domingo, 23 de dezembro de 2012

A Santa Missa Explicada








A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oraçãoImprimire-mail




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A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração 


de que dispõe o católico.






Nos dias de hoje, muitos católicos, ainda não sabem o verdadeiro significado e o valor de uma Santa Missa. 
Alguns vão à Santa Missa apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos pais, na infância. Depois, grande parte deles acaba por abandonar a Igreja por achar uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia.



Evangelizar também é ensinar o verdadeiro sentido dos sacramentos da Igreja. Portanto, aprende a mostrar o sentido da Santa Missa aos teus parentes, familiares, amigos e vizinhos.  Educa os teus filhos na fé!  Fala de Deus com todos! Não tenhas medo nem vergonha!



Entende que Deus realmente está presente na missa e fala directamente connosco. É preciso tornar-se criança no sentido de inocência e humildade para participar bem e aproveitar todas as bênçãos que provém dos céus durante a missa.   



Ao entrar na igreja deixa de lado os teus problemas e preocupação com o mundo e entrega-te totalmente nas mãos de Nosso Senhor.

Porquê ir à Igreja?

O individualismo não tem lugar no Evangelho, pois a Palavra de Deus ensina-nos a viver fraternalmente. O próprio céu é visto como uma multidão em festa e não como indivíduos isolados. A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna Aliança no seu Sangue. A palavra Igreja significa Assembleia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo chamamento de Jesus Cristo.



A Missa foi sempre o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que receberam o mesmo baptismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão. Todos os fiéis formam um só "corpo". São Paulo disse aos cristãos: "Agora não há mais judeu nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher. Pois todos vós sois um só em Cristo Jesus" (Gal 3,28).

Gestos e atitudes
O homem é corpo e alma. Há nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto, tudo é expressão da sua vida. Na Missa fazemos parte de uma Assembleia dos filhos de Deus, que tem como herança o Reino dos Céus. 





Por isso na Celebração Eucarística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. A nossa fé, o nosso amor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da posição do corpo e também do silêncio.



Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à palavra. A Oração não diz respeito apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também corpo. O corpo é a expressão viva da alma.

Significado dos gestos e posições

+ SENTADO: É uma posição cómoda, uma atitude de ficar à vontade para ouvir e meditar, sem pressa.

+ DE PÉ: É uma posição de quem ouve com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer.

+ DE JOELHOS: Posição de adoração a Deus, diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e vinho.

+ GENUFLEXÃO (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos, se ali existir o Sacrário com Jesus. (A lâmpada acesa é sinal da presença de Jesus).

+ INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.

+ MÃOS LEVANTADAS: É atitude dos orantes. Significa súplica e entrega a Deus.

+ MÃOS JUNTAS: Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida.

+ SILÊNCIO: O silêncio ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.

Canto Litúrgico

A liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela leva-nos ao encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade. Portanto, a Missa é mais do que um conjunto de orações: ela é a grande Oração do próprio Jesus, que assume todas as nossas orações individuais e colectivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele.  



O canto na Missa está ao serviço do louvor de Deus e da nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em sintonia com o momento litúrgico que se celebra. 



O canto penitencial deve nos ajudar a pedir perdão de coração arrependido; o canto do Ofertório deve nos ajudar a fazer a nossa entrega a Deus; o canto da Comunhão deve nos colocar em maior intimidade com Deus e expressar a nossa adoração e acção de graças.

O Sacerdote


O Concílio Vaticano II diz que o padre actua "in persona Christ", isto é, em lugar da pessoa de Jesus. O padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os sacramentos, preside ao culto divino e cuida da santificação da comunidade. Como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a Igreja.

As Partes da Celebração:
1.    Entrada e saudação
2.    Acto Penitencial e hino de louvor
3.    Liturgia da Palavra
4.    Profissão de Fé
5.    Oração dos fiéis
6.    Liturgia Eucarística
7.    Rito da comunhão
8.    Ritos finais
9.    Considerações Gerais sobre a Santa Missa
10.    Preparação do altar para a celebração da Santa Missa
11.    As Vestes Litúrgicas 










O significado e o valor de cada parteImprimire-mail




1. Entrada e Saudação



Na entrada a Comunidade recebe o celebrante, ao mesmo tempo que responde: "Eis-me aqui Senhor!", vim para atender o vosso convite, vim para louvar, agradecer, bendizer, adorar e estou inteiramente ao teu dispor.



Na saudação inicial o Sacerdote ou Ministro da Eucaristia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus já se faz presente na celebração, pois Ele mesmo disse: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles".



Livres das preocupações mundanas, neste momento e neste lugar sagrado que é a igreja, o ser humano torna-se iluminado na medida em que se coloca totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os irmãos e com a Santíssima Trindade.



O SINAL DA CRUZ


Vai começar a Celebração. É o nosso encontro com Deus, marcado pelo próprio Cristo. Jesus é o orante máximo que assume a Liturgia oficial da Igreja e consigo a oferece ao Pai. Ele é a cabeça e nós os membros deste corpo. Por isso incorporamo-nos n’Ele para que a nossa vida tenha sentido e a nossa oração seja eficaz.



Durante o canto de entrada, o padre acompanhado dos ministros, dirige-se ao altar. O celebrante faz uma inclinação e depois beija o altar. O beijo tem um endereço: não é propriamente para o mármore ou a madeira do altar, mas para Cristo, que é o centro da nossa piedade.



O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Esta expressão "EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO", tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa acção nas mãos da Santíssima Trindade.

2.    Acto Penitencial
Neste momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos nós temos as nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e Pecador.



O Acto Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração, com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.



Quando no nosso dia-a-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja ela profissional, social ou de lazer, preocupamo-nos com a nossa higiene pessoal e também com a nossa aparência. Quando estamos para participar em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza do nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos aproximarmos de Jesus.



Assim, fazemos um Acto Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador, com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não os cometer mais, suplicamos a misericórdia de Deus e o seu eterno amor, que pela intercessão de Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.



Após recebermos o perdão de Deus, concedido pela sua infinita bondade através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso hino de louvor e glória pela graça recebida.

Atenção: O perdão recebido no Acto Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemo-nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal.  E também não dá a ninguém que não faça a confissão, o direito de participar na Comunhão.   





Este perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos na Santa Eucaristia.   Assumem grave risco aqueles que não tomam estes cuidados, de cometer um pecado maior.

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS

O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária. Louvamos ao Pai e ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de filhos de Deus.

ORAÇÃO

OREMOS,
 é seguido de uma pausa. Este é o momento em que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante este tempo de silêncio cada um faça mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Neste acto de levantar as mãos o celebrante assume e eleva a Deus todas as intenções dos fiéis.
Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

3.    Liturgia da Palavra

Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar que o celebrante dirigir-se à cadeira e se sente primeiro. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus".

A liturgia da Palavra é composta pelas seguintes fases:
1.    Primeira Leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos diz que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.

2.    Salmo: após a Primeira Leitura, vem o "SALMO RESPONSORIAL", é uma resposta à mensagem proclamada para ajudar a Assembleia a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.

3.    Segunda Leitura:
 Epistola - é sempre tirada das Cartas da Pregação dos Apóstolos (Paulo, Tiago, João, etc...) às diversas comunidades e também a nós, cristãos de hoje.

4.    Canto de Aclamação: 
terminada a Segunda Leitura, vem a Monição ao Evangelho, que é um breve comentário convidando e motivando a Assembleia a ouvir o Evangelho. O Canto de Aclamação é uma espécie de aplauso para o Senhor que nos vai falar.

5.    O Evangelho de Jesus,
 segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o tema do dia, toda a Assembleia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar "dividida" com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distracção, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. A Palavra do Senhor é luz para a nossa inteligência, paz para o nosso Espírito e alegria para o nosso coração.

6.    Homilia: é a interpretação de uma profecia ou a explicação de um texto bíblico. A Bíblia não é um livro de sabedoria humana, mas de inspiração divina. Jesus tinha encerrado a sua missão na terra. Havia ensinado o povo e particularmente os discípulos. Tinha morrido e ressuscitado dos mortos. Missão cumprida! Mas a sua obra da Salvação não podia parar, devia continuar até ao fim do mundo. Por isso Jesus passou aos Apóstolos o poder recebido do pai e deu-lhes ordem para que pregassem o Evangelho a todos os povos. O sacerdote é este "homem de Deus". Na homilia ele "actualiza" o que foi dito há dois mil anos e nos diz o que Deus nos quer dizer hoje.



Baseado nas leituras, sempre relacionadas entre sí, o Sacerdote faz a explicação e reflexão do que foi ensinado.  Esta é uma hora muito importante da Santa Missa, pois é quando aprendemos grandes lições de vida e fazemos o firme propósito de as aplicar na nossa vida.   





