quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Pobreza Espiritual



Comunidade Católica Shalom


No evangelho de São Lucas, Jesus diz: "Guardai-vos escrupulosamente de toda avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas" (12,13). E logo depois Ele conta a parábola de um homem bastante rico que não tem onde recolher sua plantação. Esse homem, que já tem um celeiro e deseja fazer um celeiro ainda maior - no qual porá todos os seus bens e depois descansará - é chamado por Deus de insensato.


A avareza


Quando começamos a ler essa parábola, encontramos uma palavra muito forte: "escrupulosamente". Jesus aqui está falando de uma idolatria, que se chama avareza. 





E São Paulo vai nos dizer: "Que terrível idolatria é a avareza". Quando Lucas mantém a palavra "escrupulosamente" é porque Jesus está falando de uma coisa muito séria, da qual depende perder ou ganhar a alma, ir para o céu ou para o inferno. 





A idolatria ao dinheiro pode levar o homem ao inferno. E quando falamos em dinheiro, não falamos apenas de dólar, real ou lira, mas daquilo que possuímos, daquilo que temos. E do risco que corremos de entesourar, como esse homem da parábola fez: ele já tinha um celeiro, mas construiu um maior. Ele não pensou em repartir a herança com os pobres. 





Assim somos nós! Eu tenho roupa suficiente, mas se ganho dinheiro, não penso em repartir com os pobres, penso em ter mais roupas, embora eu não precise. Já tenho meu carro, mas se ganho dinheiro, penso em comprar um carro melhor, outro carro; não me passa pela cabeça que aquele dinheiro me foi dado para repartir com os pobres. Porque a idolatria dos bens, do dinheiro, me faz juntar casa a casa, comprar uma casa mais luxuosa, um carro mais luxuoso, uma roupa desnecessária, um móvel desnecessário, uma casa desnecessária.





E o salmo 148 diz: "Quando um homem se torna muito rico, aumenta o luxo de sua casa. Morrendo, ele nada levará consigo e a sua fortuna não descerá com ele aos infernos".





Jesus fala, portanto, de uma questão de salvação. Vejamos o que diz Santa Teresa: "Escutai, vós que desejais possuir riquezas, ter posses: apoiar-se sobre as riquezas é apoiar-se sobre o ferro em brasa". E João Paulo II diz: "Entre as exigências de renúncia que Jesus propõe aos seus discípulos - não é uma opção ou uma escolha, é uma exigência - figura a renúncia aos bens terrenos, e em particular às riquezas". É uma exigência dirigida a todos os cristãos e que se refere ao espírito de pobreza, isto é, o desapego aos bens terrenos, desapego que nos faz ser generosos para reparti-los com os outros.





A avareza, a idolatria dos bens, é oposta ao evangelho. Nós todos deveríamos ter isso na cabeça, porque encontramos muitas desculpas para não nos despojarmos, para não imitar Jesus, para não partilhar os nossos bens.





A pobreza espiritual





São Francisco de Sales diz uma coisa muito interessante: "Quando o fogo do amor está em um coração, todos os móveis voam pela janela". Porque o meu coração se despoja, dá. Você quer saber se o fogo do amor está em seu coração, se você ama a Deus? Abra a janela da sua casa, se os móveis voarem pela janela, é sinal que você ama a Deus; se os móveis continuarem presos ao chão, é sinal que você não ama a Deus.





Quando São Francisco de Sales dizia isso, no século XVI, os móveis eram pesadíssimos, não eram como os nossos hoje que são levíssimos, e até esses ficam pregados.





Muitas vezes eu penso que nós não temos ainda nossa sede própria do Shalom, que nós não trabalhamos ainda com os pobres como deveríamos trabalhar - aliás, não penso, tenho certeza - porque os nossos móveis ainda não voaram pela janela, porque o amor de Deus não é ainda grande no meu coração, a ponto dos meus móveis, carros, carruagens, roupas saírem voando janela afora, eu ainda quero mais. Ainda me apego ao que tenho, e se me derem mais algum dinheiro eu compro mais daquilo que tenho, ou coloco numa poupança que já tenho para garantir meu futuro. E isso garante meu futuro, no inferno.





Outra coisa que João Paulo II ensina: "A pobreza é um compromisso de vida inspirada pela fé e pelo amor a Cristo". Quem inspira a pobreza não são os estatutos, não é o formador ou esse ou aquele santo, não é um pobre que está no meio da rua, não é um livro bonito, é a fé e o amor a Jesus Cristo. O Papa diz mais: "É o Espírito que exige também uma prática. O espírito de pobreza vale para todos e cada um necessita colocá-lo em prática, de acordo com o evangelho". O espírito de pobreza vale para todos!





Quando nos deparamos com a ordem de Jesus: "Guardai-vos escrupulosamente da avareza", ou seja, guardai-vos de ter casa sobre casa, bens sobre bens, celeiros sobre celeiros, às vezes podemos dizer: "Ah, mas eu sou um homem de negócios, tenho de prosperar". O que é, de fato, prosperidade? Qual o espírito capitalista, consumista que te move? Certamente, não é o espírito do evangelho.


O espírito do evangelho não é um espírito capitalista, nem consumista; é um espírito de partilha. Não é também um espírito comunista, nem socialista; é um espírito de partilha, de comunhão de bens. Os bens são divididos e não acumulados ou socializados ou unificados. Partilhados por amor, e não divididos por uma imposição do Estado.





O espírito de partilha do evangelho não é conivente com o capitalismo nem com o socialismo nem com o consumismo nem com o neoliberalismo ou o nome que você quiser dar. O homem nunca encontrou o que está óbvio no evangelho: "A salvação da alma do homem, a salvação da sociedade, a paz da humanidade vem pelo espírito evangélico de partilha". E nós, que somos a comunidade da paz, para promovermos a paz entre os povos, entre as nações, precisamos viver para depois pregar o espírito evangélico de partilha, independente de qualquer sistema econômico.





Precisamos viver independentes do sistema econômico no qual estamos, seja ele qual for. Porque aí poderei ir do Brasil para a África, de Xangai para a Groenlândia, posso ir para Macau ou para Brasília. Onde eu estiver estou livre, seja do comunismo, seja do capitalismo, seja do socialismo, seja do neoliberalismo; sou livre porque vivo a partilha, a comunhão de bens. Vivo a partilha que vem do amor a Jesus.





Cada vez mais precisaremos viver essa pobreza de que fala o Papa, para podermos pregar o evangelho. Se não, seremos como o sepulcro caiado, que por fora é bonito, mas por dentro é cheio de podridão.





O Frei Cantalamessa, baseando-se no pensamento de Santo Agostinho, diz que o espírito de pobreza não se entende quando se tem por base o tempo: "Eu creio que não haja palavra mais urgente para trazer-se presente na vida do que a palavra eternidade". Porque quando digo "eternidade", todos os bens se relativizam. Tudo fica relativo. 





O demônio nos prende a este tempo, a este lugar, a estas pessoas, a estes bens, a estas posses, aqui e agora. Deus nos liberta destes bens, deste mundo, desta vida, destas pessoas para a eternidade. Então, se o meu ponto de vista é a eternidade, minha vida será livre dos bens, não vou ser um idólatra do dinheiro nem das preocupações com os bens, não vou ser um idólatra do ter sempre mais nem deste ou daquele sistema. Vou estar livre, porque quando o meu referencial é a eternidade, tudo se torna ínfimo, tudo se torna muito pequeno.





Você pode se perguntar: "Nestes dias, meu Deus, com o que tenho me preocupado mais: com a eternidade ou com o que vou comer? Com a eternidade ou com o que tenho ganho? Com a eternidade ou com o que tenho que pagar? Com a eternidade ou com o que tenho que vestir?


