o volume máximo o amplificador da guitarra, já meio lombrado.


 “Kauê, posso entrar, filho?”, suplica o pai, enfraquecido, ensurdecido pelo barulho infernal, tendo por resposta um acorde esganiçado da guitarra amplificado pelo pedal de distorção.


 “Tá no papo!”, pensa Kauê, tomando uma última, longa, profunda tragada e jogando a fumaça pela fresta da porta apenas encostada, após escorregar no preservativo usado que ficara no chão na noite anterior: lembrança da Nadine. “Paiêêê!”, gritou.





 “Diga, filhao!”, respondeu o pai, animado.





 “Será que a mãe lembrou de comprar as camisinhas no supermercado? Usei a última ontem ...”





 “Não sei, filho, ligue para o celular dela... Kauê... posso entrar?”


 “Não! Agora estou ocupado!”, responde Kauê todo-poderoso em mais esta pequena vitória, enquanto o pai, angustiado, culpado, esmagado, senta-se ao chão, a esperar pacientemente que ele o admita ao quarto, a pensar porque, apesar de todas as suas tentativas de tornar-se amado e amigo do filho, estava agora nesta situação. 





Logo ele, que sempre tivera tudo o que queria e tudo o que os amigos tinham. Logo ele, por quem o pai e a mãe se haviam sacrificado, deixado de viajar, de jantar a dois, de curtir a vida. Logo ele... filho único por decisão dos pais, resolvidos a lhe dar a melhor educação, as melhores roupas, os melhores brinquedos, o melhor som, a TV de 29 polegadas, a guitarra Fender, o computador de última geração... Logo ele!





Encostado, em completa desolação, à parede do corredor, pensou, em um laivo de lucidez:





“Será que tinha razão a minha mãe quando me dizia que “é de menino que se desentorta o pepino”? Será que, como dizia sua “velha”, lhe haviam faltado uns bons “relas”? Ou será que tinha escolhido a escola errada? Será que era melhor telefonar para o Dr. Gutemberg? Podia ser algum distúrbio hormonal... Ou será que era ele quem devia fazer alguma coisa? Mas, fazer o que? Como? Quando? Invadir o quarto? Nem pensar! Tinha de respeitar a individualidade do filho. 





O jeito é conversar, explicar tudo direitinho, com paciência, agüentar grito e xingação para não traumatizar o Kauê, como tinha feito a vida inteira. Não, não iria morrer na praia... Acreditava em dar boas razões, em convencer com bom argumentos, em aguardar que o filho tomasse suas próprias decisões. Tinha sido assim desde suas primeiras semanas..”





E, perdido em seus pensamentos, ali mesmo, sentado ao chão como um verme aprisionado, lembrou-se do Padre Peter, do encontro de jovens, citando a velha Bíblia: “quem educa seu filho encontrará nele motivo de alegria”, enquanto de soslaio avistava sobre o criado mudo do seu quarto, ainda na embalagem plástica, o livro suspeitamente ameaçador do ponto de vista de Kauê: 





“O direito dos pais”, Tânia Zaguri. Cansado, exausto, chorou amargamente enquanto ainda inalava o odor inconfundível da marijuana que também ele “pegara” nos tempos de Woodstock.





¹“Lol”- abreviatura para “Lots of Laughter”, utilizada pelos adolescentes para expressar os mais variados tipos de emoções ou sentimentos.





²“Lô”- aportuguesamento do inglês “low”, que significa “baixo”. Usado para denotar decepção ou negatividade

Fonte:

http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=3070

Confiar no Senhor

shalom




O mundo de hoje marcado por tantos contra valores também recebeu a marca da desconfiança. É difícil confiar nas autoridades, representantes públicos, no outro e o pior, projeta-se, cada vez mais, uma desconfiança do próprio Deus. Isso se deve a decepções, situações traumáticas geradoras do medo de arriscar-se, de lançar-se, de ir ao encontro do outro e de Deus.





Contudo não se deve esquecer que apesar de uma possível ferida nessa área não podemos paralisar nossas ações ou viver acorrentado nesses grilhões da desconfiança. É preciso seguir em frente, descongelar o rio de nosso passado, deixar fruir a caridade que se traduz de forma bela através da confiança. 





Quanto mais amamos a Deus mais descobrimos o quanto Ele é digno de receber com inteireza nossa vida. Confiar demasiado em nós mesmos, em nossas forças, virtudes, dons, etc é um risco que só nos afasta do essencial. Associado à justa estima devido a nós mesmo deve ser claro a compreensão de que somos fracos, limitados e totalmente dependentes do Senhor.