É também a hora em que podemos entender o poder da Palavra de Deus que nos liberta e faz de nós seus novos apóstolos.



As leituras são escolhidas pela Santa Igreja conforme o tempo que estamos a viver, isto é, de acordo com o Calendário Litúrgico: tempo comum, Advento, Natal, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e para as missas específicas como o Baptismo, a Primeira Comunhão, o Crisma, etc..

4. Profissão de Fé

A comunidade professa a sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e pela liturgia da palavra, confessando crer em toda a doutrina Católica, no perdão dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é a base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai! Com esta atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos a pô-la em prática.

5. Oração dos fiéis


A Comunidade unida num só pensamento e desejo eleva a Deus os seus pedidos e anseios, pedidos colectivos e também pessoais.   As orações podem ser conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos a nossa fé e confiança em Deus que nos falou, colocamos nas Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e colectiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

6.    Liturgia Eucarística

Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor. Inicia-se com as oferendas.  A comunidade oferece os seus sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a transformação.

Procissão das Oferendas

As principais ofertas são o pão e vinho. Esta caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho saem das mãos do homem e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a colecta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo, mas o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus.



Na Missa oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, se mudam no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.



O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para o oferecer do mesmo modo. Põe algumas gotas de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice se torna uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. 



O celebrante lava as mãos: esta purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

Santo

Prefácio é um hino "abertura" que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembleia para elevar os corações a Deus, dizendo "Corações ao alto!" É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.
O final do Prefácio termina com a aclamação Santo, Santo, Santo... é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamo-nos a preparar para receber o Corpo do Senhor.
 


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A Consagração do pão e do vinho,
é o momento mais importante da celebração.



 



Consagração do Pão e Vinho
Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho transformam-se em Corpo e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia, ele pronuncia as palavras "TOMAI TODOS E..."  O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar.
Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu-o aos seus discípulos dizendo: "TOMAI TODOS E...



"FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!" aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.
Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário, e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz.    No silêncio profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está crucificado diante de nós.    Devemos oferecer a Jesus, a nossa vida, as dores, misérias e sofrimentos para ser crucificado junto com Ele, na esperança da Salvação e da vida eterna.    Tudo isto não podemos ver com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.


"Tudo isto é Mistério da fé "


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"EIS O MISTÉRIO DA FÉ" - Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceite por quem crê.

Orações pela Igreja
A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos os membros desta Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.



A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, a sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de Deus. Por isso a comunidade precisa de orar muito por eles.
Rezar pelos mortos é um acto de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos
Finalmente, pedimos por nós mesmos como "povo santo e pecador".

POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO...

Neste acto de louvor o celebrante levanta a Hóstia e o cálice e a assembleia responde amém.

PAI - NOSSO



O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Esta belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos de entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso de estar em "comunhão" com os meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.



O Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante. Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.



A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

FRACÇÃO DO PÃO

O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

CORDEIRO DE DEUS
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o "Cordeiro de Deus". Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

7.    Rito da Comunhão

Jesus agora está vivo e presente sobre o altar.  É presença real no meio de nós e manifesta-se em bondade e amor.
A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.

MODO DE COMUNGAR

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 Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação, partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade.   Agora o seu Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressuscitar dentro de cada um de nós.


É o momento sagrado em que Jesus fala directamente connosco, nos ilumina e dá forças para viver cada vez melhor para podermos reflectir a sua imagem onde quer que estejamos.
Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e acção de graças.

8.    Ritos Finais


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É hora da reflexão final, tudo o que sentimos e vivemos, será completado pela bênção final, pelas mãos do Sacerdote, Deus nos abençoa.


E a Missa termina com a bênção.



Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada momento do nosso dia-a-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada um de nós.



Estamos fortalecidos e prontos para vivenciar a salvação. Vendo o mundo de maneira nova, acolhendo bem a todos os irmãos, praticando a caridade e fraternidade, principalmente com os excluídos deste mundo, os doentes, presos, marginalizados e com aqueles que não conhecem a Jesus, ensinando-os a conhecê-lo.   Só ai a Santa Missa terá o verdadeiro sentido e nos fará caminhar e aproximar-nos cada vez mais da vida eterna.

9. Considerações Gerais sobre a Santa Missa 


A Missa é uma oração, a melhor das orações; a rainha, como dizia São Francisco de Sales.   Nela reza Jesus Cristo, homem-Deus.    Nós temos apenas de nos associar. “O que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo dará”, disse Jesus (Jo 16,23).



São João Crisóstomo disse: durante a Missa as nossas orações apoiam-se sobre a oração de Jesus Cristo. As nossas orações são mais facilmente atendidas, eficazes, porque Jesus Cristo as oferece ao seu eterno Pai em união com a sua.


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Os anjos presentes oram por nós e oferecem a nossa oração a Deus.  É o presente mais agradável que podemos oferecer à Santíssima Trindade.   Cada Missa eleva o nosso lugar no céu e aumenta a nossa felicidade eterna.  Cada vez que olhamos cheios de fé para a Santa Hóstia, ganhamos uma recompensa especial no céu.



Entretanto, se não conhecemos o seu valor e significado e repetimos as orações de maneira mecânica, não receberemos os imensos benefícios que a missa traz.

Reflictamos um pouco mais sobre a forma como participamos na Missa lendo a seguinte história:


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Numa certa cidade, uma bela catedral estava a ser construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e centenas de operários moviam-se por todos os lados para a levantar. Um dia, um visitante ilustre passou para visitar a grande construção. O visitante observou como aqueles trabalhadores passavam, um após o outro, carregando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles. A pergunta foi a mesma para todos. O que estás a fazer?
- Carregando pedras, disse o primeiro. 



- Defendendo o meu pão, respondeu o segundo.
Mas o terceiro respondeu:
- Estou a construindo uma catedral, onde muitos louvarão a Deus, e onde os meus filhos aprenderão o caminho do céu.
Esta história relata que apesar de todos estarem a realizar a mesma tarefa, a maneira de cada um realizar é diferente. Assim igualmente acontece com a Missa. Ela é a mesma para todos, contudo a maneira de participar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:
•    Há os que vão cumprir um preceito;



•    Há os que vão à Missa para fazer os seus pedidos e orações;
•    E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com os seus irmãos.

Resumindo para compreender melhor cada parte da Missa:
•    Na entrada, acto Penitencial, Glória, Oração, nós falamos com Deus.
•    Na Liturgia da Palavra que compreende as duas leituras, o Evangelho, a Homilia (Sermão), Deus fala connosco.
•    A Liturgia Eucarística: Ofertório, Oração Eucarística e a Comunhão é o Coração, o Centro da Missa.
o    No ofertório nós apresentamos as nossas oferendas, o nosso amor, o nosso ser representados pelo pão e vinho.
o    Na oração Eucarística, Jesus consagra as nossas oferendas e leva-nos consigo até Deus.
o    Na comunhão, Deus devolve-nos este Dom.  Ao nos unirmos a Cristo unimo-nos também a todos que estão “em Cristo”, aos outros membros da Igreja.
o    Devemos medir a eficácia das nossas comunhões pela melhoria no nosso modo de ser e agir. (Leituras recomendadas: Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20; I Cor 11,23-29)
•    No Rito final Deus abençoa-nos e Jesus vai connosco para termos uma vida santa, iluminada pelo Espírito Santo.

10. Preparação do altar para celebração da Santa missa


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1.    Altar: representa a mesa que Jesus e os Apóstolos usaram para celebrar a Ceia na Quinta-Feira Santa. O altar representa a mesa da Ceia do Senhor. Lembra também a cruz de Jesus, que foi como um "altar" onde o Senhor ofereceu o Sacrifício da sua própria vida. O altar deve ter o sentido de uma mesa de refeição para celebrar a Ceia do Senhor.
2.    Toalha: lembra a dignidade e o respeito que devem ao altar. Geralmente branca, comprida. Deve ser limpa, condizente com a grandeza da Ceia do Senhor
3.    Sacrário: é onde ficam guardadas as âmbulas com Hóstias Consagradas.
4.    Hostensório: é onde se coloca a Hóstia Consagrada para Adoração dos fiéis.
5.    Lâmpada do Santíssimo acesa: indica Jesus presente no sacrário vivo e real, como está no céu.
6.    Círio Pascal: é uma vela grande, benzida na Vigília Pascal (Sábado Santo). Indica “Cristo Ressuscitado”, “Luz do Mundo”.
7.    Carrilhão (sino): é accionado para maior atenção no momento mais solene da Missa, a Consagração.
8.    Cálice: Nele se deposita o vinho que vai ser transformado em sangue de Jesus. É feito de metal prateado ou dourado.
9.    Patena: é como um pratinho que vai sobre o cálice. Na patena é colocada a Hóstia Grande, do Celebrante.
10.    Sanguíneo: é uma toalhinha comprida, que serve para enxugar o cálice onde esteve o Sangue de Jesus.
11.    Pala: é uma peça quadrada, que serve para cobrir o cálice com o vinho.
12.    Hóstias: as hóstias grandes e pequenas são feitas de trigo puro, sem fermento. A grande, o padre consagra-a para si, é maior para que todos a possam ver.
13.    Âmbula: é igual ao cálice, mas fechada com uma tampa justa. Nela colocam-se as hóstias dos fiéis que depois serão guardadas no sacrário.
14.    Galhetas: são duas jarrinhas que contêm água e vinho. O vinho é para a consagração. A água serve para misturar no vinho antes da consagração, para simbolizar a união da humanidade com a Divindade em Jesus, lavar os dedos do celebrante e purificar o cálice depois da comunhão.
15.    Manustérgio: é para enxugar os dedos do celebrante no Ofertório.
16.    Corporal: é uma toalha branca quadrada, que se coloca no centro no altar. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se a Hóstia consagrada que é o corpo do Senhor.
17.    Missal: é o livro que o padre usa para ler as orações da Missa.
18.    Crucifixo: colocado no centro do altar, para lembrar o sacrifício de Jesus.
19.    Velas acesas: lembra Cristo luz do mundo. A Missa só tem sentido para quem tem fé.
20.    Flores: as flores simbolizam beleza, amor e alegria.