Santo Agostinho diz: "À luz da eternidade, o rico parece um pobre mendicante, que teve uma noite só um belíssimo sonho; sonha que choveu sobre ele do céu uma grande herança. No sonho, vê-se recoberto de vestes esplendorosas, circundado de peças de ouro e prata, possuidor de campos e vinhas. No seu orgulho, despreza até seu pai, e faz de conta que não o reconhece. Mas eis que pela manhã, este homem levanta-se e se vê com um punhado de moscas nas mãos". O que ele quer dizer? Quando tenho em mira a eternidade, o homem mais rico entre os ricos é como um pobre mendigo, que sonha que ficou rico de repente.





Os celeiros





Em Fortaleza, o Pe. Daniel-Ange falou sobre a pretensão que temos de acumular nos celeiros e que queremos acumular cada vez mais os nossos celeiros, o luxo que queremos aumentar dos móveis que nunca voaram pela janela. O luxo que aumento nos meus carros, o luxo que aumento em minhas roupas, e não partilho com uma criança que está rua. Porque dá trabalho, porque é um viciado, porque hoje dou dinheiro e amanhã e ele volta para a rua. Porque se eu for fazer o serviço bem feito, vou ter de me meter "lá onde Judas perdeu as botas", conhecer a família dele, cuidar da escola dele, isso dá muito trabalho e eu sou muito ocupado!





Na minha Bíblia tem uma parábola que fala que um passa muito apressado porque tem de ir para o Templo, outro passa muito apressado porque vai resolver os seus negócios, e só o samaritano pára e socorre o homem que está no chão. Nós precisamos crescer no amor ao evangelho, na coerência, no chamado à pobreza evangélica, que, como ouvimos João Paulo II dizer, é para todos. É um dever, um compromisso de todos.





Quando Jesus diz: "Guardai-vos escrupulosamente da avareza", Ele está falando de céu ou inferno, de vida eterna ou perdição eterna.





Na mesma passagem de Lucas 12, no versículo 20: "Deus, porém, lhe diz: 'Insensato, nesta mesma noite, ser-te-á reclamada a alma. E as coisas que ajuntaste, de quem serão?' Assim acontece ao homem que entesoura para si mesmo e não é rico para Deus". 





O profeta Isaías fala da pobreza espiritual: "Deus é um refúgio para o fraco, refúgio para o pobre em sua tribulação". Deus não é refúgio para o forte porque o forte não precisa de refúgio. O que pode tudo neste mundo não precisa de refúgio.





Às vezes alguém diz: "Ah, eu tenho cinco apartamentos, doze carros, dez fazendas... mas sou pobre de espírito, porque estou abandonado nas mãos de Deus". Não está! Se você tem cinco apartamentos, doze carros, dez fazendas, não diga que está abandonado nas mãos de Deus, não se iluda! Agora, se você tem isso e reduz ao mínimo que você precisa, e o resto partilha com os pobres, aí você pode seguir Jesus. Se você fica com o que é necessário para viver, e o resto partilha com os pobres, aí você é pobre de espírito.





Se você não restringe o que tem ao necessário para viver, você ainda não será pobre em espírito, porque ainda estará ajuntando bens sobre bens. É preciso coragem de partilhar, coragem de dar, a coragem que vem do amor. É dever nosso, como batizados, viver com o que precisamos, e não ter mais do que precisamos. É dever nosso dar o que não precisamos, partilhar o que não precisamos. Isso é uma graça, a graça da pobreza espiritual, a graça do abandono nas mãos de Deus. Isso é para homens e mulheres convertidos, homens e mulheres de coragem, que vivam o evangelho.





Olha o que diz João Paulo II sobre a pobreza de espírito: "Pobres de espírito são aqueles que, carecendo de bens terrestres, sabem viver com dignidade humana os valores de uma pobreza espiritual rica de Deus. E pobres de espírito são aqueles que, possuindo bens materiais, vivem o desprendimento interior e a partilha de bens com os que sofrem necessidades". 





São Francisco vai mais a fundo: "Muitos há que são devotos na oração, são fortes no culto divino, praticam muito a abstinência, a mortificação corporal, mas por causa de uma única palavra que lhes possa ferir o próprio eu, ou por causa de algum bem que se lhes tire, logo se mostram escandalizados e ficam perturbados. Estes não são pobres de espírito, não odeiam a si mesmos e não amam os que lhe batem na face, segundo o evangelho".





Esse tema da pobreza, para quem é cristão, é sinônimo de muita reflexão, de muita oração, de muita conversão. E o prêmio é a liberdade. A liberdade para evangelizar. Quem não é pobre de espírito, quem ainda é avaro, não tem como pregar o evangelho. É preciso que sejamos livres dos bens da terra a ponto de partilhá-los, e só depois de partilhá-los seremos livres para evangelizar.





Fonte:http://www.comshalom.org/formacao/espiritualidade/pobreza_espiritual.html









Sois semelhantes aos sepulcros caiados








Em Mt 23. 27-28, há a descrição correta de quem eram os fariseus:





“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.” 





Fico a imaginar, será que não somos como esses fariseus? Guardamos tantas máscaras e para cada ocasião usamos uma.





Por exemplo, quando vamos a um velório usamos uma a máscara da tristeza. Fazemos um ar de triste. Numa festa fica estampado no nosso rosto que estamos ali para festejar, etc. Quando chega uma visita posso estar me mordendo de raiva, que faço uma cara de cordial. Enfim, acredito que seja isso, além de querer as vezes demonstrarmos aos outros aquilo que não somos. Isso é ser fariseu. É ser um sepulcro caiado!





Sepulcro é onde se sepulta o corpo dos falecidos, a palavra caiados,  tem a derivação de cal, que se trata de um pó branco que diluído em água se torna um espécie de tinta de baixo custo e sem qualidade, é muito utilizada para pintar paredes e muros, funciona como uma maquiagem temporária, dá aparência de novo e esconde temporariamente as imperfeições, mas dentro de pouco tempo a tinta se desintegra e deixa a mostra as marcas existentes.





Penso que Jesus quis dizer com a expressão sepulcros caiados, que é um sepulcro velho que está cheio de ossos e podridão e recebe por fora uma demão de cal, assim por fora tem aparência de novo, mas isso não modifica em nada sua natureza interior que continua sendo desagradável. Os olhos de Jesus chegam aonde os nossos olhos não são capazes de enxergar, Jesus conhece os corações, os pensamentos, a natureza interior. Jesus quis dizer que aqueles homens fingiam ser bons, mas no fundo estavam deteriorados, seus corações estavam apodrecidos pelo orgulho e soberba e maldade.





Vamos agora ver como Nicodemos, que era um fariseu, se comportava:





“Havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és um Mestre vindo de Deus. Ninguém pode fazer esses milagres que fazes, se Deus não estiver com ele.Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus. 





Nicodemos perguntou-lhe: Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus”.





No retiro inaciano que fiz no início de abril, foi falado muito sobre saborear a palavra de Deus e realmente precisamos fazê-lo, pois ela é alimento espiritual.





Vejam que no primeiro versículo diz que havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, e que era príncipe dos judeus.





Os fariseus, era um grupo de judeus devotos, que observava os mínimos detalhes da Lei (Antigo Testamento), eram apegados as tradições e aos costumes dos antepassados e manipulavam essas leis para seus interesses.





Então, Nicodemos era um dos que mais se destacava entre eles, era da chefia.





Nicodemos era um homem dividido, pois ao contrário daqueles que lhe eram subalternos, ele acreditava em Jesus, só que não tinha coragem de assumir isso perante a corte. Por isso ia ao encontro de Jesus à noite, às escondidas, para que o povo não soubesse o seu posicionamento.





Ele expressou sua fé em Jesus, dizendo que sabia que ele era um mestre vindo de Deus. E Jesus disse para ele que quem não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus.





Jesus não criticou Nicodemos,  não falou que ele estava errado em ir às escondidas vê-lo, não cobrou nenhuma postura de Nicodemos diante dos seus súditos e simplesmente não o fez porque quem ama não cobra. Jesus conhecia Nicodemos.





Quem ama acolhe. Quem ama aceita. Quem ama sabe esperar. Quem ama não pensa nos seus próprios interesses ou em si, porque o amor é paciente, tudo suporta, tudo alcança, tudo crê.