Quando Jesus repreendeu os seus, e trouxe para junto a si as criancinhas, nos deixava um ensinamento eloqüente. É preciso ter um coração de criança para entrar no Reino de Deus e mais, é preciso fazer-se como criança. Aqui, claro, nada relacionado ao infantilismo, próprio das pessoas nesta faixa etária. Aqui trata-se do abandono e da dependência própria da criança.





Jesus mesmo, o Verbo de Deus fez-Se pequenino. Encarnou-se no seio da Virgem Maria. Foi concebido e em tudo, com exceção do pecado viveu como um de nós. Recém nascido viveu sua condição de total abandono e dependência de Deus através de José e Maria que lhe proveu o necessário para que crescesse em estatura e graça. 





O Reino de Deus, que segundo o papa Bento XVI, em seu livro, Jesus de Nazaré é o próprio Cristo requer de quem se dispõe a segui-Lo um coração pequenino, uma atitude de total confiança na sua graça. Deus resiste aos soberbos nos ensina são Tiago e se inclina aos humildes. O arrogante, aquele que é-cheio-de-si não pode descobrir o segredo de uma vida pautada no abandono irrestrito nas mãos do Senhor. 





Jesus tinha esse coração de criança, que em nada é pieguice ou infantilismo, como já fora citado. No Getsêmani quando se encontra diante da vontade do Pai, Jesus une-se de modo perfeito e feliz nesse caminho de cruz e ressurreição. Ele abandona-se inteiramente, sem reservas. E, sabemos que tal atitude não implica ausência de dor ou sofrimento.


Portanto, quem quer seguir Jesus é chamado a lançar fora toda auto-suficiência e a vã ilusão de achar que se basta. 





Esse coração pequeno é forjado em meio às lutas, aos desafios de cada dia, através dos quais somos exercitados a deixar nossas vidas nas mãos de Deus, sem medo do que Ele faça e do que Ele nos peça ou para onde Ele nos envie. Nossa felicidade consiste em tudo fazer a sua santa e soberana vontade, de modo feliz, testemunhando ao mundo que nossa alegria encontra-se no abandono e na confiança em Deus, sem a qual nos relegaria a uma existência pobre, pesada e sem um sentido último.





por Vanderlúcio Souza, Bacharel em filosofia - Comunidade Shalom ,
Comunidade Católica Shalom

Confiar é Amar!






Confiar é Amar!





A confiança é um fruto que nasce de uma experiência de amor do encontro de duas pessoas. Para confiar é preciso se encontrar com o outro. Quando falo do encontro lembro-me das experiências dos encontros de Jesus com tantas pessoas: Maria Madalena, Zaqueu, Bartimeu, Pedro… 





É o encontro que nasce do amor gratuidade capaz de ver a pessoa naquilo que a faz única e irreptível. Um encontro de amor que evoca o melhor do outro a vir para fora. Sim é verdade, o amor é a única força capaz de perceber e intuir o que o outro tem de melhor, aquilo que tantas vezes está escondido e que só quem ama é capaz de perceber.





A confiança nasce dessa relação de encontro de amor. É um encontro que nasce na oficina da vida. Jesus foi encontrando-se com as pessoas no caminho. É na caminhada da nossa existência que vamos nos encontrando com as pessoas. 





Faz-se necessário uma abertura interior e disposição para acolher todos aqueles que a Divina Providência vai colocando do nosso lado: na família, na escola, no grupo, na comunidade, no trabalho, enfim, em todas as situações que vivenciamos.





Para confiar é necessário tempo. Na nossa comunidade, Pe. Jonas usa algumas palavras fortes: “… é necessário sangue, suor e lágrimas”. Não se confia em alguém de forma mágica, é preciso conhecer o outro, dar-se a conhecer. 





É preciso partilha transparência, aceitação das diferenças, acolhimento, paciência. Confiar é uma conquista! Conquista que exige do seu coração abertura. Confiar implica em amar na gratuidade. Ricardo Sá diz que quando o amor é amadurecido aceita a todos. Confiar passa pelo processo de aceitação daquilo que o outro é, mesmo com os seus limites e defeitos.





Talvez você se faça esta pergunta: Como confiar quando nós somos traídos? Sinto que a confiança está muito ligada ao perdão. É preciso coragem para pedir e dar perdão. Jesus nos ensinou no alto da cruz quando pediu ao Pai que perdoasse aqueles que estavam crucificando-o. 