11. As Vestes Litúrgicas



TÚNICA: É um manto geralmente branco, longo, que cobre todo do corpo. Lembra a túnica de Jesus.
ESTOLA: É uma faixa vertical, separada da túnica, a qual desce do pescoço, com duas pontas na frente. A cor varia de acordo com a Liturgia do dia. Há quatro cores na Liturgia: verde, branco, roxo e vermelho. Representa o poder sacerdotal.
CASULA: Vai sobre todas as vestes. A cor também varia conforme a Liturgia do dia.
CÍNGULO: É um cordão que prende a túnica à altura da cintura.

Glossário Geral dos Objectos Litúrgicos

Alguns destes objectos talvez nunca sejam vistos e na verdade nem todos são sempre usados. Outros realmente já caíram em desuso. O importante é perceber o zelo litúrgico que está por trás da confecção destes objectos.
Hoje estão a aparecer novos objectos litúrgicos: microfone, violão, cd, etc. É importante que estes instrumentos sejam dignos de culto.

Para Deus sempre o melhor!

Alfaias: Designam todos os objectos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
Altar: Mesa onde é realizada a Ceia Eucarística. Na liturgia, esta mesa representa o próprio Jesus Cristo.
Ambão: Estante na qual é proclamada a Palavra de Deus.
Alva: Veste litúrgica comum dos ministros ordenados.
Âmbula: Espécie de cálice maior, onde são guardadas as hóstias consagradas. Possui tampa.
Andor: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizado para levar a imagem dos santos nas procissões.
Bacia: Usada com o jarro para as purificações litúrgicas.
Báculo: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está no lugar de Cristo Pastor.
Batina: Durante muito tempo foi a veste oficial dos sacerdotes.
Baptistério: O mesmo que pia baptismal. É onde acontecem os baptizados.
Bursa: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
Caldeirinha: Vasilha para a água-benta.
Cálice: Espécie de taça, utilizada para depositar o vinho que será consagrado.
Campainha: Sino ou sininhos tocados pelo acólito no momento da Consagração.
Capa: Usada pelo sacerdote sobre os ombros durante as procissões, no casamento, no baptismo e bênção do Santíssimo. Também conhecida como CAPA PLUVIAL ou CAPA DE ASPERGES, ou ainda CAPA MAGNA.
Castiçais: Suportes para as velas.
Casula: É a veste própria do sacerdote durante as acções sagradas. É usada sobre a alva e a estola.
Cadeira do celebrante: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir ao culto.
Cibório: O mesmo que âmbula, também conhecido por píxide.
Cíngulo: Cordão utilizado na cintura.
Círio Pascal: Vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: princípio e fim) e o ano em curso. Tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos baptizados. Simboliza  Cristo, luz do mundo.
Colherinha: Usada para colocar uma gota de água no vinho e para colocar incenso no turíbulo.
Conopeu: Cortina colocada na frente do sacrário.
Corporal: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro. Sobre ele é consagrado o pão e o vinho.
Credência: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objectos do culto.
Cruz processional: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
Cruz peitoral: Crucifixo dos bispos.,
Custódia: O mesmo que HOSTENSÓRIO.
Estola: É uma tira de pano colocada no ombro esquerdo, como faixa transversal, pelo diácono, e pendente sobre os ombros pelo presbítero e bispo. É o distintivo dos ministros ordenados. As Estolas são de quatro cores: branca, verde, vermelha e roxa, de acordo com a liturgia.
Galhetas: Recipientes para a água e o vinho durante a Celebração Eucarística.
Genuflexório: Faz parte dos bancos da Igreja.
Hissope: Utilizado para aspergir o povo com água-benta.
Hostensório: Utilizado para expor o Santíssimo, ou para o levar em procissão. Também conhecido como custódia.
Hóstia: Pão Eucarístico. A palavra significa “vítima que será sacrificada”.
Hóstia grande: É a utilizada pelo celebrante. É maior para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
Incenso: Resina de aroma suave. O incenso produz um fumo que sobe aos céus, simbolizando a nossa oração.
Jarro: Usado durante a purificação das mãos do sacerdote.
Lamparina: É a lâmpada do Santíssimo Sacramento.
Leccionários: Livros que contêm as leituras da missa.
Livros litúrgicos: Todos os livros que auxiliam na liturgia: leccionários, missal, rituais, pontifical.
Luneta: Objecto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do hostensório.
Manustérgio: Toalhinha utilizada para enxugar as mãos do sacerdote, depois de as purificar.
Matraca: Instrumento de madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a Semana Santa.
Mitra: Espécie de chapéu alto e pontudo usado pelos bispos. É símbolo do poder espiritual.
Naveta: Recipiente onde é depositado o incenso a ser usado na liturgia. Tem a forma de um pequeno navio.
Pala: Cobertura quadrangular do cálice.
Patena: Um tipo de pratinho sobre o qual são colocadas as hóstias para a celebração.
Píxide: O mesmo que âmbula.
Planeta: O mesmo que CASULA.
Pratinho: Recipiente que sustenta as galhetas.
Relicário: Onde são guardadas as relíquias dos santos.
Sacrário: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
Sanguíneo: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
Solidéu: Pequeno barrete em forma de calota, usada pelos bispos sobre a cabeça.
Teca: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão aos doentes.
Turíbulo: Vaso de metal utilizado para queimar incenso.
Véu do cálice: Pano utilizado para cobrir o cálice, de cor conforme a liturgia do dia.
Véu de ombros: Usado pelo sacerdote ou diácono na bênção do Santíssimo e nas procissões para levar o hostensório. Também é conhecido como VEU UMERAL.
Véu: É aquele paninho usado para cobrir as âmbulas com as hóstias consagradas.




Para Deus, sempre o melhor!



Participar na Missa todos os domingos é dever de todos os cristãos.



As leituras do Antigo Testamento e do Evangelho sucedem-se cada domingo para completar, ao fim de certo tempo, a apresentação das principais partes da palavra de Deus.

Por outro lado, as leituras reservadas para os dias de semana completam as leituras dos domingos. Por isso, embora as Missas diárias não sejam obrigatórias, o cristão deve participar nelas para um melhor entendimento dos textos sagrados.

A Missa é um ritual solene, sim, mas não deve ser um ritual triste. Por certo Deus fica feliz com a nossa participação. Da nossa parte, podemos e devemos demonstrar que também estamos felizes por mais uma oportunidade de render graças e de glorificar o Senhor!


 




A música na Santa MissaImprimire-mail




A música na liturgia da Santa Missa


Algumas fontes para podermos aprofundar o tema: Catecismo da Igreja Católica (CIC), a Liturgia diária, o Missal Romano – neles estão a instrução geral e também as direcções para a música na liturgia.
O dicionário diz: “Liturgia – culto público e oficial instituído por uma Igreja, ritual”. No Catecismo da Igreja Católica – no qual a nossa fé é explicada e detalhada, está escrito: “A palavra 'liturgia' significa originalmente obra pública, serviço da parte do povo e em favor do povo.
Na tradição cristã, ela significa que o povo de Deus toma parte na obra de Deus” (Parágrafo 1069, CIC).


Na maneira de Deus se manifestar há uma liturgia.


A liturgia ajuda-nos a celebrar melhor o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela faz-nos tomar parte do maior mistério, que é a Santa Missa, a qual tem começo, meio e fim.
A Santa Missa é acção de graças por excelência, é a maior das orações. Tudo o que nela acontece – cada resposta, gestos do sacerdote, etc. – quer realizar a nossa santificação e fazer com que vivamos bem este mistério.
Não é só 'importante', mas é dever de cada um de nós participar bem da Celebração Eucarística.