E Jesus tudo suportou mesmo sabendo que os fariseus eram falsos e hipócritas, como ele mesmo os descreveu, mas no caso de Nicodemos, Jesus preferiu ir mostrando a ele, com exemplos, que se pode mudar, ao invés de cobrar.





Adianta, por exemplo, você falar com um alcóolatra para parar de beber, se o organismo dele sente necessidade da bebida? E com o drogado, o que adianta dizer para ele que não deve se drogar, pois é um viciado e só com conselhos de nada adianta.? O que adiantaria Jesus dizer para Nicodemos que ele deveria assumi-lo, largar a posição social, o seu cargo de autoridade e, expor a sua forma de pensar diante daquele povo?





De nada adiantaria, pois Jesus sabia que só o amor é capaz de transformar vidas e o exemplo é capaz de arrastar multidões. E que para Nicodemos largar aquela vida, era necessário ter um encontro pessoal com Jesus. E que não adiantava ninguém falar, era necessário Nicodemos querer mudar e ele quis. E quando a gente quer, quando a gente abre o coração, a gente é capaz de por amor, largar vícios, largar pecados, largar o mundo. Pois o Espírito Santo transforma nossas vidas.





Jesus soube entender Nicodemos, mesmo percebendo que ele estava dividido, entre assumir o seu povo ou assumir o cristinismo, Entre assumir aquela vida de poder e riqueza ou assumir a partilha, assumir a verdade, assumir uma nova postura de ver as coisas. Nicodemos tinha medo desta nova vida, deste novo jeito de viver.





E Jesus vem e diz que só quem nascer de novo poderá ver o REINO DE DEUS.





Fico pensando, que quase todos nós cristãos somos um Nicodemos da vida. Veja bem, somos Nicodemos no nosso trabalho. Somos Nicodemos na nossa família. Somos Nicodemos na própria Igreja. Temos sido Nicodemos no nosso dia a dia, pois temos sido falsos e hipócritas.Somos sepulcros caiados.





Estamos mortos para uma vida espiritual, fingimos até que temos essa vida. Dizemos que amamos. Não temos sido verdadeiros. Amamos, mas não tomamos uma atitude, uma postura de cristãos, ficamos no meio da pinguela e mesmo assim, Jesus tem-nos acolhido.





Como nascer de novo? É preciso nascer da água e do espírito, morrer para o pecado, nascer para uma vida nova em Cristo, é através do novo nascimento ou da regeneração, que Deus concede uma vida espiritual àqueles que resolvem se entregar e confiar em Cristo, para assim, poder entrar Reino de Deus  e discernirmos o que é espiritual, nos separando do apego carnal.





É necessário propor de coração a discernir as coisas espirituais, e para tal nos focar nas coisas de Deus, isso inclui as nossas vontades, pensamentos, emoções, suposições, valores, desejos e propósitos. Isso é estar orientado para as coisas do Espírito e governados por elas. Dessa forma, seremos pessoas nascidas de novo prontas a entrar no Reino de Deus e teremos como nosso Regente o Espírito Santo de Deus.





Nicodemos na sua ingenuidade espiritual, na sua imaturidade espiritual, fez uma pergunta de criança. Mas a gente pode entrar no ventre da mãe e nascer uma segunda vez





Não podemos nascer uma segunda vez de forma humana, mas de forma espiritual podemos nascer uma vez, sim, é como se tivéssemos que nascer de novo, pois  não vou mais pensar no mundo, agir como as pessoas do mundo, viver como as pessoas do mundo. Vou morrer para o pecado e nascer para a vida do espírito.





Nicodemos, pelo acolhimento de Jesus, mudou. Tanto é verdade, que quem pegou o corpo de Jesus, para ser sepultado foi ele. Usou e sua autoridade, de sua influência, para mudar a nossa história e através dele pudemos ter a certeza que Cristo Ressuscitou. Pois se assim ele não tivesse feito, o mestre não teria sido enterrado. E Nicodemos pagou pelas consequências de ter assumido Jesus Cristo.





Portanto, meus irmãos, é essa a mensagem que hoje tirei, que é possível sim nascer de novo e tenho experimentado esse renascimento na minha vida. Sinto que o meu coração é outro, minhas atitudes são outras, minha forma de ver o mundo e as pessoas é outra. O jeito de ler a bíblia é outro. 





Tudo novo dentro de mim. Embora as pessoas não me entendam. E graças a Deus que não. Pois, é bíblico.





Agora, sim, começa o crescimento espiritual na minha vida, pois penso, que assim como nascemos, começamos a engatinhar, a andar, a falar, a estudar, etc, acredito que da mesma forma na vida espiritual.





Sinto que nasci de novo, agora começa a escalada, o caminho para a maturidade espiritual e a liberdade interior.  Com Deus, nosso pai eterno, sei que chegarei lá e quero levar muita gente comigo, quero conquistar corações para Jesus.





Assim, entendo que nascer de novo é morrer para o mundo e viver para Deus e por Deus.





Portanto, somos do entendimento de que assim como Jesus fez com Nicodemos devemos fazer com as pessoas, para que elas deixem de ser sepulcros caiado. 





Augusta Moreira dos Santos

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Deus sempre responde quando o escutamos


Comunidade Católica Shalom




Estou muito feliz de estar aqui e quero contar uma historinha para vocês. Meu pai trabalhou muito aqui no Brasil. Ele vinha para cá, passava um ou dois meses, depois voltava para casa, na França. Ele nos dizia que era um país bonito, grande e sempre nos levava um pequeno presente do Brasil. 





Quando eu tinha mais ou menos sete anos, ele me levou uma camiseta laranja, do Rio de Janeiro, com o desenho do Pão-de-Açúcar. Fiquei tão orgulhosa de receber esse presente que fui para a escola e mostrava a todo mundo minha camiseta do Rio de Janeiro. 





De vez em quando, minha mãe tinha de escondê-la, porque eu queria usá-la sempre. A camiseta acabou ficando pequena demais, mas eu queria continuar a usá-la e puxava para tentar que ela coubesse em mim.





Desde esse presente, eu disse a mim mesma: "Um dia, irei ao Brasil. Quando eu for bem rica, bem grande, casada e com muitos filhos". Um dia, porém, Deus me chamou ao celibato, numa comunidade onde se faz o voto de pobreza. E eu disse "Adeus" ao sonho das viagens ao Brasil. E o que posso dizer hoje é que Deus é fiel. Porque, trinta anos depois, de uma maneira que eu jamais esperaria, Ele me traz aqui. Deus é, realmente, maravilhoso!


O vinho


Quando há desafios e combates, deve-se contar com a oração e o louvor. É precisamente nesse momento que se deve entrar no próprio coração e dizer: "Senhor, é por ti que estou aqui". 





Lembrem-se de Jericó. Havia um combate lá, e o Senhor queria entrar nessa cidade. Então, Ele envia seus soldados e diz-lhes: "Vocês vão dar sete voltas ao redor da cidade, em louvor, proclamando meu nome. No sétimo dia, vou fazer tombarem as muralhas de Jericó e entrarei nessa cidade".





Então, quando você estiver em combate espiritual na sua vida, é certamente esse o momento no qual jamais poderá abandonar a oração e, além disso, não poderá abandonar o louvor. Quando você estiver em combate, repita várias vezes para Deus o seu desejo de vê-lo.





Ontem, aqui, havia uma decoração muito bonita. Havia três jarras. Quando as vi, pensei imediatamente naquela passagem do Evangelho das bodas de Caná. É uma festa de casamento. 





Há uma coisa muito importante na festa: o vinho, que dá alegria ao coração, esquenta, tem sabor, ajuda a dançar. Mas houve uma catástrofe nessa festa em Caná: de repente, percebe-se que não há mais vinho. E é nesse momento, precisamente, que Jesus vai agir.


Essa imagem do casamento é a imagem da nossa vida. 