Ele disse: “Eles não sabem o que fazem”. Precisamos ter este olhar de Jesus, que aceita, acolhe e é capaz de ir além da situação, é capaz de ver a pessoa por inteiro. É capaz de recomeçar sempre. Confiar no outro exige de nós uma atitude crescente de recomeçar sempre, mesmo quando eu fui traído, traída. 





Não é coisa fácil, é trabalho interior, exige lucidez diante dos fatos e autodomínio nos sentimentos. É preciso uma séria caminhada de conversão. Tenho feito esta experiência. Não é coisa fácil, mas quando você consegue experimenta-se a liberdade interior. O amor verdadeiramente nos faz livres. Só o amor… Confiar é amar!





Verinha


Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Na ressurreição dos mortos qual a forma do corpo?



Olá!




Muitas pessoas questionam se haverá a ressurreição dos mortos e se realmente é verdade que ressuscitaremos então como será o corpo?






Paulo responde em coríntios todas essas dúvidas.Observe a explicação.





Se os mortos não ressuscitam, então somos testemunhas falsas de Deus, pois estamos testemunhando contra Deus, ao dizermos que Deus ressuscitou a Cristo.(I Coríntios 15,15)





É interessante a forma como Paulo explica sobre a ressurreição dos mortos pois ele cita o exemplo de uma semente que é plantada e nasce uma alface, um tomate, etc, explicando que Deus dá a semente o corpo que lhe é próprio. Assim, Deus fará conosco, dando um corpo próprio após a ressurreição.





E o que você semeia não é o corpo da futura planta que deve nascer, mas simples grão de trigo ou de qualquer outra espécie.A seguir, Deus lhe dá corpo como quer: ele dá a cada uma das sementes o corpo que lhe é próprio.(I Coríntios 15,37-38)





Jesus vai transformar o nosso corpo semelhante ao Dele.Veja:Ele vai transformar nosso corpo miserável, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, graças ao poder que ele possui de submeter a si todas as coisas. (Filipenses 3,21)









Paulo agora, relata mais detalhamente sobre como será os corpos quando da ressurreição dos mortos.





“O mesmo acontece com a ressurreicão dos mortos: o corpo é semeado corruptível, mas ressuscita incorruptível;é semeado desprezível, mas ressuscita glorioso; é semeado na fraqueza, mas ressuscita cheio de força;é semeado corpo animal, mas ressuscita corpo espiritual. Se existe um corpo animal, também existe um corpo espiritual, pois a Escritura diz que Adão, o primeiro homem, tornou-se um ser vivo, mas o último Adão tornou-se espírito que dá a vida.Primeiro, não foi feito o corpo espiritual, mas o animal, e depois o espiritual.O primeiro homem foi tirado da terra e é terrestre; o segundo homem vem do céu.O homem feito da terra foi o modelo dos homens terrestres; o homem do céu é o modelo dos homens celestes.E assim como trouxemos a imagem do homem terrestre, assim também traremos a imagem do homem celeste.Eu lhes digo, irmãos, que a carne e o sangue não podem receber em herança o Reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorruptibilidade.Vou dar a conhecer a vocês um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final. Sim, a trombeta tocará e os mortos ressurgirão incorruptíveis; e nós seremos transformados.De fato, é necessário que este ser corruptível seja revestido da incorruptibilidade, e que este ser mortal seja revestido da imortalidade.Portanto, quando este ser corruptível for revestido da incorruptibilidade e este ser mortal for revestido da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: "A morte foi engolida pela vitória.Morte, onde está a sua vitória? Morte, onde está o seu ferrão?"O ferrão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.(I Coríntios 15,42-56)





Paulo resume tudo dizendo que assim como trouxemos a imagem do homem terrestre, assim também traremos a imagem do homem celeste.





Paulo diz que nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final. Sim, a trombeta tocará e os mortos ressurgirão incorruptíveis; e nós seremos transformados.





É evidente que aqueles que quando chegar o dia do julgamento não tiverem morrido terão que ter um corpo celeste, por isso São Paulo diz que todos seremos transformados, isso porque todos teremos que ter corpos espirituais, já que não mais existirá a morte.








Sim, Deus criou o homem para ser incorruptível e o fez à imagem da sua própria natureza.(Sabedoria 2,23)





Portanto, somos do entendimento de que teremos uma outra imagem e ela será uma imagem celestial e não essa imagem do homem terrestre.





Augusta Moreira dos Santos


Ministério de Pregação e Cura e Libertação.







Várias piadas de Padre Leo reunidas para você!



Vale a pena ouvir as piadas do saudoso Padre Leo





Última Pregação-Padre Leo: Buscai as Coisas do Alto



Veja o vídeo da última pregação de padre Leo: Buscai as Coisas do Alto