A liturgia não serve para nos 'engessar', mas sim, para nos fazer mergulhar no mistério, amar e sermos santificados nessa celebração.


Os músicos, devem respeitar a cultura do lugar, da região. Não adianta chegar a uma Santa Missa das 7 da manhã com uma banda inteira. 



No número 62 da instrução geral sobre o Missal Romano está escrito assim: “Evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão, considerando sempre que todos têm um único Pai nos Céus e por este motivo são irmãos entre si". Aqui diz muito daquelas pessoas que rezam muito alto durante a Missa, ou cantam alto, ou rezam adiantadas ou atrasadas em relação aos demais. Isto chama a atenção e dispersa-nos da liturgia.


Como é que vivemos de maneira plena aqui na terra a manifestação da nossa fé? Vivendo a Santa Missa!





Os músicos fazem parte da assembleia de fiéis. Por isso, devem promover a participação activa dos fiéis no canto e ter atenção no repertório de acordo com quem está na assembleia. Tudo para que a unidade seja vivida.


 




O silêncio na liturgiaImprimire-mail




O silêncio na liturgia não é espaço vazio


Liturgia, música e beleza.


“A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença”.


Qual a relação entre liturgia e beleza?



- A beleza tem a tarefa de nos despertar a uma outra coisa que não está nela mesma. Diante da beleza o coração enche-se de espera, porque imediatamente nasce a pergunta: Quem é o Artífice, o Criador disto tudo? Então tudo o que é belo pode abrir em nós o desejo da busca do Senhor, a Beleza encarnada.



Na Liturgia a beleza é o próprio motivo pelo qual a celebração se dá: para Deus, com Ele e Nele. Qualquer motivo que não seja este esconde a Beleza presente em vez de a revelar. A participação diária na Santa Missa é a “coroação” de tudo o que acontece naquele dia porque é o Lugar Privilegiado para retomar a consciência ao reconhecimento da presença da Beleza de Cristo.





No contexto da liturgia e da vida espiritual, há como uma perda da sensibilidade para o belo?
- Na experiência de todos nós católicos (sacerdotes, religiosos ou leigos), creio que esta que poderia ser chamada “perda de sensibilidade” é o nosso maior drama. O drama é justamente o ceder ou não ceder à Beleza de Cristo no contexto da vida. O coração deseja esta familiaridade com Aquele que é a própria Beleza, para que repletos da Sua Presença possamos reconhecê-Lo presente em todas as circunstâncias da nossa realidade, para que os nossos olhos possam transbordar para o mundo este que é a Beleza.





Este drama, ou perda de sensibilidade, é fruto da nossa auto-suficiência, desta separação que fazemos das coisas do dia-a-dia e da vida espiritual. A nossa vida quotidiana, a realidade do trabalho, das obrigações, das alegrias, das perdas e dificuldades... ou é diante do Senhor, com o Senhor, tornando-se um pedido quotidiano “Vem, Senhor Jesus”, ou não é vida. 


 




Beleza na liturgiaImprimire-mail




Como cuidar da beleza na liturgia?


 “A Liturgia, por sua vez, só é bela e, portanto, verdadeira quando despojada de qualquer outro motivo que não seja a celebração de Deus, para Ele, por meio Dele, com Ele e Nele.”



A Liturgia deve ser vista como um todo, e não como algo fragmentado, com momentos um pouco mais ou um pouco menos importantes. Não pode ser “atravessada” como um “ritual” já conhecido.





Cada instante da celebração é importante e deve ser acolhido e saboreado, porque cada momento será único, belo e verdadeiro somente se vivido no reconhecimento do Senhor. 



Ao sacerdote cabe colher e revelar a beleza presente nas leituras e no Evangelho, orientando os fiéis apenas para o que é essencial (Cristo), e nunca para qualquer outro “assunto”. Como num todo, as equipes responsáveis pela música e colaboração à Liturgia devem ser igualmente orientadas e acompanhadas para o Essencial.


Outro aspecto muito importante é o silêncio.


A própria Liturgia tem na sua sequência uma série de momentos de silêncio, que não são espaços vazios de tempo, mas espaços de tempo repletos da Presença.
Ao preencher estes momentos com músicas ou palavras supérfluas, encobrimos o Essencial.


 




A Santa Missa explicadaImprimire-mail




 A Missa Explicada


A Missa, ou Celebração Eucarística, é um acto solene com que os católicos celebram o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, recordando a Última Ceia.


A nossa refeição reúne em torno da mesa pessoas os que se querem bem - é um momento de partilha, de confraternização, de amizade.


Há dois mil anos também era assim. E foi uma ceia que Jesus escolheu para reunir os Seus apóstolos durante a Páscoa do ano da Sua morte. Com certeza Jesus queria um ambiente de confraternização e cordialidade para este encontro que, só Ele sabia, seria o último  a reunir o grupo todo.





Normalmente, aquela ceia seguiria o ritual das ceias cultuais judaicas. No início o hospedeiro tomava um pedaço de pão, erguia um palmo acima da mesa e dizia uma breve oração antes de dividir o pão com todos. E na Páscoa, para assegurar as graças divinas, a ceia incluía o sacrifício de um cordeiro.





Mas, desta vez, no início, Jesus tomou o pão, partiu-o e, em vez da oração convencional, disse: “Tomai e comei. Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós”.





Pronunciando aquelas palavras, Jesus punha-Se no lugar do cordeiro sacrificado habitualmente, e os pedaços do pão que distribuía eram o Seu corpo - que brevemente, pelo sacrifício na cruz, seria entregue para a salvação de toda a  humanidade.


No fim da ceia Jesus tomou o cálice com vinho e abençoou-o, dizendo: “Bebei dele todos; isto é o meu sangue, o sangue da Nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão de pecados”.





Ao dizer Nova Aliança (o mesmo que Novo Testamento), Jesus quis demonstrar que não valia mais a Antiga Aliança (ou Antigo Testamento) pela qual Deus havia escolhido apenas Israel para ser o Seu povo. A Nova Aliança estabelecia uma nova relação entre Deus e os homens. Com ela, não apenas Israel mas todos os povos seriam chamados a ser filhos de Deus.





E, para deixar esta mudança marcada no coração dos homens de uma forma especial, Jesus terminou dizendo: “Fazei isto em memória de mim”.


Assim foi instituído o sacramento da Eucaristia, que é o ritual central da Missa e a memória da paixão de Cristo. Neste ritual, através da comunhão mostramos a nossa gratidão por poder partilhar a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo.





O ritual da Missa justamente revive todos os momentos daquela memorável refeição com o mesmo sentido de fraternidade. São quatro partes ou momentos bem distintos.


A primeira parte da Missa, os Ritos Iniciais, marca a chegada e a reunião de todos os convidados em volta da mesa.





Segue-se uma animada conversa entre amigos que se encontram: é a segunda parte, a Liturgia da Palavra, o alimento espiritual, a palavra de Deus - a Boa Nova que Jesus sempre pregava.


A terceira parte é o momento central de toda a ceia - todos vão alimentar-se.                     





É a Liturgia Eucarística, o coração da Missa. Ela revive o mistério pascal de Cristo, isto é, a Sua morte e ressurreição.





Com a consagração feita sobre o altar, a hóstia adquire as propriedades do corpo de Jesus. E como fizeram os apóstolos naquela ceia, os fiéis também tomam o seu alimento sólido (o pão, agora em forma de hóstia), e podem tomar o vinho, o seu alimento líquido (em muitas ocasiões o celebrante imerge a hóstia no cálice de vinho antes de a oferecer ao fiel). 



A Eucaristia recorda este momento de comunhão. Na Eucaristia os fiéis ressurgem com Cristo para uma nova existência.
Encerrando a Ceia, a bênção e a despedida dos Ritos Finais têm o mesmo sentido  da bênção dada por Jesus a seus discípulos após Sua ressurreição: neste momento Jesus enviava-os a apregoar pelo mundo a palavra de Deus.





A primeira parte da Missa também é chamada “Missa dos Catecúmenos” (ou seja, Missa das pessoas que estão a ser preparadas para receber o baptismo).





Os Ritos Iniciais são uma introdução para a Missa que vai ser celebrada. O objectivo é fazer com que os fiéis se preparem para comungar ideias e sentimentos.
Aqui inicia-se uma dupla comunhão: uma comunhão com Deus e uma comunhão com os outros membros da comunidade.