Nós somos chamados a uma aliança eterna. Cada um de nós é chamado a esse amor de esposa e de esposo. E, na vida de cada um de nós, existem momentos em que não há mais vinho. Nosso casamento perdeu o gosto, tenho dificuldade de amar o outro, tudo ao meu redor se parece desgastado, na minha vida espiritual perdi o gosto, não sinto mais Jesus, e existe o momento quando tudo parece que caiu, foi por água abaixo. É exatamente nesse momento em que precisamos pedir que Jesus venha nos ajudar.





Nossa Senhora não fala muito no Evangelho, talvez por isso seja sempre importante escutar o que ela diz: "Fazei tudo o que Ele vos disser". Tudo o que Jesus disser a você, faça. Exatamente porque os servos obedecem a essa palavra, obedecem a Jesus, podem ter vinho, e um vinho melhor. 





Hoje, na sua vida, Deus quer que haja mais vinho, mais gosto. Hoje, o Senhor quer dar-nos o gosto de viver, de amar, de encontrar os nossos irmãos.


Mas, para fazer o que Jesus nos manda, é preciso antes tê-lo escutado. 





Na África do Sul, em algumas regiões do país há trens, mas não há estações de trem; então, quando as pessoas querem saber se o trem vai passar, colocam o ouvido nos trilhos e sentem a vibração, assim, fazem uma fogueirinha perto do trilho, e essa fogueirinha é o sinal para o maquinista de que ele deve parar. 





Esses que têm o hábito de escutar no trilho sabem muito bem, melhor do que todo mundo, quando o trem vai passar. 





Com Jesus é a mesma coisa, é preciso aprender a escutar e reconhecer que Ele vai passar. Por isso é preciso aprender a ter os ouvidos atentos.





Jesus, hoje, continua a passar como passou nas bodas. Passa aqui no meio de nós e quer entrar em cada coração, quer que você pegue o trem dele, e o seu papel é fazer essa fogueirinha, como um sinal para dizer a Ele: "Estou aqui e quero entrar no teu trem, desejo te acolher logo, desejo que venhas a mim".





Então, não tenha medo de gritar para Jesus, como aquele cego que estava na beira do caminho e gritou: "Tem piedade de mim", ou como Zaqueu, que sobe na árvore e fica tentando ver Jesus de longe; ou como aquele jovem rico que entra apressadamente e ajoelha-se diante de Jesus, ou como aquela mulher que está no meio da multidão e vai agarrar-se à borda do manto de Jesus.





Isso é maravilhoso! Jesus jamais toca uma multidão no Evangelho, toca pessoas, em particular. Isso abre o coração dessas pessoas. O Evangelho conta que nesse dia havia muitas pessoas, e a multidão comprimia Jesus. E lá estava aquela mulher, pequena, tímida, que simplesmente se aproxima e toca o seu manto. Jesus se volta e pergunta: "Mas quem me tocou?" Pedro diz: 





"Presta atenção, Jesus, tu estás cercado de gente. Todo mundo está te tocando". Jesus diz: "Não, uma pessoa me tocou". E começa a se relacionar com essa mulher.





Jesus quer entrar no nosso coração, mas, para que Ele faça isso, é necessário que lhe abramos a porta. Cura d'Ars dizia que estamos como fechados num quarto, e Jesus está fora, com um desejo enorme de entrar, mas o terrível é que você tem a chave da porta, somente você pode abrir a porta do seu coração. O desafio é, verdadeiramente, abrir o coração.





Você pode se aproximar de Deus apenas com um pequeno desejo, como um dedal, ou com um copo bem grande ou com uma grande jarra, mas, se você se aproxima de Deus, Ele vai encher essa jarra, esse copo ou esse dedal.





Fé e confiança


Tenho um amigo africano, ele é protestante, pastor batista, jovem, casado, pai de dois filhos. um dia, saindo do seu trabalho, escutou no coração: "Quero que você seja missionário na França". Ele pensou na sua vida, na sua família, no seu trabalho, e disse: "Olha, Jesus, não é assim tão simples. Depois, o que vou fazer na França, não conheço ninguém lá, e o pior: não falo francês".





Porém, sente que esse apelo de Deus continua e imprime-se nele de uma maneira ainda mais forte. Então fala com sua esposa, e ela concorda em ir. Compram bilhetes somente de ida para a França.





Lourenço chega à França com sua esposa e dois filhos. São acolhidos pela Igreja, mas não dizem uma palavra em francês e não têm como viver. Em dado momento, a Igreja que os acolhia disse: 





"É preciso que vocês consigam uma casa e coloquem as crianças na escola". Foi o que fizeram. Mas, dali a um mês era preciso pagar o aluguel e a escola; no segundo mês, a mesma coisa; no terceiro mês, a mesma coisa. O débito só aumentava.





Ele disse, então: "Senhor, foi mesmo você que me disse para vir à França? Veja todos esse débitos; não compreendo". E começou a duvidar se ouvira, realmente, o chamado de Deus.





Alguns dias depois, escuta bem forte no seu coração: "Lourenço, eu te chamei". E naquele momento encontra a certeza absoluta de que o Senhor o havia chamado. Volta para casa felicíssimo, mas uma "catástrofe" havia acontecido: sua esposa diz que está grávida do terceiro filho. Os gastos, as dívidas vão aumentar. Seria terrível. Eles, então, começam a rezar: 





"Senhor, é necessário que tu nos envies ajuda. Ouvimos tua voz no nosso coração, mas agora queremos evidências". Duas semanas depois, um certo Jonh, da Inglaterra, telefonou para ele, sem conhecê-lo, e disse: "Lourenço, estou com um carro em Genebra e alguém me disse que você precisava de um. O carro é seu".





Lourenço ficou tão feliz que desligou o telefone sem lembrar-se de perguntar, pelo menos, quem era a pessoa. E foi para Genebra. Chega lá numa agência muito bonita e alguém lhe dá chaves de um carro novo. Ele diz: "Não, o senhor deve estar enganado. A chave deve ser de um carro velho". Mas o empregado diz: "Não, o senhor não é o Lourenço? É um carro novo, sete lugares, vidro fumê". E leva-o até o carro, e nesse momento, Lourenço diz: "Ai, meu Deus, não tenho um tostão para botar gasolina no carro". Mas o carro vinha com o tanque cheio.





Lourenço volta para casa como um rei, na sua carruagem. Depois de uma semana, porém, não tinha mais gasolina, e ele não tinha dinheiro. E ele disse: "Senhor, não entendo novamente. Você me dá o carro, mas não tenho dinheiro para colocar gasolina. 





O que você quer me dizer? Talvez Deus queira que eu venda o carro. Mas é um pouco desagradável vender um carro que acabei de ganhar. Vou esperar duas semanas. Depois, ou vendo o carro, ou o Senhor providencia o dinheiro para que eu possa colocar gasolina".





No décimo quarto dia, outra vez o senhor Jonh telefona: "Lourenço, estou realmente arrasado, será que você poderia devolver esse carro? Para não me constranger, vou pagar o valor desse carro que lhe dei". Muitas vezes, é assim que o Senhor age conosco. É preciso esperar a resposta do Senhor. Isso exige que o escutemos verdadeiramente e que confiemos nele até o fim.





Tenho um amigo que diz: "Deus sempre responde com um minuto de atraso". E esse minuto é muito importante, porque é o momento da fé. Lembram-se da travessia do Mar Vermelho? Só depois que o pé do povo pousa na água, o mar se abre. Na nossa vida, muito freqüentemente, acontece a mesma coisa.





Deus é maravilhoso! Ele pode fazer grandes coisas conosco, e necessita somente que tenhamos absoluta confiança nele. Virão os combates e obstáculos, mas Ele abrirá sempre as portas.





A pequena via


Gostaria de falar a vocês sobre Santa Teresinha, aquela que o Papa deu aos jovens como a chama que vai queimar nesse terceiro milênio, como alguém a quem podemos e devemos seguir, porque é muito simples e humilde. É fácil segui-la.


Aos quatro anos, Teresinha perde sua mãe e escolhe Paulina, sua irmã, como sua segunda mamãe. Quando Teresinha tem nove anos, perde sua segunda mamãe: Paulina vai para o Carmelo. Teresa não tem boa saúde, é muito emotiva, chora por tudo. Mas ela tem um desejo. Com seis anos, diz a sua irmã: "Eu quero ser santa. Mas como vou fazer? Sou tão pequena, tão incapaz?" E guarda no coração esse desejo durante vários anos, sem saber como realizá-lo.