Os Ritos Iniciais são:
» Antífona da Entrada
» Saudação
» Acto Penitencial
» Senhor
» Glória
» Oração do Dia


A Missa começa com a assembleia, de pé, saudando a chegada do celebrante e dos ministros com o Canto de Entrada, o primeiro dos três cânticos tradicionais na liturgia (os outros dois cânticos tradicionais são o Senhor e o Glória).





Chegando ao presbitério, o celebrante e os ministros saúdam o altar e todos fazem o sinal da cruz. É importante notar que a assembleia não se reúne em seu próprio nome, mas em nome da Santíssima Trindade. Fazer o sinal da cruz significa dizer: “Nós nos reunimos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.





Depois da saudação, é usual o celebrante dizer algumas palavras sobre a Missa do dia.





Em seguida, o celebrante convida os fiéis a uma confissão geral e conclui com a absolvição. Aqui não se trata de uma confissão regular, mas apenas de uma forma de os fiéis tomarem consciência da sua condição de pecadores. Na medida em que a pessoa reconhece a sua pequenez, a sua condição de pecador, Deus pode vir-lhe ao encontro com a Sua graça.



Este reconhecimento pode ser feito por uma oração (“eu pecador, me confesso...”) pela leitura de versículos bíblicos (“Tende compaixão de nós, Senhor”) ou por uma ladainha.



 “Senhor”, a ladainha que vem em seguida, é o segundo cântico tradicional na liturgia.
A designação “Senhor” é uma redução de “Senhor, tende piedade”, que em grego se diz Kyrie eleison. Por isso esta parte da Missa também é chamada de Kyrie.



Nesta ladainha “Senhor, tende piedade de nós”, os fiéis aclamam o Senhor e imploram a Sua misericórdia.
Nos domingos fora do Advento e da Quaresma, em solenidades, em festas e celebrações mais solenes os ritos iniciais incluem o Glória, hino cantado ou recitado por todos.



O Glória é uma espécie de salmo composto pela Igreja e representa um solene acto de louvor ao Pai e ao Filho.
O celebrante diz “Oremos” e faz um minuto de silêncio para que todos sintam bem a presença de Deus e formulem interiormente os seus pedidos.
O rito de entrada encerra com a Oração do Dia, ou Colecta, que consiste numa súplica colectiva (daí o nome Colecta) a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.



A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido


Durante as refeições as pessoas conversam, relatam acontecimentos. Toda a conversa é sempre um enriquecimento espiritual, e na Missa também é assim.


A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.





Na Missa, os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída por Jesus há mais de 2.000 anos. Por isso, se as pessoas entenderem o que Jesus e os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que as leituras procuram fazer.

Os actos da Liturgia da Palavra são:
» Primeira Leitura
» Salmo Responsorial
» Segunda Leitura
» Aclamação ao Evangelho
» Evangelho
» Homilia
» Profissão de Fé
» Oração Universal





Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo Pascal a leitura é dos Atos dos Apóstolos). Estes escritos ajudam a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento nos apresenta.





Os fiéis declaram aceitar a Palavra que acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.


A Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas ou dos Actos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.





A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.





Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!” Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.


O Evangelho é, de facto, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados.





Completou-se a leitura dos textos bíblicos (as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com as suas próprias palavras os factos narrados nos textos.
Esta interpretação é a homilia, uma pregação pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.
A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito, e recomendável nos demais dias.





Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé, os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi revelando por Jesus.
Esta declaração é o Credo: “Creio em Deus Pai...”



Os fiéis reafirmaram a sua crença. Então dirigem-se em conjunto a Deus dizendo os seus anseios, necessidades e esperanças através da oração dos Fiéis ou oração Universal que alguém recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam: “Senhor, escutai a nossa prece!”, ou outra.
É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa, etc.





A celebração eucarística é o supremo e mais belo ritual da Missa, reproduzindo com delicadeza o acontecimento central da Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia.





A Missa recorda este momento com o Ofertório, a Oração Eucarística e a Comunhão.


 Os actos da Liturgia Eucarística são:
» Preparação das Oferendas
» Oração sobre as Oferendas
» Oração Eucarística
    Prefácio
    Santo
    Oração Eucarística



» Ritos da Comunhão
    Pai Nosso
    Abraço da Paz
    Fracção do Pão
    Cordeiro de Deus
    Comunhão





Jesus é a Vítima do Sacrifício que se vai realizar sobre o altar. Ali são preparados para o Sacrifício o pão e o vinho, que depois de consagrados se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus. Durante a preparação os fiéis permanecem sentados.





O celebrante vai para a frente do altar e recebe as ofertas trazidas em procissão. Pão e vinho e outras ofertas, frutos do trabalho do homem, são apresentados ao altar simbolizando o oferecimento que os fiéis fazem a Deus das suas vidas, cheios de gratidão por todas as graças recebidas. (Por isso esta parte da Missa também é conhecida como Ofertório.)





Entregues as oferendas, de novo de pé, os fiéis atendem à convocação do celebrante (“Orai, irmãos e irmãs...”) e pedem a Deus que aceite o sacrifício que elas representam: “Receba o Senhor por tuas mãos (as mãos do celebrante) este sacrifício, para glória do Seu nome...”


O acólito derrama um pouco de água sobre os dedos do celebrante enquanto este diz em voz baixa a oração do Lavabo: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado”.





Em seguida, o celebrante toma as oferendas - pão e vinho - e oferece-as a Deus (“Acolhei, ó Deus, as preces dos vossos fiéis...”).





Os fiéis ajoelham-se, o celebrante estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Espírito Santo que os transforme no Corpo e no Sangue de Jesus (“Santificai, pois, estas oferendas...”).
O momento da Consagração é descritivo da Última Ceia. O celebrante relembra e repete os mesmos gestos de Jesus, obedecendo à Sua ordem (“Fazei isto em memória de mim”).





Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.


A Eucaristia é o Sacramento da presença de Jesus ressuscitado.  A assembleia, de pé, reconhece isso, dizendo: “Toda a vez que comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição”.





O celebrante ainda ora pela Igreja Católica e pelas necessidades dela e termina esta parte, elevando o pão e o vinho num gesto de oferenda, com uma oração que resume todo o louvor da Oração Eucarística: "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, toda a honra e toda a glória...".





Os fiéis preparam-se para receber a comunhão, ou seja, preparam-se para receber o Corpo de Cristo e, com este gesto, comungar, partilhar dos mesmos sentimentos de amor e entrega a Deus que Jesus teve quando Se sacrificou por nós. E não pode haver comunhão com Cristo sem haver antes a comunhão entre irmãos.





Todos rezam, então, o Pai Nosso. E rezam com Jesus, falando com Deus pela boca de Seu Filho. Através desta oração, os membros da grande família presente à celebração reconhecem novamente a Deus como Pai e pedem a graça de poderem viver como verdadeiros filhos e de se amarem como verdadeiros irmãos em Cristo.





Paz é fruto da justiça. Paz é fruto da igualdade. Paz é tão necessária como o ar que respiramos. Quando quis dar aos Apóstolos o melhor de Si, Jesus disse-lhes: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”.


O celebrante recorda esse momento e ora pedindo a Jesus que nos dê a mesma paz que Ele ofereceu aos Apóstolos. Os fiéis respondem: “Amém”, e com isto fazem suas as palavras do celebrante.





Os fiéis, que disseram a Jesus que querem viver na Paz de Deus, demonstram esta disposição com o abraço da paz.


Cumprimentam-se com um abraço ou um aperto de mão e um sorriso de cumplicidade e amizade. Afinal, estão todos à mesma mesa e vão tomar, juntos, a mesma Refeição. E só podem entrar em comunhão com Cristo e com Deus se estiverem em paz e em comunhão uns com os outros.





Agora o celebrante prepara-se para distribuir os alimentos consagrados. Parte a grande hóstia sobre a patena e coloca uma parte no cálice com vinho consagrado.


A fracção do pão significa que todos os fiéis vão participar no mesmo Alimento e o gesto de colocar parte da hóstia no cálice simboliza a união do pão e do vinho consagrados: uma vez consagrados, o pão e o vinho formam uma unidade, o Corpo vivo de Cristo, e recordam o mistério da ressurreição.





Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda uma última confissão de humildade na oração do “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”.


O celebrante comunga o Corpo de Cristo. Depois comunga o Sangue de Cristo. Em seguida distribui aos fiéis as hóstias consagradas.





Em ocasiões especiais, ou em pequenas comunidades, a Comunhão pode ser feita sob as duas formas, isto é, o sacerdote mergulha a hóstia no vinho antes de a oferecer ao comungante.


Este é o momento da grande comunhão dos fiéis com Deus, dos fiéis com Cristo, dos fiéis entre si. Os que comem do mesmo Pão passam a formar um só corpo com Cristo e devem ter a mesma disposição que Ele teve em fazer a vontade do Pai: fazer do mundo um reino de justiça e de paz como preparação para a vida eterna.





Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando a sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo, recebe a todos na sua vida e compromete-se a doar-se aos seus irmãos.


Finda a comunhão, enquanto se faz a purificação do cálice e da patena, os fiéis permanecem sentados e o celebrante reza em silêncio. Após um momento de profundo recolhimento, pede a Deus em nome de todos que faça frutificar a eucaristia que os uniu, renovando humildemente o pedido de poder participar plenamente da vida cristã.





A Missa encerra com a Bênção Final e  a exortação da Despedida.


Todos de pé, o celebrante ergue a mão e marca os fiéis com o sinal da cruz pedindo para eles a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo – e a comunidade expressa a sua alegria cantando uma vez mais.


Por fim, a assembleia é despedida. 



O celebrante conclui dizendo: “Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe”, com o mesmo sentido de libertar a assembleia para cumprir a missão que recebeu de levar aos povos a palavra de Deus.


Os convidados para a casa do Senhor saem de coração leve. Não vêem a sua presença na Missa como o cumprimento de um dever - sentem-se felizes e distinguidos porque Deus lhes permitiu participar da Sua refeição.





A Missa oferece um enriquecimento do espírito cristão que os fiéis devem continuar a viver em casa, no trabalho, no lazer.


Os fiéis levam para o seio das suas famílias a vivência da Missa e contribuem para a Missa celebrando a família, que é o alicerce da sua Igreja.





Fonte:http://www.jam.org.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=111&Itemid=246




As diversas faces do demónio – por Frei Elias






“Quem como Deus”, é com este grito que o Arcanjo São Miguel se colocou diante de Lúcifer e o baniu dos céus.





“Há duas manhas que o maligno está a utilizar. Uma é fazer com que os sacerdotes não creiam que ele existe, porque se os próprios pastores, líderes da Igreja, não acreditam na existência dele, é muito fácil dispersar o rebanho deles. A segunda estratégia utilizada por ele, é a das seitas, pois, por meio destas práticas, ele tira a atenção das pessoas de Jesus”.





Afasta-te, Satanás! 





“Quem como Deus”. Este é o grito do Arcanjo Miguel para que todos ouçam: “Quem como Deus?”. Um grito dado no céu em direcção a Lúcifer, o serafim portador da luz que, ao rebelar-se contra Deus, tornou-se Satanás, o derrotado.





Ele é o derrotado porque levou à perdição todos Os anjos que, com ele, se rebelaram. Ele também é o derrotado porque quer, a todo custo, levar-nos também à perdição.





Como será o meu julgamento diante do Senhor? Chego a sonhar com isso! Imagino-me diante de um tribunal onde me sento no banco dos réus e, ali, há um advogado de acusação, que permanece o tempo todo com os olhos fixos em mim. Ele tem uma expressão má. Há maldade no seu olhar.





Ao meu lado está o advogado de defesa: é bom e gentil. Ao abrir-se a porta do tribunal, o juiz entra na sala. Os meus olhos estão sempre fixos neste juiz. O juiz inicia o meu julgamento.





O advogado de acusação começa a dizer: “Eu sou Satanás. O meu objectivo é levar este homem ao inferno. Estou aqui para o acusar”.





É isto o que Satanás fará no dia do nosso julgamento. Ele nos acusará. Ele apontará as nossas fraquezas, erros e misérias. E, enquanto ele faz isto, eu vou ficando envergonhado. Até o meu advogado de defesa fica constrangido, quando percebe Satanás a revelar pecados dos quais eu nem mesmo me lembrava!





Fico inquieto com o silêncio do meu advogado de defesa. Será que só tenho coisas ruins? Será que nada fiz de bom durante a minha vida? E Satanás continua a acusar-me. E termina com grande furor, dizendo: “Este homem merece ir para o inferno!”





Estou a tremer. Imagino o meu destino... Qual será? Então é a vez do meu advogado de defesa. Ele pede para se aproximar da mesa do juiz. Satanás discorda desta atitude. Mas o juiz permite que o meu advogado de defesa se aproxime. Ele aproxima-se do juiz e diz: “Tudo o que Satanás disse a respeito do réu é verdade. Ele traz consigo todas estas acusações”. Daí, eu percebo que o meu advogado de defesa, na verdade, é Jesus Cristo, meu Senhor e Salvador.





Ele dirige-se ao tribunal, dizendo: “Não vou negar nenhuma das acusações feitas ao réu. O salário do pecado é a morte”. Jesus, então, abre os Seus braços, dá um longo suspiro e diz: “Mas eu morri na cruz, para que este homem tivesse a vida eterna. Este homem aceitou-me como seu Senhor e Salvador. Ele é meu. Ele pertence-me. O seu nome está escrito no livro da Vida. E ninguém pode tirá-lo das minhas mãos. Este homem não merece justiça, mas misericórdia”. Após dizer isto, o meu advogado de defesa senta-se ao meu lado.





O juiz, então, erguendo a mão poderosa e batendo com o martelo na mesa, dá o seu veredicto final: “Toda a dívida deste homem já foi paga. Ele está livre! Caso encerrado”.


O advogado de defesa conduz-me até à porta de saída, enquanto eu escuto os gritos do acusador que diz: “Eu não vou desistir de ti! Na próxima vez eu vou vencer!”





Ao sair, pergunto a Jesus: “O Senhor já perdeu algum caso neste tribunal?” E Ele responde amavelmente: “Todos os que recorreram a mim, pedindo que Eu os representasse, obtiveram o mesmo veredicto que tu”. Se tu fores a Jesus, nunca vais perder. A derrota será sempre de Satanás.





Depois disto, pergunto: Por que é que Satanás, mesmo sendo um derrotado, continua a lutar?





Quando estamos ao lado do Senhor, é certa a nossa vitória. Não ficamos ao lado do derrotado. Permanecemos ao lado d'Aquele que é o vencedor, Jesus Cristo.





No entanto, se estamos presos a algum vício, mesmo sabendo quão mau ele é, isto significa que temos uma dependência a este vício. Satanás já está derrotado. Ele é um perdedor. Mas, assim como um dependente, o inimigo não consegue fazer outra coisa a não ser odiar. Ele tem uma dependência ao ódio. Ele não sabe fazer outra coisa a não ser acusar-nos e desejar o nosso mal. O inimigo está completamente vencido. Não devemos ter medo dele. O inimigo é que deve ter medo dos filhos de Deus. 





Santo Agostinho ensina que Satanás é como um cachorro feroz preso por uma corda. Se não te aproximas do território deste cão, ele não te pode morder. Entendes? O mesmo acontece com Satanás: não podes entrar no território dele que são os vícios, o álcool, orgias e coisas assim.





Cada vez que entro no território do inimigo ele consegue dar-me uma dentada. Portanto, não preciso de ter medo de Satanás, mas preciso de ter todo o cuidado. Se eu o seguir e entrar no seu território, com certeza sofrerei as consequências. O inimigo é esperto e gosta de nos enganar. É preciso ter muito cuidado!





Os espíritos malignos trabalham num sistema de cooperação visando a destruição do homem. Isto é muito importante teres em mente: qualquer coisa que o demónio te der, depois ele te cobrará o preço. E o preço será muito alto. Ele não dá nada por amor. Tudo o que ele dá, é por ódio. E tu pagarás o preço, mais tarde, com certeza. Não aceites nada do demónio, mesmo que seja uma cura.





Por que é que Satanás nos odeia tanto? Porque ele não suporta o facto de termos um corpo humano. Ele é um anjo decaído. Um ser espiritual que não suporta a realidade de que, com o nosso corpo, lembramos a segunda pessoa da Santíssima Trindade: Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito carne.





Satanás poderia suportar até mesmo o facto de ser derrotado por Jesus. Mas, o que ele não tolera é o facto de que o homem, com uma natureza inferior, tenha autoridade sobre ele. Isto vemos na Palavra de Deus, quando Jesus dá esta autoridade aos Seus discípulos e envia-os dois a dois. 





Os discípulos alegram-se, quando retornam da sua missão, pelo poder a eles conferido em expulsar demónios. Mas Jesus afirma que a grande alegria deles consiste no facto de que os seus nomes estão escritos no livro da Vida, ou seja, a grande alegria do discípulo consiste na intimidade com o Pai.





Antes de subir ao céu, Jesus ainda afirma para os Seus discípulos que o poder a eles conferido é o de baptizar as pessoas, curar os enfermos e expulsar os demónios. Isto é lindo! Nós somos possuidores desta autoridade - dada pelo próprio Senhor Jesus – sobre os espíritos maus.





Se sofres com o pecado da luxúria, sabe que tens autoridade sobre este espírito maligno. Portanto, exerce esta autoridade! Se o teu problema é a vaidade ou a falta de perdão, também deves fazer uso desta autoridade e, como uma pessoa baptizada, selada pelo Espírito Santo, expulsa este espírito mau.