Aos quinze anos, entra no noviciado e, certo dia, rezando, compreende como pode tornar-se santa. Escreve para a Madre do Carmelo: "Você sabe, Madre, sempre desejei ser uma santa, mas infelizmente sempre constato, quando me comparo aos santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha cujo cume se perde no céu e um pequeno grão de areia. Porém, em vez de me desencorajar, digo a mim mesma: não seria possível que o Senhor me desse um desejo irrealizável. 





Assim, apesar da minha pequenez, posso aspirar à santidade. Crescer é impossível, então devo me suportar do jeito que sou, com todas as minhas imperfeições. Vou procurar a maneira de ir para o céu através de uma pequena via, bem curta, completamente nova... 





Estamos num século cheio de invenções, e hoje em dia não se sobe mais muitos andares de escada; os ricos têm elevadores. Quero também um elevador para me levar até Jesus, porque sou muito pequenina para subir a escada rude e difícil da perfeição".


Nesse momento, Teresinha descobre algo magnífico: ser santa não significa fazer as coisas pela força do braço e tentar tornar-se grande, mas ao contrário, tornar-se pequenina, como uma criancinha nos braços da sua mamãe. E colocar-se nos braços de Jesus que é capaz de nos levantar ao Pai.





Então, não queiram avançar à força do próprio braço, mas sem cessar perguntem: "Senhor, o que tu queres?" e, ao ouvir a voz de Deus, simplesmente se coloquem nas mãos dele para que Ele mesmo eleve vocês a essa santidade.





Teresa percebe que no dia-a-dia não é tão fácil ser santa. E cada um de nós, na nossa vida, nos damos conta do mesmo. Um dia, no coro, a irmã que estava ao seu lado rangia os dentes e a que estava do outro lado, cantava desafinada. 





Imagine que você faz quatro orações da Liturgia das Horas por dia, e a pessoa que está ao seu lado canta desentoada, é uma coisa muito desagradável. Mas Teresinha percebe muito rapidamente que Jesus a chama a amar exatamente aquelas que estão ao lado dela e a desagradam. A ser santa no seu cotidiano. Não fazendo coisas extraordinárias, mas fazendo coisas comuns de maneiras extraordinárias, com amor.


A paz


Nesses dias, temos ouvido muito falar de guerra, e vocês têm a graça de estar num país em que isto não existe, mas que também não está longe. Hoje, 54 países estão em guerra. Talvez olhemos essa situação de longe, mas eu, um dia, estive no coração de uma e compreendi, naquele momento, que ela começava dentro do coração de cada um de nós.





Morei dez anos na África e, nos cinco últimos anos, estive no Congo, um país sempre revolucionado por todas as questões étnicas e sempre há guerra de alguém contra alguém.





Um dia, a guerra tornou-se mais intensa. Estávamos na rua e começamos a ver as milícias correrem em todas as direções, com suas metralhadoras. Os tanques começaram a sair e, em duas horas, a cidade estava completamente silenciosa. Todos haviam voltado para casa. E todos deixavam uma arma ao alcance da mão.





O tiroteio aumentou e, à noite, viam-se as bombas passarem para um lado e para o outro. Essa pequena casa da comunidade onde eu estava ficava bem no meio das duas regiões em guerra. Lá não existe água dentro da casa; é preciso ir a uma torneira pública ou poço; não há geladeira, simplesmente uns leitos e algumas cadeiras e mesas, o teto é muito frágil, os tiros de metralhadora poderiam ultrapassá-lo.





De manhã, eu tinha muita sede, tinha vontade de ir buscar água, mas havia tantos tiroteios que levaria uma hora para caminhar dez metros. Uma bomba atingiu a casa ao lado, que foi pelos ares. Durante uma hora, fiquei sem poder sair e gritava ao Senhor no meu coração: "Senhor, não é possível essa violência!", e pedia um texto que pudesse me confortar, porque estava sozinha. Peguei minha Bíblia e li: "Se alguém matar seu irmão, não entrará no Reino do Céu". 





Em torno de mim, havia muitas pessoas mortas, e a minha oração foi muito forte ao Senhor por todos aqueles que ao redor de mim faziam a guerra. Depois voltei à Palavra, e havia algo escrito que eu nunca tinha prestado atenção: "Se alguém se encoleriza contra seu irmão, não entrará no Reino do Céu; se alguém disser ao seu irmão: imbecil, não entrará no Reino do Céu".


Em torno de mim, havia todo aquele ambiente de guerra, e eu achava que isso dizia respeito aos outros, no entanto, eu estava em cólera, eu poderia tratar o outro como imbecil. Então, na Bíblia, a palavra é a mesma tanto para aqueles que matam o irmão como para aqueles que se encolerizam ou tratam seu irmão como imbecil. 





Nenhum entrará no Reino do Céu. E isso diz respeito a cada um de nós. Essa guerra interior do amor pelo outro.





Fonte:http://www.comshalom.org/formacao/espiritualidade/deus_responde.html

Parusia: Segunda vinda de Cristo






A Igreja tem acompanhado com fé e esperança, ao longo de sua história, a Parusia (Segunda vinda de Cristo) que é proclamada diariamente nas celebrações litúrgicas, logo após o Pai Nosso, quando o celebrante inicia com: “Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz... enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador”. E ainda durante a Oração Eucarística: “Toda vez que se come deste pão e se bebe deste vinho se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando sua volta!”





No início do cristianismo, esta esperança permaneceu, desde o dia da ascensão, quando o anjo proclamou para os que assistiam: “Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Este Jesus, que vos foi arrebatado para o céu, há de vir do mesmo modo como vistes partir”. (At 1,11).





Sendo assim, toda aquela geração, inclusive Paulo, estava certa de que viveriam este momento único. Os Tessalonicenses recusaram-se a trabalhar e a fazerem projetos futuros esperando a qualquer momento o “fim do mundo”. Paulo em II Ts 2,3 adverte-os alertando que antes do fim deve advir a ‘apostasia’ (perca da fé). O Espírito Santo acompanhou a todos os iluminando para que, enquanto aguardavam o reencontro com o mestre, procurassem viver na fé, buscando a conversão através de obediência aos Seus ensinamentos.





Oravam, vigiavam e anunciavam a Boa Nova, sempre esperando conforme afirma Ap 22,20: “Vem, Senhor Jesus!”. Depois disto, muitos foram os homens que, desconhecendo a Palavra de Deus, foram além, chegando a fixar datas para este acontecimento colocando, na maioria das vezes, o medo, o pavor, evidenciando a grande tribulação, mostrando interesse no aspecto humano e não no espiritual que seria o de preparar cada um, individualmente, evangelizando-os, formando-os para que fortalecidos na fé, enxerguem o essencial que vem depois, por que “Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face.





Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido”. (I Cor 13,12). Esta preocupação em marcar datas vai contra a palavra de Deus, onde o próprio Jesus diz que: “Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai”. (Mt 24,36).





São Lucas narra em seu Evangelho que haverá sinais precursores que acompanharão o “Dia do Senhor”, como alguns fenômenos naturais, celestes e terrestres. “Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. 





As próprias forças dos céus serão abaladas” (Lc 21,25-26). Em II Tm 3,1-7 “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te! Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade...”





Será que reconhecemos, no tempo atual, alguma semelhança com estas revelações?





A palavra de Deus nos fala de vários sinais e Jesus afirma que “... o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (Mc 13,31).


Por tudo isso, precisamos ficar em alerta, orando e vigiando, pois não sabemos quando será o momento, embora o aguardamos para estarmos na Jerusalém Celeste, onde teremos uma vida de comunhão com Deus (Ap 22,4), de descanso (Ap 21,4), de santidade (Ap 21, 27), de gozo (Ap 21,4), então obteremos o pleno conhecimento (I Cor 13,12) na Glória Eterna (II Cor 4,17). Como então não desejarmos este momento no qual alcançaremos o fim a que fomos destinados?