Reconhece que, mesmo sendo constantemente atacado, tens inúmeras possibilidades para vencer. Basta fazer uso destas inúmeras armas espirituais que o Senhor Jesus nos concede.





Imagina que eu vou lutar contra um lutador de sumô. Ele é mais forte do que eu (bem mais forte!). Diante disto, eu posso desesperar e sentir-me já derrotado... Mas veja: antes que ele me ataque, eu mostro-lhe minha arma e aponto-a na sua direcção. E agora? Quem ficará apavorado? Por mais forte que o meu adversário seja, ele apavora-se diante desta arma. Compreendes?





De que armas estamos a falar? A primeira arma é a Eucaristia. Adora a Jesus no Sacrário. Esta adoração é mais poderosa do que qualquer exorcismo.





A segunda arma é o Sacramento da Reconciliação. Procura a Confissão. O inimigo fica perturbado diante da pronúncia do Nome de Jesus. A Confissão é um sacramento, portanto, um meio muito mais poderoso do que qualquer oração de exorcismo.


Outra arma eficaz é a oração de louvor. Porque nos tempos actuais vemos uma acção tão evidente de Satanás no nosso meio? 





Por causa dos inúmeros grupos de oração, nos quais as pessoas são suscitadas para o louvor. Daí, o inimigo não consegue esconder-se mais. É como o que acontece com um rato que fica escondido na tubulação. Quando deitas água a ferver na tubulação, o rato aparece e sai a correr. O mesmo acontece com o louvor. Quando tu louvas, estás deitar “água a ferver” sobre o inimigo de Deus. Ele não resiste e foge.





E, finalmente, uma arma poderosa é Maria. O demónio tem muito medo dela. Ele não tolera uma vitória vinda pelas mãos de Maria. Ela é uma criatura humana. Portanto, numa condição abaixo da condição angélica. E o inimigo não suporta o facto de que Maria esmaga a sua cabeça. 





Uma coisa importante: num exorcismo, quando mencionamos o nome de Maria, o espírito maligno fica com mais raiva do que quando mencionamos o Nome de Jesus! E a razão é simples: Satanás não suporta uma vitória de Jesus, o Filho de Deus e, muito mais não aguenta, uma vitória vinda pelas mãos de Maria, uma criatura humana, que em tudo fez a vontade do Pai.





Queremos agradecer a Jesus, por nos conceder tantas armas e nos ter dado tão grande poder e autoridade. Muito obrigado, meu Senhor!


Quem como Deus? 


Em Jeremias 33,3 lemos o seguinte: “Clama por mim, que eu te ouvirei e te mostrarei coisas grandiosas e sublimes, que tu não conheces”.





Deus criou o céu e a terra. Ele criou o mundo visível. E também criou o mundo invisível, do qual pertence os anjos. Os anjos são os mensageiros de Deus. A palavra “anjo” significa exactamente isto: mensageiro.





Deus quis nos criar na Sua infinita misericórdia. Ele te quis! Deus ama-te, meu irmão! E isto é o mais importante. Se outros te rejeitaram, fica a saber que o Senhor não te rejeitou.





Vê a beleza da harmonia da criação de Deus. Tudo Ele criou para que nos fosse revelado o Seu grande amor. Nós somos participantes deste mistério da criação de Deus. Podemos encontrar os vestígios da Sabedoria de Deus nas Suas obras. Ele fez tudo isto a partir de um nada. E criou tudo por amor.





Mas veja: a “Nova Era” tem suscitado esta mentalidade neo-pagã, na qual as pessoas "abraçam" uma árvore, colocam-se sob uma pirâmide e acabam por tratar as coisas criadas como se fossem Deus, pois aquilo tem “energia”.





Deus não é uma “energia”. Ele é uma pessoa! O intuito da “Nova Era” é despersonalizar a Deus. O objectivo é tratá-lo como uma “energia”, e não como uma pessoa. Deus é uma pessoa. E Ele veio ao mundo para nos salvar. Ele tem um nome. O nome sobre todo e qualquer outro nome: Jesus Cristo.





E Deus, neste mundo invisível, constituiu aos anjos como este exército celeste colocado a nosso favor para nos proteger. Reconhece que tu não combates sozinho!





Os anjos receberam de Deus três missões: a primeira consiste em adorar constantemente a Deus. A segunda missão é a de executar os desígnios divinos. E a terceira incumbência consiste na protecção dos filhos de Deus. Os anjos protegem-nos bem mais do que qualquer “cerca eléctrica”.





Mas, é claro, esta protecção dos anjos é contra os nossos inimigos espirituais, pois vivemos num constante combate espiritual. Afirma o Salmo 91,11-12: “Pois ele dará ordem aos seus anjos para te guardarem em todos os teus passos. Nas suas mãos te levarão para que o teu pé não tropece em nenhuma pedra”.





Esta revelação sobre os anjos, seres espirituais, tem o seu fundamento na Palavra de Deus. E o Salmo 103,20 revela: “Bendizei o SENHOR, vós, seus anjos, heróis fortes que executais as suas ordens, obedecendo à sua palavra!”





Que maravilha percebermos que os anjos foram enviados por Deus para nossa protecção. Até mesmo as nações têm os seus anjos protectores. Lembremos o Anjo de Portugal nas aparições em Fátima. Mas não é isto que a “Nova Era” quer transmitir. 





Ela quer trazer um ensinamento totalmente deturpado sobre os anjos, diferentemente do que nos ensina a Mãe Igreja. É a nossa oração ao nosso Anjo da Guarda que mantém e sustenta a sua missão de protecção em nossa vida.


No início da criação, havia um anjo muito poderoso, o seu nome era Lúcifer, aquele que “porta a luz”. E que luz era esta? 





A luz de Deus. Ele foi o primeiro entre os serafins. Ele era uma verdadeira maravilha dentro do mundo angélico. Este anjo era uma criatura de Deus. Uma obra-prima entre os demais anjos. E Deus criou este anjo de luz, temível, cheio de autoridade. Assim era este serafim chamado Lúcifer.





Em Ezequiel 28,12-15 lemos: “Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras um modelo perfeito, cheio de sabedoria, a perfeita beleza. No Éden, no jardim de Deus te achavas. De todo o tipo de pedras preciosas era o teu manto: cornalina, topázio, berilo, crisólito, ônix, jaspe, safira, granada e esmeralda. 





Os teus engastes foram trabalhados em ouro, preparados no dia em que foste criado. Com um querubim protector eu te havia colocado; estavas na montanha santa de Deus, faiscando entre pedras de fogo. Eras perfeito na tua conduta desde o dia em que foste criado, até se descobrir em ti a maldade”.





Mas Deus colocou os anjos criados à prova. Ele quis ver se os anjos, de facto, haveriam de corresponder a esta tríplice missão angelical. E Deus, no Seu propósito, decide enviar o Seu amado Filho para encarnar entre os homens, ou seja, Deus assumiria a nossa carne. E esta foi uma prova de obediência para os anjos.





Diante disso, Lúcifer revolta-se. Como poderia Deus unir-se à humanidade, assumindo a sua natureza? O serafim Lúcifer não aceita dobrar-se diante de um homem, pois ele era um ser angélico, espiritual, perfeitíssimo. Ele não aceita isto. E por quê? Por soberba!





S. Tomás de Aquino disse que Lúcifer quis roubar para si a glória pertencente somente a Jesus Cristo. Lúcifer não quis submeter-se ao plano salvífico de Deus, ao Seu plano de amor. O serafim perfeito, reflexo da luz de Deus, não se submete. Ele revolta-se contra Deus.





Também nós somos tentados todos os dias. Quantas vezes dizemos que não aceitamos este ensinamento da Igreja, esta ordem de Deus, porque somos “isto” ou somos “aquilo”?





Hoje Lúcifer já não é o anjo “portador da luz”. Ele perdeu esta luz por causa da sua soberba e desobediência. Hoje ele é o príncipe deste mundo. Ele continua a tentar-te com doutrinas falsas. Ele quer, a qualquer custo, levar-te para o caminho da desobediência, afastando a tua vida do querer de Deus.





Mas, enquanto Lúcifer grita: “Eu não adorarei!”, eis que no Céu surge um outro grito: “Quem como Deus?”. Quem é este que grita e se prostra ante Deus? É Miguel, o arcanjo de Deus. Naquele momento de insubmissão por parte de Lúcifer, eis que se levanta Miguel e se reveste de justiça! E miríades e miríades de anjos são atingidas por este grito de São Miguel: “Quem como Deus?” Este é um brado de submissão, um grito de abandono nas mãos do Pai.