Nesta espera, cabe a nós o esforço para vivermos o chamado maior. Entre a ascensão de Jesus e o último dia situa-se o tempo da Igreja e é nele que nos colocaremos tendo a consciência de que o testemunho não se dá só por palavras. Este também é um grande sinal do segundo Advento, o viver em comunidade na fidelidade a Jesus. Estes tempos finais experimentados pelos cristãos decididos e corajosos, hão de nos conduzir para Deus, através da obediência que nos chama a perseverar “na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42) indo sempre em busca do chamado vivido pela igreja primitiva: a pregação do Evangelho em todo o mundo. “E esta uma boa nova do reino será pregada em toda a Terra, em testemunho a todo o mundo. E então virá o fim”. (Mt 24,14)





Queremos a salvação de todos, Ele quer a todos dar o conhecimento do seu Evangelho, embora nem todos o aceitem, quer dar a cada um a possibilidade de ser salvo.





A Igreja, isto é, cada um de nós, procura difundir o Evangelho esperando, com o coração cheio da mais pura alegria, confiante na Palavra do Senhor onde diz: “Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério” (II Tm 4,1-5). Essa é a nossa missão, esse é o nosso chamado preparemo-nos para receber o Senhor que vem: “Vem, Senhor Jesus” (Ap 22,20).





Tânia de Fátima E. Mota 


Professora da Escola Bíblica-COT


Fonte:http://www.fimdostempos.net/parusia-2vinda.html

Chega de Mamadeira Espiritual.








A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo, de novo necessitais que alguém vos ensine os primeiros rudimentos das palavras de Deus. Tendes necessidade de leite em lugar de alimento sólido. (Hebreus 5,12)





Conheço muita gente na igreja que está tomando leite, na maior felicidade, sem compreender ainda, que precisa de maturidade. Vive como uma criança sendo servida o tempo todo e quando não é, coitado daqueles que estão à sua volta.





O triste, meus irmãos é que essas pessoas não percebem que agem assim, talvez você seja uma delas e Deus queira te tocar neste momento com sua palavra.





Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. (Hebreus 5,13)





É triste isso, né? Saber que somos crianças, ao passo que já deveríamos estar tendo maturidade espiritual e insistimos em continuar na imaturidade.





Precisamos enfrentar o nosso interior.





Como criancinhas recém-nascidas, desejai o leite legítimo e puro que vos vai fazer crescer na salvação. (I São Pedro 2,2).





Você está disposto a crescer? A tomar o alimento sólido? Então, vamos tentar, né? Por exemplo, a única maneira de enfrentar as mentiras é enfrentando a verdade. Não há cura enquanto não enfrentarmos a verdade. 





O Espírito Santo que habita em cada um de nós nos conduzirá a toda verdade. “Se você não for honesto e não enfrentar a verdade tratar com a raiz do problema, você vai buscar mecanismos para esconder seu problema, como: drogas, álcool, sexo, mentira, enganos, dependência afetiva, bajulação, etc,





A bíblia de pouco tempo para cá se tornou o alimento mais gostoso na minha vida.





A palavra de Deus se tornou tão prazerosa para mim, ao ponto de indagar para mim mesma, como não vi isso antes, como não entendi a preciosidade que é a palavra de Deus? Pois te falo que não entendia por causa do pecado e o pecado nos cega. Meus irmãos o óbvio, não é visto por nós, exatamente porque não admitimos os nossos erros.





Percebi que o Senhor só abre o nosso entendimento para a palavra quando de fato desejamos viver ela na íntegra. Isso ocorreu com apóstolos, depois de tantos erros, negações, dúvidas, egoísmo, imaturidade, o Senhor abriu o entendimento deles para a palavra após ser elevado aos céus.





Somos eternos errantes, porque temos vários mecanismos de defesa da velha natureza. Para não termos que enfrentar a verdade essa velha natureza caída destrói certos mecanismos de defesa para se proteger contra a ansiedade e o medo. Protegemo-nos e enganamos a nós mesmos a fim de que não tenhamos que mudar.





Vamos citar um dos mecanismos de defesa que utilizamos sempre, que é a projeção,   Ele é o pior de todos, avançamos um pouco mais no engano, culpamos os outros pelos nossos problemas. 





Projetamos-nos outros os nossos defeitos. Dizemos que o problema é deles. Finalmente culpamos a Deus. Transferimos nossos problemas para alguém, achamos um bode expiatório. Para andar com Deus precisamos aprender a andar na verdade.





Precisamos descobrir qual o ponto da necessidade específica, perceber qual é o verdadeiro problema a fim de tratarmos com ele. Não podemos confessar a Deus o que não reconhecemos para nós mesmos. 





Precisamos nos enfrentar. Chega de Mamadeira espiritual.





Por isso Deus tem dado sabedoria àqueles que nos pastoreiam fazendo acompanhamentos, para não falar a você o que deve ser feito e sim você é que deve descobrir, pois não adianta ninguém te dizer que você está errado, pois não acreditará, devido a cegueira e a surdez espiritual, pois no íntimo me recuso a escutar e a fazer o que é o correto.





Na Palavra diz que todo aquele que permanece em Deus não continua pecando, e todo aquele que continua pecando mostra que não o viu, nem o conheceu.





Ficava indagando, porque senti o amor de Deus e ainda continuo na mesmice?  mascarando a minha vida, não tendo a coragem de falar às pessoas aquilo que sinto e com medo de magoá-las? porque não somos como Jesus? Vivendo na verdade? E questionava aquele versículo, vivereis a verdade e a verdade vos libertará.





Então meus queridos, comecei a observar e notei que na Igreja a mentira estava se proliferando, as pessoas por não terem coragem de assumir uma atitude, uma decisão, preferiram justificar para a gente com uma mentira e te digo que alguns até passaram a viver a mentira como se fosse uma verdade.





E, em  alguns, as mentiras eram tão evidentes, que  ficava a imaginar como conseguiam mentir descaradamente. Pensam que somos bobos? Pois te digo, somos bobos de ter deixado o mundo nos enganar, somos bobos de ter criado nossas famílias na mentira, somos bobos de ter trabalhado na mentira, somos ainda mais bobos de viver na Igreja uma mentira.





Assim, viajando pelo labirinto do meu interior descobri que a gente coloca "chifre na cabeça de cavalo". Aquilo que parecia impossível torna-se uma das coisas mais fáceis quando se quer viver a verdade. 





Fico a pensar, que há pessoas que fazem as coisas erradas, julgando que estão fazendo certo.





Quando perguntaram para Jesus é correto pagar o imposto?Jesus disse para dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.





Há aqueles que dão prejuízos, se tornando um fardo para o irmão, porque não entenderam essa palavra.





Há muitos que julgam que estão prestando culto ao Senhor e não cumprem a palavra de Deus na íntegra, por isso seu entendimento está obscurecido, não pode enxergar o óbvio.





Sereis expulsos das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos matar, julgará estar prestando culto a Deus. (São João 16,2)





Quantos, meus irmãos, julgando estar prestando culto a Deus, fazem coisas erradas, fecham as portas para o irmão, não dá a oportunidade dele utilizar a ferramenta que Deus colocou nas mãos dele, por ciúme, por inveja, por egoísmo e sequer percebe isso.





O triste, é que não percebem. Estão ali na Igreja, com boa intenção, fazendo o bem, mas não abriu o entendimento, não abriu os olhos, porque ainda não teve a cura interior. Sofrem um auto-grau de rejeição e para suprir essa rejeição, servem-se de Deus ao invés de servir a Ele.





Pessoas ungidas, cheia dos dons, pessoas maravilhosas, que poderiam fazer um bem imenso à comunidade e no entanto travam a cura, quando insiste em tomar mamadeira espiritual. Não deixa a palavra encarnar na sua vida. E o demônio faz a festa.





Há espaço para todo mundo. Nestes mais de vinte anos de caminhada, o que mais vi na Igreja, foi os irmãos tirando a vez do outro, como se Igreja fosse competição.





Vou afastar ciclano ou beltrano porque ele é perigoso para mim. Tudo isso é o inconsciente da pessoa que faz isso, é o mecanismo de defesa.





Ninguém é culpado. Precisa de Cura. Precisa perceber onde está o erro. Se você não enfrentar o seu interior não será curado.





Ainda não vive a verdade. Deus nos convida a desejar a cura, para que ele possa vir nos curar.





Saiba você que Deus coloca situações no nosso cotidiano para que a gente possa experimentar a sua misericórdia e ouso dizer que nos últimos tempos as decisões mais difíceis tomadas por mim, quando me voltei para o nosso Pai Celestial, elas se resolveram num piscar de olhos.  





A dificuldade está tão somente quando queremos nos enganar. Quando enganamos a nós mesmos, a tendência é sermos mentirosos diante de Deus. E não  há como ele mostrar a luz no meio da treva. Então, por isso sofremos muito, pois passamos a viver na escuridão.





Citei alguns exemplos publicamente de uma pessoa, que para mim era elogio que estava fazendo, por uma superação, mas para o entendimento dela foi uma humilhação, por não ter passado pela cura interior e não recebeu a liberdade.





Quero dizer que a maioria dos servos quando estão para chegar à fase de maturidade espiritual, eles travam e muitos largam a comunidade ou fazem o que já passou nessa fase sair. Mesmo porque quem está passando pela maturidade espiritual ele não quer viver no engano e na mentira e aí ele tem que decidir ou agradar aos homens ou agradar a Deus.





Já me deparei com situações que fui julgada por pessoas pelo fato de ter falado uma coisa e feito outra e descoberto que maliciosamente no inconsciente da outra parte não relatou os fatos da forma como ocorreram. Essa é uma realidade que acontece todos os dias nas comunidades.





Mas te digo que a pessoa fica sofrendo, pois, é uma prisioneira e a gente, quando vai consultar o Senhor e vê que agiu de acordo com a vontade dele, fica tranqüila e em paz, não sofre.





Mesmo que digam que você é mentirosa, mesmo que você perca algo, mesmo que perca aquilo que é o que você gosta de fazer, mas chega o momento que ou você vive a verdade ou vive a verdade. Pois não dá para entrar no céu vivendo a mentira e nem se fazendo de coitadinho, porque Deus nos conhece.





Que Deus nos conceda a graça de conhecer o nosso interior e de buscar ajuda para a cura desses males que tanto nos afetam, para assim chegarmos à maturidade espiritual e liberdade interior.





Augusta Moreira dos Santos


Ministério de Pregação e Cura e Libertação


Vazante|Bela Vista do Maranhão.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Comunidades Novas







As comunidades novas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a Vida Comunitária ser formada por Sacerdotes e leigos, homens e mulheres em uma mesma Comunidade devidamente dividida mais trabalhando junto em prol da Evangelização ou Promoção da Dignidade Humana.





Tais formas de vida comunitária em vista da Evangelização existem desde o fim do século XX, se expandindo pelo mundo todo em diversas novas comunidades, e ainda hoje aguardam um futuro enquadramento canônico enquanto são muito bem vistos pela hierarquia católica, sob a qual existem em esforçado serviço e auxílio. É formada por leigos e padres engajados como um passo a mais em seus engajados projetos de evangelização diocesanos oriundos comumente da Renovação Carismática Católica.





Devido a essa sua origem também são conhecidas por Comunidades Carismáticas, e teve seu apogeu na convocação feita por sua Santidade o Papa João Paulo II em 1998, no Vaticano onde reunindo-se com milhares de Comunidades do Mundo Inteiro reconheceu sua existência e lhes deu o grande impulso motivador na Igreja.







Vamos exemplificar uma comunidade nova:





A Comunidade Católica Shalom é reconhecida pela Igreja Católica como Associação Internacional Privada de Fiéis tratando-se do que hoje a Igreja chama "Comunidades Novas". Sendo Igreja, a Comunidade Shalom serve em seus trabalhos por meio de uma consagração de vida de seus membros. Tem como fim último a evangelização e a formação de filhos de Deus. Os membros consagrados são chamados a ser, no interior da Igreja, discípulos e ministros da Paz; a acolher, viver e anunciar ao mundo a Paz que é o próprio Jesus (cf. Ef 2,14).





Histórico e perfil





Nascida no meio dos jovens, a Comunidade surgiu de um ardente desejo de evangelizar os jovens mais afastados de Deus. Em seu início, no ano de 1982, em Fortaleza-CE, vários jovens vindos da Renovação Carismática Católica transformaram uma lanchonete em um meio de atração dos jovens a Deus.Hoje é a maior nova comunidade do país com mais de 5.000 mil membros entre Comunidade de Vida e Aliança.


Esta Comunidade tem centenas de grupos de oração espalhados em suas mais de sessenta missões espalhadas por todas as regiões do Brasil e em vários países no exterior (França, Canadá, Itália, Israel, Hungria, Argélia, Madagascar, Suíça, Uruguai, Chile, Guiana Francesa,Inglaterra,Tunísia,Peru e Portugal), em cada lugar promovendo eventos evangelizadores de grande e pequeno porte, se dedicando a estes grupos e a cursos e retiros de formação catequética e cristã. Sempre a pedido de bispos locais.


[editar]Membros





A Comunidade Católica Shalom é formada por homens e mulheres que se consagram à vida religiosa mediante votos na Igreja (membros missionários consagrados e engajados consagrados) e também por membros dos grupos de oração da comunidade (pessoas que participam dos grupos de oração sem vínculo formal com a Comunidade). Dentre os consagrados, há celibatários, casais, sacerdotes, pessoas em discernimento do seu estado de vida, homens e mulheres, jovens e adultos, todos unidos por esta consagração de vida, com votos de pobreza, obediência e castidade, segundo o estado de vida que acreditam o Senhor lhes chamar.


[editar]Reconhecimento pontifício





A Comunidade recebeu o Reconhecimento Pontifício como Associação Internacional no ano de 2007, com decreto vigorando desde o dia 22 de fevereiro. As Comunidades Novas são realidades recentes na Igreja e tornando-se cada vez mais numerosas e bastante presentes no apostolado da Igreja. Já há algum tempo vêm sendo aprovadas nas diversas dioceses gradativamente e aos poucos se iniciam as aprovações em nível pontifício.





No período que recebeu o Reconhecimento, a Comunidade Shalom se tornou a terceira das centenas de comunidades novas do mundo a recebê-lo, primeira da América Latina. O decreto foi entregue ao fundador Moysés Louro Azevedo Filho em Roma no dia 13 de março de 2007 e para o evento ocorreu um festivo Tríduo em Roma, para onde peregrinaram irmãos das diversas dioceses e nações em que a Comunidade está presente.





Uma das falas mais marcantes, com certeza foi a do Papa Bento XVI ao dizer na entrega do Reconhecimento Pontifício à Comunidade Shalom:"Sedes sempre Igreja Missionária!", esta nos fez recordar a fala do Cardeal Aloísio Lorscheider na Inauguração do 1° Centro Católico de Evangelização Shalom em 1982, onde ele nos disse:"Nunca percam o fervor!".


Em maio de 2012, no Jubileu dos 30 anos da Comunidade, esta obteve o seu Reconhecimento e Aprovação Definitiva dos seus Estatutos,pelas mãos do Papa Bento XVI,através do Pontifício Conselho para os Leigos.





Segundo Emmir Nogueira, co-fundadora da Comunidade, este reconhecimento:


Autentica a Vocação e sua forma de vida como verdadeira;


declara de sua necessidade para a Igreja em qualquer lugar do mundo;


torna a Igreja responsável pela Comunidade.[1]


Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidades_novas



Comshalom: Dom de Cura






Não somos nós que curamos; é Jesus. Cheio do Espírito Santo, Jesus saiu por todas as partes curando. Da mesma forma, o Espírito quer se manifestar em nós - que somos membros do Corpo de Cristo; as mãos, os pés do Corpo místico de Cristo -, levando cura àqueles que dela precisam.