Daniel 10,13-14 diz: “Há vinte e um dias que o chefe do reino da Pérsia combate comigo, mas Miguel, um dos primeiros chefes, veio ajudar-me. Pois eu o deixei lá, enfrentando o rei da Pérsia e vim explicar-te o que vai acontecer ao teu povo nos últimos dias, pois ainda existe uma visão para estes dias”.





Reza comigo: “Eu quero contar com o auxílio de São Miguel Arcanjo para que ele me proteja e à minha família. Que São Miguel e o seu exército de anjos possam combater por mim a meu favor. Eu não quero ceder às falsas doutrinas”.





Em Daniel 12,1 vemos o seguinte: “Naquele dia vai prevalecer Miguel, o grande comandante, sempre de pé ao lado do teu povo. Será hora de grandes apertos, como jamais houve, desde que as nações começaram a existir até ao tempo actual. Só escapará, então, quem for do teu povo, quem tiver o seu nome inscrito no livro”.





São Miguel está ao nosso lado. Ele combate por nós. Diga ao teu irmão: “Tu escaparás!” Sim, é verdade: São Miguel combate a nosso favor e nós escaparemos destes ataques do inimigo, pois o arcanjo do Deus Altíssimo tem lutado a nosso favor.





Na Bíblia o capítulo 12 do livro do Apocalipse, lemos:Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava em dores de parto, atormentada para dar à luz. Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, avermelhado como fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, sete diademas. Com a cauda, varreu a terça parte das estrelas do céu, atirando-as sobre a terra. O Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, pronto para devorar o seu Filho, logo que ela o desse à luz. E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com ceptro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar, para que aí fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão lutou, juntamente com os seus anjos, mas foi derrotado; e eles perderam o seu lugar no céu. Assim foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, que é chamado Diabo e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Ele foi expulso para a terra, e os seus anjos foram expulsos com ele. Ouvi então uma voz forte no céu, proclamando: “Agora realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus, e o poder do seu Cristo. Porque foi expulso o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite perante o nosso Deus. Eles venceram o Dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu próprio testemunho, pois não se apegaram à vida: até se deixaram matar. Por isso, alegra-te, ó céu, e todos os que nele habitais. Mas ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para o meio de vós e está cheio de grande furor; pois sabe que lhe resta pouco tempo”. Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o Dragão começou a perseguir a Mulher que tinha dado à luz o menino. Mas a Mulher recebeu as duas asas da grande águia e voou para o deserto, para o lugar onde é alimentada, por um tempo, dois tempos e meio tempo, bem longe da Serpente. A Serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da Mulher, a fim de a submergir. A terra, porém, veio em socorro da Mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado. Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus. E pôs-se em pé na praia do mar.





Não estamos sozinhos neste combate. Confia nesta realidade. Não tenhas medo! “Quem como Deus?” O Senhor enviou São Miguel para te proteger e à tua família. Crê nisto. São Miguel é o nosso protector. E também é posto por Deus como protector e defensor da Igreja Católica Apostólica Romana





Fonte:http://www.jam.org.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=97&Itemid=232

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Presença do Papa no twitter-Especialista em Comunicação analisa






Na audiência geral desta quarta-feira, 12, Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, o Papa Bento XVI fez sua primeira postagem no twitter.





Segundo o assessor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Padre Antonio Spadaro, a presença do Papa no Twitter incentiva os católicos a estarem presentes no ambiente digital e para ele este é um elemento de reflexão fundamental.





Rádio Vaticano - Qual significado da presença de Bento XVI no Twitter?





Padre Spadaro - Eu entendo esta presença como uma presença normal, hoje é claro que a comunicação não coincide com a simples transmissão de uma mensagem, mas com a partilha desta em redes sociais. E no Magistério de Bento XVI sobre a comunicação este elemento é um elemento chave que deve ser lido muito bem. A Igreja sabe que hoje as mensagens de sentido passam através das redes sociais, que são verdadeiros lugares de sentido, onde as pessoas partilham suas vidas, desejos, impressões, perguntas e respostas. Assim, a presença o Papa no Twitter é uma presença que eu vejo como uma continuidade com a presença do Papa em instrumentos como a rádio, como a decisão de Pio XI de transmitir a mensagem do Evangelho através da Rádio Vaticano. Eu diria que a Igreja sempre foi muito atenta em relação à comunicação, porque o Evangelho deve ser encarnado no tecido comunicativo da história.





Rádio Vaticano - Alguém se referiu ao fato de que algumas pessoas estão usando o Twitter para ofender o Papa, para ofender a fé cristã. O senhor acha que essa iniciativa seja muito arriscada?





Padre Spadaro - Claro que é arriscada, porque significa expor a mensagem do Evangelho. Em todo o caso, isso é essencial. Quem comenta negativamente o fato de que existam várias mensagens polêmicas contra o Papa provavelmente não percebeu que, na verdade elas estão em toda parte na internet, e também nos jornais, e em muitas formas de expressão. Há também algumas perguntas muito interessantes que são feitas ao pontífice. Eu diria que é uma etapa num caminho de crescimento, mas não vejo como problemática. 





Fonte: espaço missionário






quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Pessoas que querem adequar Deus ao seu modo de vida e não adequar sua vida ao modo de Deus









Olá, 


O assunto hoje, é sobre peixes e fico até rindo  porque pescar se tornou divertido para mim. Então, olho para as pessoas e vejo se posso trabalhar a vocação delas. É como se olhasse um surubim, um piau, um bicudo, uma piaba e ontem na missa ri sozinha ao fazer a associação de pessoas com os peixes. 





Serei pescadora de homens! 





Hoje, comi peixe assado e ao comê-lo fui observando o quanto espinho tinha, uns grandes e outros pequenos, além do que o sabor sofria alteração em algumas partes.





Lembrei da passagem bíblica onde Jesus chamou os apóstolos e disse que faria deles pescadores de homens.





Agora, associando a pesca propriamente dita à pesca humana em linguagem figurada, podemos perceber que num determinado dia os discípulos ficaram a noite toda tentando pescar e não conseguiram pegar peixe nenhum, mas quando Jesus chegou disse para eles lançarem a rede do lado direito que ali conseguiriam os peixes e de fato ocorreu o que o mestre falou.





Então, a gente percebe na nossa vida de cristãos, que lutamos muito e não conseguimos pescar as pessoas para Cristo e o fato é que estamos lançando a rede no lugar errado. As vezes o Senhor quer que trabalhemos num determinado ministério e insistimos em trabalhar não naquele que o Senhor nos deu o dom e sim trabalhamos naquele que queremos. E com isso cansamos muito e não saimos do lugar.





Há muitas pessoas certas em lugares errados é essa a principal causa de não terem progresso espiritual e o falo até por mim, que por dependermos de outras pessoas e como elas querem adequar Deus ao seu modo de vida e não adequar sua vida ao modo de Deus, assim, atrapalham até aqueles que querem fazer o bem. 





Enfim, atrapalham a obra por causa do coração duro, impedindo assim de ver com o olhar de Deus e escutar com o ouvido de Jesus.





Mas voltando ao assunto do peixe, há peixes de todas as formas e de todos os gostos, bem como de preços variados.





Assim também, há pessoas de todas as formas, boas, ruins, mais ou menos, cristãs, não cristãs, umas com muita fé e outras com pouca fé. Há aquelas que têm um missão específica, um chamado especial para uma determinada missão e outras o Senhor também quer utilizar delas para algum tipo de projeto.





Gente como a gente, que precisa ser amada, acolhida e que necessita urgentemente do anúncio de Nosso Senhor Jesus Cristo.





Assim quando ao comer tive que tirar os espinhos e tomar cuidado para não engolir nenhum deles, ao pescar pessoas, precisamos prepará-las, como se faz com um peixe até chegar ao ponto de estar pronto para ser utilizado na refeição.





Um peixe quando você pesca e não prepara ele, não tira as tripas, as escamas e tudo o mais e o deixa pra lá, ele com certeza perde e assim ocorre com o Cristão, quando pregamos o amor de Deus para eles, deixamos que sintam o amor, mas não damos a formação devida para continuar na caminhada, ele tende a se afastar.





É preciso que tiremos os espinhos dos nossos irmãos, que trabalhemos os defeitos que ele possui, para que possa ser verdadeiro.





Somente quando o Senhor Jesus for maior que nós, é que irá iniciar o processo de Cura interior na nossa vida e realmente vamos mudar de vida evitando o pecado.





Então, é preciso um carinho e zelo pelas coisas do Senhor e entender que o pai celestial nos reserva grandes coisas, que deixemos Deus agir em nós.





Peçamos irmãos a graças de sermos instrumentos na vida do irmão, que possamos ser ponte que leva as pessoas até Jesus.





Busquemos também, a nossa mudança interior e não tenha medo de pedir ajuda quando for necessário, isso é importante para o nosso amadurecimento espiritual.





Augusta Moreira dos Santos


Grupo de Oração São Francisco de Assis