Geralmente pensamos que a cura seja uma coisa extraordinária. 





Não. Para o povo cristão, a cura que vem por meio de Jesus é algo normal, ordinário. O problema é que a nossa fé foi esfriando. Se o Senhor não tem feito curas, milagres, prodígios, sinais no meio do seu povo, é porque o povo não tem acreditado. 





De nada adianta o médico dar um bom remédio ao doente, se depois ele chega em casa e faz o contrário do que foi indicado: não pode beber e bebe; não pode fumar e fuma; não pode fazer esforço e sai por aí praticando esporte; não pode tomar sereno e não somente toma sereno como até chuva, e se joga na piscina... É claro que assim não adianta nada o médico ter dado o remédio. O mesmo ocorre com o Senhor. Ele está querendo curar seu povo, mas seu povo infelizmente é rebelde; faz tudo contra Suas leis e mandamentos; e assim se perde pelos descaminhos da vida. A coisa mais importante para sermos curados pelo Senhor e conservados em plenitude de saúde é andar nos seus caminhos.





Grande parte das nossas doenças são chamadas psicossomáticas; são conseqüência de preocupação, ansiedade, angústia, ressentimento, rancor... causam problemas de estômago, vesícula, rim, coluna, dor de cabeça, problemas respiratórios, pressão alta, baixa... São conseqüência de nossos erros e, em profundidade, conseqüência de nossa vida desviada dos caminhos do Senhor.





O dom de cura e o dom da fé estão ligados. Porque acreditamos, oramos pelas pessoas, como Jesus mandou: "Em qualquer casa onde entrardes, dizei: Paz a esta casa. Se ali houver algum doente, orai por este doente. Recebestes de graça, de graça dai" (...) E o Senhor garante: "E a oração da fé salvará o enfermo. E o Senhor o levantará".


Jesus não apenas mandou fazer, mas deu o exemplo. Os apóstolos viam Jesus fazendo constantemente isso.





Quando ele chegou à casa de Pedro, viu que a sogra de Pedro estava doente, com uma febre altíssima. Jesus orou por ela, orou com expectativa, e a cura aconteceu. Era assim constantemente, e os apóstolos aprenderam. Quando foram mandados dois a dois, ao voltarem, contaram as maravilhas que o Senhor realizara.





Faça isso: comece a orar pelas pessoas, para que sejam curadas. Não espere juntar uma platéia para começar. Comece em casa. Em geral, é mais fácil começar pelas crianças. Crianças são muito sensíveis, não têm pecado, nem barreiras. A cura acontece muito facilmente nelas. Você vai crescer na fé, orando e vendo a cura se realizar; vai acreditar ao ver que o Senhor cura por meio de nós. O Senhor quer que você acredite nisso. Não é você que vai curar. Porque o próprio dom de curar as doenças vem do Espírito Santo.





É o Espírito que cura; nós somos apenas seus instrumentos.





Então, não tenha receio; comece orando por suas crianças, em casa. Por que não rezar o marido pela mulher e a mulher pelo marido, para serem ambos curados? Dormem juntos; por que não rezar um pelo outro? Não é preciso se envergonhar. O casal deve rezar; e assim, o Senhor fará maravilhas. Quando houver vizinhos doentes, vá visitá-los. Quando as coisas são feitas com simplicidade, funcionam. Ore com simplicidade e expectativa.





Tudo se faz em oração. É a oração que leva à cura. Baseado em S. Paulo, D. João Evangelista Martins Terra explica que "cada cura é um carisma especial": Jesus, porque ama aquela pessoa, derrama o Seu Espírito sobre ela, dá um carisma especial, para que aquela pessoa seja curada.


Aja de acordo com sua fé. Ela será sempre do tamanho de um grão de mostarda: mas, uma vez que Deus lhe deu a fé, aja de acordo com ela; vá a Jesus, receba de Jesus o carisma e leve-o a quem dele precisa. Faça isso, e assegure à pessoa que estiver doente que o Senhor quer curá-la.


Quando acreditamos, o impossível acontece. Não basta que eu acredite; estou pedindo a Deus que você acredite, que lhe seja concedida a certeza da fé, e que você aja de acordo com a fé, porque para Deus nada é impossível. O Senhor quer hoje que nós, por meio dos dons, dos carismas, sejamos os portadores da cura de Deus.





Obrigado, Senhor nosso Deus! Muito obrigado por tudo o que o Senhor faz, por tudo que o Senhor realiza. Amém!





Cura Interior





O dom da fé é o que leva em suas engrenagens o dom as cura e o dom dos milagres. Além da cura física - coisa muito bela -, promove cura interior, a cura do coração, da alma, dos sentimentos.





Nem imaginamos o quanto a vida nos fere! Por isso é lindo que haja a cura interior, além da física. O Senhor quer que nos abramos ao dom de orar pela cura interior das pessoas. Você pode estar pensando: "Mas como é que vou orar?"... pedindo pela pessoa, rogando por ela. Pe. Alírio Pedrini, SCJ, tem excelentes livros sobre a cura interior. No Brasil, é ele quem mais e melhor descreve a esse respeito. Em seus livros você vai encontrar orientações excelentes1.





Quem se sente chamado ao ministério de cura do coração sabe de sua importância. Muita gente gostaria de progredir na vida espiritual e não consegue, por causa dos traumas, dos bloqueios, das feridas, das marcas do próprio passado.





A primeira vez que rezaram pela minha cura interior foi quando o Pe. Robert DeGrandis, SSJ, veio ao Brasil e reuniu apenas alguns líderes da Renovação. Ele trouxe um casal consigo, enquanto nos ministrava aquele seminário de dons, o casal que o acompanhava rezava pela cura interior dos participantes do seminário. Eles começaram a orar por nós; e era tanto o trabalho que o casal teve de orar separadamente. O marido rezava por uns e a mulher rezava por outros.


Oraram à noite pela cura do meu coração, durante umas três horas. Como chorei! Coisas que eu não imaginava que me marcaram, me feriram, surgiram naquela ocasião! Só pararam de orar, quando se sentiram cansados. No dia seguinte, rezaram mais de uma hora e meia, quase duas horas por mim. Mas viram que faltava algo. E depois, à tarde, voltaram a rezar junto com Pe. Robert, e então terminaram, graças a Deus. Eu ainda receberia muitas outras orações.





Eu não imaginava precisar de tanta cura interior! Mas hoje não duvido que era desígnio do Senhor que eu fosse objeto daquela oração de cura interior, para poder me usar depois como instrumento.





Não imaginamos o quanto precisamos disso, quanto os nossos irmãos precisam. E o melhor é que, quando começamos a orar pela cura interior, as palavras de ciência começam a vir. Cura interior e palavra de ciência estão muito ligadas.





Abra-se a esse dom, disponha-se a orar pela cura interior de seus irmãos. Nem espere, no começo, fazer grandes orações; apenas ore, e, se vierem as palavras, ore de acordo com elas.


Tenha coragem: comece a rezar, e verá quantas coisas o Senhor vai fazer por meio de você.


Senhor, eu Te bendigo. Queres curar o teu povo, que está machucado, ferido. Usa-me, Senhor Jesus. Eis-me aqui!





Usa-me, Senhor, para que eu leve aos meus irmãos a Tua cura. Tu és o Senhor que cura. Usa-me, Senhor, usa minhas mãos, usa minha oração para curar os meus irmãos. Usa-me, Senhor, para a cura interior dos meus irmãos, a cura da alma, a cura do coração. São tantos os doentes, são tantas as doenças. Eis-me aqui, Senhor!





Tu queres curar a tantos no coração, na alma, no interior. Para isso, Senhor, dá-me palavra de ciência, palavra de conhecimento, para que os meus irmãos sejam curados. Eis aqui o(a) teu(tua) servo(a), Senhor.





Senhor, faze milagres! Tua Igreja precisa ver milagres... O Teu povo precisa ver milagres, Senhor! Amém!





Fonte:http://www.comshalom.org/formacao/espiritualidade/0_dom_da_cura.html